SINAIS DE FOGO – PS ABANDONA “NOJO” – por SOARES NOVAIS
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Após um longo e cúmplice período de nojo, o PS mostra-se ao povo.
De terra em terra. De feira em feira. Entre sorrisos, beijinhos e abraços.
O secretário-geral viajou de comboio entre Lisboa e Porto e fez inflamados discursos em defesa do SNS e contra os cortes nas pensões e reformas.
“Corram com eles”, apregoou o dr. Costa em Vila Pouca de Aguiar, onde apelou ao voto dos eleitores para que essa vontade popular se concretize na noite do dia 4 de Outubro.
O povo e os trabalhadores, os reformados e os pensionistas, há muito que querem correr com o bando.
Disseram-no na rua.
Às portas das fábricas.
Nas greves que protagonizaram em defesa do SNS e em defesa dos transportes públicos de Lisboa e Porto.
Nas grandes manifestações contra o desemprego e o trabalho precário e sem direitos.
Também, na luta pelo reposição da semana de 35 horas para os trabalhadores da Administração Local e sob o silêncio cúmplice e venerado dos senhores autarcas do PS.
O povo quis correr com o bando vezes sem contas, mas sempre sem a presença dos apaniguados do dr. Seguro e do dr. Costa.
Por isso, não compreendem agora esta inesperada e desesperada relação de proximidade das gentes do partido da mãozinha que já foi rosa.
Desconfiam de tão súbito interesse .
E olham desconfiados para o anúncio de voto do engenheiro Sócrates que um diário, dirigido por um confesso amigo seu, anúncia.
É que o engenheiro Sócrates afirma em livro sobre o seu camarada Costa que, e cito de cor, ele só tem capacidade para ser “presidente de câmara”.