
Chovem as lamentações sobre a eleição de Donald Trump. Vêem dos mais variados sectores. Até Jean-Claude Juncker, o presidente da Comissão Europeia, o autor da famosa frase “La France, c’est la France”, vem a público dizer que a eleição de Trump traz riscos para a relação entre a Europa e os Estados Unidos, e que o novo presidente norte-americano é ignorante no que respeita à União Europeia e ao seu modo de funcionamento (clicar no primeiro link abaixo).
Permitimo-nos a propósito recordar as gafes de Ronald Reagan, que um belo dia tinha de fazer um discurso em Brasília, e se pôs a saudar o povo boliviano. Tendo-lhe sido chamada a atenção, pediu desculpa, e procurou explicar o lapso por a Bolívia ser o país que se seguia ao Brasil nas visitas que estava a fazer. Sucede que não tinha prevista nenhuma ida à Bolívia. Mesmo não tendo qualquer simpatia por Trump, é lícito duvidar que este alguma vez chegue a este extremo. Por outro lado, os líderes europeus, com Juncker à cabeça têm grandes responsabilidades naquilo que vamos designar abreviadamente por deriva direitista, que vem ocorrendo em todo a parte do que gostam de designar por mundo livre. Ao procurarem de toda a maneira cortar o caminho a evoluções à esquerda, como tem sido o caso com Alexis Tsipras na Grécia, Jeremy Corbyn em Inglaterra e Bernie Sanders nos Estados Unidos, preparam o caminho para chegarem ao poder políticos como Donald Trump, Viktor Orbán e amanhã Marine Le Pen.
Propomos que cliquem nos links abaixo:
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2001/010521_reagan4.shtml
