Site icon A Viagem dos Argonautas

EXCLUIR AS MULHERES (DA VISÃO OCULAR) QUANDO ESTAS NÃO SÃO ACEITES POR MOTIVOS RELIGIOSOS por clara castilho

Foi o caso da foto dos governantes, na manifestação de Paris, no dia 10 deste mês, em que foram cortadas as governantes do sexo feminino (Angela Merkel, Ewa Kopacz, Anne Hidalgo e Federica Mogherini) no jornal judeu ultra-ortodoxo HaMevaser.

 Isto também serviu para tornar “visualmente” evidente o diminuto número de mulheres em lugares de destaque na cena política mundial…

 É o caso do Ikea  que há uns anos “ apaga” mulheres nos catálogos para a Arábia Saudita.

Se compararmos as edições em diversos países europeus, com as da Arábia Saudita, são bem visíveis as  substituições das imagens. O Ikea reconheceu tal facto e declarou que tal atitude ia contra os valores do Ikea.

 

E olha onde! No país onde a companhia aérea estuda introduzir segregação entre homens e mulheres nos voos, devido aos argumentos dos maridos conservadores que se recusam a ter homens aleatórios sentados ao lado de suas esposas durante viagens. No país onde há restrição das mulheres dirigirem automóveis no território nacional, uma proibição única no mundo inteiro (as sauditas Loujain al-Hathloul, 25 anos, and Maysa al-Amoudi, 33, foram julgadas por um tribunal especial para casos de terrorismo na Arábia Saudita por dirigirem). No país onde não podem estudar sem a permissão. No país onde são incitadas a cobrir o corpo e os cabelos.

Mas a razão de ser das empresas e fazer dinheiro. Nesta perspectiva estão certos. Para  venderem na Arábia Saudita têm que se sujeitar às suas regras.  Sujeição que vamos conhecendo.

Qual das duas situações é pior?

Exit mobile version