A semana ficou assinalada por um “herói”. Falo do rapazola que num autocarro da portuense STCP abusou de uma colega. Para gáudio de uma maralha constituída por futuros engenheiros e doutores.
A cena foi gravada em telemóvel e poucos minutos depois estava à mercê de milhares de cabecinhas danadas. Tão danadas como aquelas que fazem aquela “coisa” que embrulham em papel de jornal e um canal entubado que só expele sangue e porcaria.
Rapazola e “coisa” são cretinos à solta. Como cretinos à solta são todos aqueles que viajavam no autocarro e que assistiram à cena com risinhos e uns “caralho, que nojo.”
Mais: estes futuros engenheiros e doutores pertecem áquele exército que é expulso de hóteis espanhois por desacatos e que uma zelosa mãezinha se apressou a considerar apenas “excessos, que também nós adultos cometemos.”
É este publicozinho que a tal “coisa” e o “tal canal” servem. Fazendo tábua rasa da Lei de Imprensa e do Código Deontológico do Jornalista.
Estão bem uns para os outros. Ambos gostam de merda. Uns protagonizam-na e outros dão-lhe visibilidade. Fazendo chamadas à primeira página e exibindo os vídeos grotescos.
Nada que cause espanto em “coisas” embrulhadas em papel de jornal e em “coisas” digitais onde meninas e meninos anunciam “bocas atrevidas e rabos gulosos” a troco de “20 prendinhas.”