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HOLLANDE, A MÁSCARA CAIU, por NICOLAS DUPONT-AIGNAN

Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

Hollande,  a máscara caiu.

Nicolas Dupont-Aignan

 

Texto disponibilizado por Philippe Murer, Membre du bureau du Forum Démocratique, Président de l’association Manifeste pour un Débat sur le libre échange e publicado em França sob o título: Hollande, le masque est tombé !

Nicolas Dupont-Aignan le mercredi, janvier 15 2014

 

A preparação das eleições europeias, com a apresentação dos  nossos cabeças de lista à  imprensa na  terça-feira impediu-me de  me dedicar ao meu blog. Que os meus leitores me perdoem! Ontem, ouvi atentamente o Presidente da República. Esta conferência de imprensa foi  rica de ensinamentos! Primeiramente, os observadores estão errados ao acreditarem  que François Hollande  não sabe para onde é que ele vai. O Presidente da República desenhou  claramente os objectivos. Uma França das Regiões, submetida à  União Europeia. O objectivo está fixado: reagrupamento de regiões,  desaparecimento dos departamentos para benefício das  metrópoles urbanas, abandono das zonas rurais e até mesmo um poder regulamentar é devolvido às s regiões! Em suma,  a fragmentação da Nação à  espanhola e o retorno das feudalidades. As regiões vão ser claro enquadradas por  Bruxelas!

Aqui também,  Hollande foi bem claro.. Está pronto a sacrificar os acervos sociais, os serviços públicos, tudo o que possa derreter  a excepção francesa sobre o altar “da normalização” europeia. Que importa por conseguinte o impasse económica do Euro e o absurdo das medidas que propõe. A esse respeito, vê-se mal como puder economizar 50 mil milhões de despesas públicas para reduzir os encargos das empresas num contexto de crescimento nulo, ligado à uma moeda sobreavaliada. Em 2016, ou seja nós estaremos a imitar  a Grécia,  seja o défice terá explodido de novo

Ontem, a visão da sociedade francesa de François Hollande era também clara.

Depois do  casamento para todos, prepara-se a lei sobre a eutanásia e a reforma penal laxista. É necessário efectivamente compensar a pior regressão social desde a segunda guerra mundial por símbolos de modernidade, uma espécie de osso para roer que é lançado ao  espírito dos  tempos  que correm. Temos bem de nos confrontar com  um social liberal, num pós Maio de 68!

O individualismo ao extremo e ao  serviço das potências do dinheiro dissimulado pelos bons sentimentos  de compaixão!

François Hollande sabe bem por conseguinte muito bem para onde vai, mesmo se se trat a de ir  tacteando devido à sua própria personalidade, como da sua  análise  bastante fina das relações  de força.

Porque é evidente que o povo francês não gosta desta França que Hollande quer para nós desenhar. François Hollande quer por conseguinte conduzir-nos em doçura para aceitar o inaceitável. É o velho método europeu das salsichas. À cada nova fracção, não se dá conta  do progresso do projecto…, e do desaparecimento próximo do salsichão.

É por isso que a oligarquia de hoje, que François Hollande, efectivamente,  representa muito bem,  faz prova de uma certa capacidade táctica. De um lado, culpabilização do povo que seria “retrogrado”, “preguiçoso”, “ultrapassado”. Do outro, a designação de um bode expiatório  fascista como o demonstrou   a questão  surrealista levantada à volta de  Dieudonné.

O verdadeiro fascismo não é onde se acredita  que seja. Detesto  o racismo, e o antissemitismo, mas quem pode acreditar que Dieudonné vai fazer um golpe de Estado amanhã de manhã! Parem e lhe andarem a fazer tanta  publicidade!

Em contrapartida, “um fascismo soft e pernicioso ” está a estender  na nossa sociedade. O desaparecimento progressivo da nossa democracia é evidente na  liberdade de escolha do povo francês.

Ontem, aquando da sua conferência de imprensa, François Hollande procedeu sobre a questão europeia por intimidação. Para resumir, seja ou se aceita  a submissão  ao modelo único tecnocrático, seja vai-se  reatar com a tragédia da guerra de 14 ou com os massacres de Oradour sur Glane. O método é indigno porque os povos europeus podem trabalhar juntos recusando ao mesmo tempo esta construção inumana.

François Hollande não seria ele, finalmente,  o símbolo da finança que ele descreveu   no seu discurso de Bourget? Aí ele falou  “de um adversário: a finança, sem rosto, sem partido, que não é eleito mas que no  entanto governa

É, pela ironia do destino, hoje o seu representante.

O desafio está aqui: tomar consciência do perigo. Recusar estes rostos de uma  França desfeita. Preparar uma alternativa clara para recuperar o país e para voltar a dar uma razão de ser, o orgulho de ser francês. .

Ver em:

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