É amanhã empossado no cargo de presidente dos Estados Unidos, Donald John Trump, do Partido Republicano. Derrotou a candidata Hilary Clinton, do Partido Democrata. Na nossa modesta opinião Trump foi uma boa opção do colégio eleitoral – boçal, aparentemente iletrado, aparentemente estúpido e assumindo com essa estupidez arrogante a prepotência sem limites de um estado que, tal como os monarcas (que nascem ungidos por Deus e com o direito dado pela divindade de governar milhões de indivíduos que, segundo a Carta dos Direitos do Homem, vêm ao mundo com as mesmas prerrogativas e deveres), entende ter o direito de governar o mundo, de repor aquilo a que chama democracia onde, na opinião dos seus dirigentes, ela não exista. O mundo nada tem ganho com a simpatia de presidentes como Roosevelt, Truman, Eisenhower, Bush, Clinton ou Obama. Hilary, com o seu ar de boa rapariga, continuaria essa tradição de cometer as maiores infâmias, sorrindo e transformando a tirania de um império, numa benesse, autorizando a canalhada do Pentágono a bombardear qualquer estado soberano e a de justificar com palavras do tipo de «são rosas, senhor». Trump parece uma besta e é mesmo uma besta. Temos muita esperança em que a sua «frontalidade» ajude a esclarecer muita coisa.
Porém, e temo-lo dito muitas vezes, os Estados Unidos da América não são apenas um ninho de imbecis que exporta a imbecilidade e que transforma os conceitos mais nobres da espécie humana em estereótipos redutores gerados por um «espírito prático» em que princípios, ética, compaixão, solidariedade e coisas assim, não contam – como no futebol: o que conta é o resultado. Norte americanos excepcionais, cientistas, escritores, cineastas e actores… Quando lemos Walt Whitman ou vemos representar Woody Allen, esquecemos Hiroxima, Iraque, Guantanamo…Quando lemos Edgar Allan Poe, Donald Trump desaparece afogado na sua pequenez e o sorriso postiço de Hilary Clinton, esfuma-se na insignificância do seu discurso vazio.
Hoje é o aniversário de Edgar Allan Poe – nasceu em 19 de Janeiro de 1809, na cidade de Boston (Massachusetts) e morreu em Baltimore (Maryland) em 7 de Outubro de 1849. Viveu apenas 40 anos – escritor, poeta, editor… É mais conhecido pelos seus contos, sendo considerado o precursor de dois géneros ficcionísticos. o romance policial e a novela de ficção científica- O seu poema The Raven (O Corvo) que, na tradução de Fernando Pessoa feita em 1924, é dito pelo actor brasileiro Carlos Coelho C. Nogueira. É a nossa homenagem a um grande escritor norte-americano.
E a Donald Trump desejamos um mandato com muitos corvos.