
O problema do desemprego domina a sociedade actual. As explicações são muitas, são muito variadas, mas é cada vez mais grave. É um facto incontestável que a maioria das pessoas obtém os rendimentos que lhe permitem sobreviver a partir do seu trabalho. Concomitantemente, os salários baixos marcam uma presença cada vez maior no chamado mercado de trabalho. Logicamente, as tensões sociais agravam-se cada vez mais. Não espanta que nas discussões políticas, com especial relevância para as levadas a cabo no âmbito das campanhas eleitorais, ocupem lugar de destaque questões como a de garantir às famílias e indivíduos, que não conseguem obter rendimentos suficientes para garantir a sua sobrevivência.
Analisando-se o percurso em Portugal do rendimento mínimo garantido, que a partir de certa altura sofreu um downgrade (seja perdoado o termo técnico) para o chamado RSI – rendimento social de inserção, consegue-se perceber que a ideia de ser necessário um apoio às famílias de escassos ou nenhuns recursos, para além das prestações tradicionais da segurança social, não apareceu há pouco tempo. Têm-se defrontado, sim, com fortes resistências a que seja posto em prática. Em França, a campanha eleitoral para as próximas eleições, entre os seus pontos fortes vai contar sem dúvida com um debate aceso sobre o rendimento universal (revenu universel). Já aqui referimos que vai ser uma das apostas de Benoît Hamon, candidato socialista, que derrotou o ex-primeiro ministro Manuel Valls nas eleições primárias do partido ainda no poder.
Propomos a leitura dos artigos a que podem aceder clicando nos dois links abaixo. Tratam do revenu universel, a partir de pontos de vista diferentes. Achamos a questão muito importante, mas permitimo-nos acrescentar que é preciso ir muito mais longe.
http://www.esquerda.net/artigo/rendimento-basico-infelizmente-nao-ha-milagres/46677

