TSIPRAS ATORDOADO, TSIPRAS AGRILHOADO: CREDORES DIZEM QUE “NÃO VALE A PENA HAVER ELEIÇÕES” EM PAÍSES SOB A CONDIÇÃO DE RESGATE – por TYLER DURDEN
joaompmachado
Selecção, tradução e nota introdutória por Júlio Marques Mota
Tsipras atordoado, Tsipras agrilhoado: Credores dizem que “Não vale a pena haver eleições” em países sob a condição de resgate
Tyler Durden, Tsipras Stunner: Creditors Said “There Is No Point In Holding Elections” In Bailed Out Countries
ZeroHedge, 14 de Julho de 2015
Enquanto que o ministro das Finanças da Alemanha Schäuble está prestes a explodir e a arrancar os poucos cabelos que ainda tem na cabeça, depois de ler a mais recente provocação de Tsipras, em que este disse, de acordo com a Reuters, que:
O primeiro-ministro grego Tsipras diz que assinou um acordo em que não acredita mas sobre o qual está disposto a implementá-lo e a assumir as suas responsabilidades.
Deve ser o povo grego que está a sofrer por um outro abalo, um pontapé nas costas muito maior, quando o Primeiro-ministro falou numa entrevista de televisão: uma admissão proferida pelo primeiro-ministro que escolheram, de que a Grécia, como uma nação soberana, já não existe:
O primeiro-ministro grego Alexis Tsipras disse numa mensagem que em países sob a condição de resgate não vale a pena haver eleições.
Assim a “Troika” tornou claro que nos países sob ajuda, tal como a Grécia estava e estará, de novo, por um tempo indeterminado, acabou a democracia e o país transformou-se numa divisão soberana de alguns burocratas não eleitos, e é o “primeiro ministro grego” quem acaba de admitir que agora já não é nada, que agora não é mais do que apenas um fantoche dos novos líderes não eleitos de Grécia. E é assim.
A boa notícia, pelo menos para aquelas que procuram ligar as coisas, é que podemos fechar o livro sobre o qual Schäuble estava a falar quando disse que “Aber glauben Sie mir, das Problem is lösbar” nesta entrevista de 2011 com Welt am Sontag:
Schäuble: “Nós decidimos chegar a uma união política através de uma união económica e monetária. Nós tivemos a esperança – e nós ainda hoje a temos – de que o Euro nos levará gradualmente até à união política. Mas ainda aí não chegámos e isso é uma das razões pelas quais os mercados estão desconfiados. .
Welt am Sonntag: “Assim os mercados forçar-nos-ão agora a uma união política?”
Schäuble: “A maioria de Estados-membros não está ainda totalmente preparada para aceitar as limitações necessárias da soberania nacional. Mas pessoalmente acredito que o problema pode ser resolvido.
E a este nível vale a pena citar o que disse o presidente da Letónia, Berzins, há duas semanas:
[a dívida grega] é tão grande que todos compreendem que não irá ser reembolsada …. Os empréstimos à Grécia apenas compraram o tempo de modo que aqueles que estão no poder não tivessem que tomar decisões. Isto é como um jogo: quem pode aguentar mais tempo sem mostrar que este dinheiro está perdido? Esta carga tornou-se ainda maior e não há obviamente nenhuma possibilidade de a reembolsarem…. A depreciação (alívio ou perdão) acontecerá depois da falência do Estado grego.
Talvez isto signifique apenas que a democracia está a morrer oficialmente no país em que nasceu, um país que está em vias de demonstrar muito claramente ao resto do mundo que aqui e agora os bancos tem infinitamente mais poder e suportes que as nações “soberanas”.
Quanto aos gregos: apreciem agora o seu estatuto oficial “cidadão de segunda categoria” enquanto escravos dos burocratas de Bruxelas mesmo enquanto cada um de nós possa liquidar os mais valiosos activos de que dispõe e se entregue o ouro que se tenha para ter a generosidade e a honra de estar a pagar a dívida da Troika.
Zero Hedge, Tsipras Stunner: Creditors Said “There Is No Point In Holding Elections” In Bailed Out Countries. Texto disponível em: