A QUATRO MÃOS – CASTILHO & CASTILHO – 1



1975
Ele esperou, esperou, esperou…. Tinham combinado encontro às duas da tarde para irem assistir a uma matiné.
Passou um autocarro, passou outro, outro…
Não queria telefonar para casa dela, o pai era rigoroso, nunca sabia como seria recebido. Mas a ansiedade dominou, tanta coisa podia ter acontecido!
Arriscou, telefonou.
Levou uma rabecada. Que a menina não saía quando queria, tinha que dar explicações para onde ia e com quem ia.
Mais valia ter estado quieto! Mas, pelo menos, sabia que ela estava bem. E, no dia seguinte, ia esperá-la à saída do emprego.