E AGORA, PORTUGAL? – por Mário de Oliveira

Transcrito com a devida vénia, e a autorização expressa do autor, do Jornal Fraternizar

Depois de tantos crimes políticos, ainda vamos continuar a ter de suportar este trio político da nossa vergonha/desgraça?

 

Quantos crimes políticos mais, são precisos para que o Ministério Público intervenha, acuse e envie para julgamento em Tribunal o trio de Poder político em funções, AníbalCavacoSilva, PauloPortas, PedroPassosCoelho, da nossa vergonha/desgraça, a perfídia, a incompetência, a ambição do Poder, a subserviência ao Dinheiro-Poder financeiro da União Europeia, ela própria, a grande inimiga das populações e dos povos do velho continente? Não são já demasiados os crimes políticos cometidos por este trio, ao longo destes dois longos e dolorosos anos? Os três, cada qual metido na concha da sua ambição e da sua vaidade, não são, neste momento, o problema maior do país, com a agravante de que, reiteradamente, se apresentam às respectivas populações com direito a votar em eleições legislativas, presidenciais e autárquicas, como a solução política, fora da qual o país vai directo ao abismo, de onde nunca mais sairá?! É tolerável esta situação? Prolongá-la no tempo, não é uma crueldade, um sadismo, um horror, um interminável pesadelo que temos de suportar, acordadas, acordados?

O Presidente Aníbal acaba de falar ao País, depois de receber e ouvir, durante dias, no seu climatizado palácio de Belém, todo um conjunto de corporações, partidárias, sindicais e empresariais, cada qual, a puxar a brasa para a sua sardinha, como quem diz, para a sua bolsa, ou para a sua quota parte do Poder. Todas elas, postas perante jornalistas pés-de-microfone, juram a pés juntos – quem mais jura, mais mente, diz a sabedoria das vítimas – que é o interesse do país que as move. Na verdade, são os interesses corporativos de cada uma delas, nomeadamente, dos respectivos dirigentes, que as move. As populações não foram, nunca são, tidas e achadas, neste tipo de audiências presidenciais. Só existem para sustentar, até com a sua fome e o seu desemprego, todas estas minorias bem falantes, que, nos últimos meses, parece que não têm mais nada que fazer, senão participar em reuniões, às quais vão debater leis e decisões que o governo pretende impor e impõe, graças à maioria politicamente assassina que o suporta no Parlamento. Pela aragem, nenhum dos integrantes destas minorias, passa mal. E sentem-se, até, como peixe na água, sempre que esbarram com uma, um jornalista-pé-de-microfone. Vê-se que gostam, sentem-se importantes, por saberem que vão entrar-nos casa dentro, à hora dos telejornais…

Na sua comunicação ao País, o Presidente Aníbal entalou/esmagou PauloPortas, sem nunca precisar sequer de pronunciar o seu nome, tamanho o ódio político que por ele nutre. E PauloPortas que, depois da sua “irrevogável” demissão, não aceite por PedroPassosSoelho, já se preparava para ser empossado pelo Presidente Aníbal como vice-primeiro ministro e outros poderes mais, de um governo recauchutado, em que seria uma espécie de Rei Luís XIV, o Rei Sol, monarca absoluto, com todos os outros, no governo e no CDS-PP como seus capachos, viu-se, de repente, sem tapete e sem chão. Resta-lhe, agora, a tumba política que ele próprio abriu e desaparecer para sempre de cena. Talvez, fazer-se clérigo do novo Patriarca de Lisboa, D. Manuel III, o Clemente, arcebispo, a caminho de cardeal e, quem sabe, até, de papa chefe de estado do Vaticano. Não foi ele um dos primeiros a correr ao Mosteiro dos Jerónimos, para, ostensiva e hipocritamente, lhe beijar o anel, como Judas? Por sua vez, PedroPassosCoelho que faz sem VítorGaspar e sem PauloPortas? Não era, PauloPortas, o seu Maquiavel e, por isso, recusou o seu pedido de demissão? Mas pode haver governo, a prazo que se diga, liderado por PauloPortas-PedroPassosCoelho?! Não é para, com ele, juntar novos crimes políticos a inúmeros crimes políticos já cometidos e todos ainda impunes?!

Por fim, a pergunta: E agora, Portugal? E agora, populações deste País, com tudo para ser um paraíso à beira mar plantado, e está condenado a ser um inferno, por não sei quantas gerações mais? Vamos continuar a confiar os nossos destinos a este trio político, ou a outros trios políticos semelhantes? Quando decidimos sermos nós o País e assumimos os nossos destinos nas próprias mãos? Tutores, para quê? Intermediários, para quê? Porventura, temos tutores nas nossas casas? Porque havemos de os ter no País que somos? Acordemos! Há muito que esta é a nossa hora. A hora dos Povos. Nem que tenhamos de viver e pão e água, a pão e sopa, assumamos os nossos destinos nas próprias mãos. Sem intermediários. Sem tutores. Eia, irmãs, irmãos!

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