
CAVATINA
Poema de Eugénio de Andrade (in “Véspera da Água”, Porto: Editorial Inova, 1973; “Poesia”, 2.ª edição, org. Arnaldo Saraiva, Porto: Fundação Eugénio de Andrade, 2005 – p. 202)
Dito pelo autor (in CD “Eugénio de Andrade por Eugénio de Andrade”, Numérica, 1997)
Obstruído o caminho da transparência
só me resta reunir os fragmentos do sol nos espelhos
e com eles junto ao coração
atravessar indiferente a desordem matinal dos mastros.
Quanto mais envelheço mais pueril é a luz
mas essa vai comigo.
