É TEMPO DE CHORAR PELA ARGENTINA E DE GRITAR PELO BRASIL E POR TODOS OS PAÍSES EUROPEUS IGUALMENTE – AS FAÍSCAS DA DECISÃO DO SUPREMO TRIBUNAL SOBRE A DÍVIDA ARGENTINA, por TYLER DURDEN

Falareconomia1

Selecção, tradução e montagem de Júlio Marques Mota

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É tempo de chorar pela ARGENTINA e de gritar pelo Brasil e por todos os países europeus igualmente

 Is It Time to Start Crying for Argentina? Pergunta-se na agência Bloomberg

(CONTINUAÇÃO DA SÉRIE:

É tempo de chorar pela Argentina e de gritar pelo Brasil e por todos os países europeus igualmente)*

5.1 As faíscas da decisão do Supremo Tribunal sobre a dívida argentina

Tyler Durden, Zero Hedge, 16 de Junho de 2014

Supreme Court Ruling Sparks Argentine Bond Rout

A batalha judicial que dura desde há dez anos sobre o incumprimento da Argentina parece ter terminado… mal para a Argentina (e aparentemente bem para Elliott Management). Como relata WSJ, o Supremo Tribunal dos EUA na segunda-feira rejeitou o recurso da Argentina (e mutuamente assegura ameaças de destruição que “poderão provocar uma nova catástrofe económica com graves consequências para milhões de cidadãos argentinos comuns”), deixando de pé uma decisão de primeira instância que diz que a Argentina não pode fazer pagamentos da sua dívida reestruturada, a menos que também pague aos reticentes hedge funds que recusaram aceitar a oferta de reestruturação da dívida do país. Os títulos argentinos emitidos em dólares caíram 10 pontos a seguir à notícia da presidente Cristina Fernandez se ir dirigir á nação às 21 horas locais.

Argentina - IV

5.2 Começou tudo de uma forma familiar: um incumprimento soberano:

Argentina - V

A Argentina praticou um incumprimento de aproximadamente $100 mil milhões da sua dívida durante a sua crise financeira. O país em 2005 e em 2010 ofereceu aos detentores dos títulos em incumprimento novos títulos em troca dos títulos anteriores, com fortes perdas sobre os valores faciais anteriores. Entre as duas datas para trocas, os detentores dos títulos concordaram na troca de aproximadamente 93% dos títulos não pagos.

Mas alguns fundos não aceitaram a troca.

Entre estes reticentes incluem-se Aurelius Capital Management e Elliott Management Corp filial de NML Capital Lt, do multimilionário Paul Singerd. A Argentina deve a estes detentores de títulos da divida pública em situação de incumprimento por não terem aceite a troca de títulos depreciados  mais de US $ 1,3 mil milhões em capital e juros.

E depois de terem ganho e perdido variados recursos levaram o caso ao Supremo Tribunal.

O hedge fund  tinha solicitado ao tribunal que rejeitasse o apelo da Argentina, dizendo que o país tinha exagerado e em muito o impacto financeiro do caso e que este tem o dinheiro para poder pagar. Eles também argumentaram que o governo argentino tem uma longa história em maltratar os seus credores e não merece que o Supremo Tribunal analise o processo, porque ele vai desobedecer às decisões judiciais norte-americanas se finalmente perder.

Até que finalmente se tomou uma decisão há momentos atrás.

 O  Supremo Tribunal dos EUA na segunda-feira rejeitou o recurso da Argentina num caso de alto risco decorrente do seu histórico incumprimento de 2001, um grande golpe para o país na sua longa batalha com os credores   que rejeitaram a sua reestruturação.

O tribunal, sem comentário, deixado de pé uma decisão de primeira instância em que se determina que a Argentina não pode fazer pagamentos de sua dívida reestruturada, a menos que também pague aos hedge funds reticentes que rejeitaram a troca de títulos renegociada, ou seja os  que se recusaram a aceitar as ofertas de reestruturação da dívida do país, ditos os holdouts.

O Second Circuit rejeitou ” a afirmação genérica ” afirmada pela Argentina de que uma decisão contra o país mergulhá-lo-ia  numa nova crise económica.

O Supremo Tribunal recusou-se a revogar essas decisões, dizendo  numa breve nota escrita que não iria considerar o apelo da Argentina.

Argentina advertiu das consequências desta decisão.

A Argentina tinha advertido o Supremo Tribunal de que validando a decisão de tribunal de primeira instância o Supremo abre a possibilidade de que a Argentina tenha que enfrentar a possibilidade de um novo incumprimento, “que poderia provocar uma nova catástrofe económica com consequências severas para milhões de cidadãos comuns de Argentina.”

O país também disse que a decisão ameaça os mercados de crédito internacionais e impede o processo da reestruturação da dívida.

E talvez seja o sabre, que a Presidente da nação poderá desenterrar hoje à noite?

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Ver o original em:

http://www.zerohedge.com/news/2014-06-16/supreme-court-ruling-sparks-argentine-bond-rout

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Para ler a introdução de Júlio Marques Mota, e o segundo, terceiro e quarto capítulos  desta série É tempo de chorar pela Argentina e de gritar pelo Brasil e por todos os países europeus igualmente, vá a:

http://aviagemdosargonautas.net/2014/07/01/e-tempo-de-chorar-pela-argentina-e-de-gritar-pelo-brasil-e-por-todos-os-paises-europeus-igualmente-a-introducao-de-julio-marques-mota/

http://aviagemdosargonautas.net/2014/07/02/e-tempo-de-chorar-pela-argentina-e-de-gritar-pelo-brasil-e-por-todos-os-paises-europeus-igualmente-a-introducao-de-julio-marques-mota-2/

http://aviagemdosargonautas.net/2014/07/03/e-tempo-de-chorar-pela-argentina-e-de-gritar-pelo-brasil-e-por-todos-os-paises-europeus-igualmente-duas-fotos-argentina-elliot-e-a-guerra-da-clausula-pari-passu-de-felix-salmon/

É TEMPO DE CHORAR PELA ARGENTINA E DE GRITAR PELO BRASIL E POR TODOS OS PAÍSES EUROPEUS IGUALMENTE – PAUL SINGER VERSUS ARGENTINA – UMA HISTÓRIA DE SUSPENSE QUE ESTÁ A ATINGIR O SEU CLIMAX, por IGNACIO PORTES.

 

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