A CRISE DO COVID 19 E A INCAPACIDADE DAS SOCIEDADES NEOLIBERAIS EM LHE DAREM RESPOSTA – X – A PANDEMIA DO CORONAVÍRUS PODE SER O GRANDE NIVELADOR DAS DESIGUALDADES? – por ROMARIC GODIN

    La pandémie de coronavirus peut-elle être le grand niveleur des inégalités?, por Romaric Godin Mediapart, 15 de Março … More

Neoliberalismo, Globalização e Crise no mercado de trabalho – uma análise país a país. O problema do sub-emprego Escondido no Japão. Parte (2/7)

(Philip Lachowycz, Setembro de 2014)
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O grau de desajustamento no mercado de trabalho japonês, com um excesso de oferta de empregos a tempo parcial e um excesso de procura de empregos a tempo integral, é evidente nas taxas de salários. Nos últimos 15 anos, os salários por hora oferecidos para o trabalho a tempo parcial têm aumentado, enquanto os salários por hora oferecidos para o trabalho a tempo inteiro têm uma clara tendência descendente.

Neoliberalismo, Globalização e Crise no mercado de trabalho- uma análise país a país. Japão. Pleno emprego sobre o mercado de trabalho japonês e a realidade – Parte (1/7)

(Amelie Marie in Tokyo, Junho 2015)

Assim, o quase pleno emprego é dito estar  “de retorno ”  no  Japão, graças à implementação de uma política flexível sobre a legislação laboral, bem como ao aumento massivo de  de postos de trabalho precários. As empresas japonesas cada vez mais indisponíveis para assinar contratos de duração indeterminada CDI, recorrem cada vez mais a trabalho irregular, freeter e haken.  

Neoliberalismo, Globalização e Crise no mercado de trabalho- uma análise país a país. Introdução: Da Europa para o mundo: a corrida geral para o fundo – Parte II

(Lucia Pradella, 01/09/2015)

Diante de uma pressão crescente tanto na produção de alta como de baixa  tecnologia, desde o início dos anos 2000, a UE perdeu participação de mercado nos BRICS, e na China em particular, que se tornou o maior exportador de bens e está a subir na  cadeia de valor. Assim, mesmo que a deslocalização da produção para países de baixos salários seja fundamental para a competitividade das empresas da Europa Ocidental, o aumento da China e de outros países asiáticos está a criar dificuldades nas economias mais fracas da UE.

Neoliberalismo, Globalização e Crise no mercado de trabalho- uma análise país a país. Introdução: Da Europa para o mundo: a corrida geral para o fundo – Parte I

(Lucia Pradella, 01/09/2015)

O expansionismo económico e militar que é parte integrante da acumulação de capital — permite o crescimento do exército de reserva global de trabalho explorável através de investimento estrangeiro ou migração. Uma maior oferta de trabalho permite que o capital diminua os salários e prolongue o dia de trabalho, reduzindo a procura  por novos trabalhadores e aumentando ainda mais a oferta laboral, num  círculo vicioso de excesso de trabalho e sub/desemprego que se desenrola agora a  uma escala global.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 11- De onde vem o sofrimento dos trabalhadores no século XXI? Ruturas e continuidades entre gestão moderna e a lógica de gestão tayloriana – Parte III

(Danièle Linhart, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

A uberização, que introduz uma relação de trabalho distanciada entre comanditários do trabalho e trabalhadores através de plataformas digitais, é baseada na ausência de subordinação para escapar às restrições legais que acompanham essa mesma subordinação. Os trabalhadores que são governados por esta lógica proclamam a sua liberdade, a sua independência, a sua capacidade em decidir dos seus horários, do seu tempo de trabalho.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 11- De onde vem o sofrimento dos trabalhadores no século XXI? Ruturas e continuidades entre gestão moderna e a lógica de gestão tayloriana – Parte II

(Danièle Linhart, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

A modernização dos processos de gestão que se quer ser  portadora da humanização do trabalho, que afirma a sua rutura com o taylorismo, inventou uma nova forma de trabalho que tem muitos aspetos preocupantes. A lógica taylorista não desapareceu, mas foi repensada e metamorfoseada. Agora pretende ser incorporado em ferramentas disponibilizadas para assalariados que devem mobilizá-las com consciência em função de situações flutuantes, mesmo que sejam contrários aos seus valores de profissão, aos seus valores profissionais.