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Espuma dos dias…. sobre Feliza Bursztyn e a Colômbia — “Arte e Poder: Comédia, Tragédia e Tragicomédia da artista Feliza Bursztyn”. Por Lucas Ospina

Nota de editor

Pude ler recentemente o livro “Os nomes de Feliza” de Juan Gabriel Vásquez (editora Alfaguara). Compreendendo a crítica de Lucas Ospina no texto abaixo, o facto é que o livro foi para mim um abrir de portas para esta grande artista plástica e escultora de que desconhecia por completo a vida e a obra.

O texto de Ospina assinala a contradição entre a ocupação e utilização do local da emblemática escultura de Feliza Bursztyn em Bogotá por políticos e grupos de extrema-direita e o significado da escultura, uma homenagem a Gandhi.

Esses políticos de direita e extrema-direita (entre os quais se encontra o neto do presidente repressivo Julio César Turbay Ayala) evidenciam – e manipulam – a flagrante ignorância do contexto histórico e simbólico do espaço.

A perseguição a que a artista foi sujeita levou a que em 1979, durante o governo repressivo de Julio César Turbay Ayala, e sob as políticas do seu estatuto de segurança, fosse detida de madrugada por um grande grupo de agentes e interrogada a poucos metros de onde hoje celebram a sua reunião os militarizados, nos estábulos da Escola de Cavalaria do Exército Nacional da Colômbia, sem acusação formal (estava denunciada por ligações com movimentos guerrilheiros). Dessa brutalidade Bursztyn teve que fugir em vida saindo do país e morrendo finalmente no exílio [1982].

Sobre a parte final do livro de Juan Gabriel Vásquez, sobre a detenção de Bursztyn por parte do Exército, a sua saída do país [Colômbia] e a sua morte em Paris, diz Ospina que ela lança “algumas luzes sobre aspectos menos conhecidos, mas resulta curta do ponto de vista político: omite a revisão de expedientes judiciais, a confirmação de factos e testemunhos de segurança estatal ou pessoal médico”. Esta “lacuna” da perseguição feita pelo governo parece assim ocorrer porque a construção da sua memória acabou sendo dividida entre versões de pessoas próximas, ocultando as verdadeiras engrenagens da perseguição política, o clima de censura e a repressão estatal sofrida por intelectuais e artistas de esquerda no período.

Há poucos dias publicámos um texto de Lucas Ospina sobre a eleição presidencial na Colômbia (ver aqui), que terá a segunda volta no próximo dia 21 de Junho. Nele salienta o peso das redes sociais utilizadas pela candidatura de extrema-direita De la Espriella na “invasão” do cérebro dos eleitores e a consequente mesma ignorância de que Ospina já falava em 2025 no texto abaixo. A perspetiva de Ospina não parece ser muito otimista quanto a uma vitória da esquerda (na primeira volta o candidato de extrema-direita (pró-Trumpista) Abelardo de La Espriella recolheu 43,7% dos votos, enquanto o candidato de esquerda recolheu 40,9%). Diz ele: “Uma frase do escritor Leão Tolstói numa carta de 1860 serve-nos para ver o sempre no agora: “uma só pessoa não pode exercer a violência sobre muitas, unicamente pode fazê-lo uma maioria predominante, cúmplice na ignorância”.

 

FT


Seleção e tradução de Francisco Tavares

9 min de leitura

Arte e Poder: Comédia, Tragédia e Tragicomédia da artista Feliza Bursztyn

 Por Lucas Ospina

Publicado por  em 22 de Março de 2025 (original aqui)

 

1. Comédia

A arte ausente no livro Los nombres de Feliza

Sobre Feliza Bursztyn já se escreveu antes, mas o livro Los nombres de Feliza opta por uma narrativa inaugural em dois planos: por um lado, o relato construído a partir do testemunho do seu marido; por outro, a voz do narrador, que confessa uma curiosidade mantida durante anos — devido a uma frase lida num texto do seu admirado Gabriel García Márquez. A narrativa oscila entre estas duas diretrizes, revelando os evidentes limites de linguagem e de perspectiva que podem oferecer ambas as vozes masculinas.

O livro oferece um bom retrato da Bogotá elitista, classista, pacata e provinciana em que transcorreram a infância e juventude de Bursztyn. Também aborda o seu casamento fracassado, machista e violento, o escândalo social e a ruptura familiar que provocou a sua decisão de ir morar com o escritor Jorge Gaitán Durán, até à morte deste num acidente aéreo. No entanto, quase não há menção ao relacionamento com as suas três filhas, que foram levadas sem o seu consentimento para os Estados Unidos pelo primeiro marido. É sugerido um relacionamento distante com elas, mas uma investigação mais aprofundada teria permitido entender melhor Bursztyn através das suas herdeiras de sangue: Jeannie, Bethina e Michelle Fleischer Bursztyn. Existe, de facto, um documentário independente a caminho que explora esse relacionamento por meio da sua neta.

O autor, apesar de reconhecer a existência de textos fundamentais como “Elogio da loucura” de Marta Traba e ensaios valiosos de Julia Buenaventura, Manuela Ochoa, Marta Dziewańska, Cecilia Fajardo-Hill, Camilo Leyva, Sylvia Suárez, Gina McDaniel Tarver, Abigail Winograd e Lynn Zelevansky, apenas os credita superficialmente. Ele extrai dados dispersos para construir uma crónica jornalística, mas, quando tenta entrar na interpretação, cai num paradoxo desconcertante: escreveu um livro sobre uma artista no qual quase não se fala de arte. Justamente nos momentos em que outras vozes marginalizadas teriam sido indispensáveis para suprir as suas próprias limitações interpretativas, o autor restringe-se a parafrasear algumas ideias e a mencioná-las por nome apenas no final, numa página de agradecimentos.

O livro compartilha dados e histórias sobre as colaborações de Bursztyn com o teatro La Candelaria, o cineasta Luis Ernesto Arocha e a artista sonora Jackeline Nova, bem como a sua relação com Alejandro Obregón e o arquiteto Chuli Martínez. No entanto, esses aspectos não recebem atenção suficiente para dotá-los da devida ressonância nem para transmitir o calor festivo dessas amizades numa cidade tão fria para a amizade.

A escritora, pesquisadora e professora Tatiana Acevedo aponta isso com precisão na sua coluna Los hombres de Feliza, publicada no El Espectador:

“Fazia desenhos antes de soldar? Era possível tocar nas esculturas uma vez expostas? Mais do que conhecer as memórias do senhor esposo, teria querido saber onde estão as esculturas de Feliza, como as limpam e quem as pode ver diariamente”.

Estas perguntas essenciais, colocadas junto a outras por autoras como Carol Ann Figueroa e Carolina Sanín nas suas videocolunas, ficam a flutuar sobre o texto, invisíveis para o autor. O que teria pensado Vázquez de um livro sobre o seu adorado Joseph Conrad, no qual os seus romances mal fossem mencionados e carecesse de profundidade analítica literária? O seu livro teria precisado de mais descrições detalhadas, vividas e minuciosas das obras de arte e menos histórias parisienses e garciamarquianas para alcançar o verdadeiro temperamento poético de uma escrita que consiga entrelaçar palavra e imagem com maestria.

Às vezes, Bursztyn aparece em algumas páginas através de fragmentos da sua voz em entrevistas, um recurso que o autor podia ter explorado com mais profundidade. Se o tivesse feito, teria encontrado respostas em momentos-chave, permitindo que a voz cantante fosse a dela, e não a do seu marido, García Márquez ou a sua como escritor.

A parte final, sobre a detenção de Bursztyn por parte do Exército, a sua saída do país [n.t. Colômbia] e a sua morte em Paris, lança algumas luzes sobre aspectos menos conhecidos, mas resulta curta do ponto de vista político: omite a revisão de expedientes judiciais, a confirmação de factos e testemunhos de segurança estatal ou pessoal médico. Assim, a artista fica construída a três mãos: as recordações do esposo, o que disse García Márquez e o que diz Vázquez, relegando a própria Feliza Bursztyn a um segundo plano. A protagonista é consumida para adaptá-la ao molde da “biografia romanceada” num livro afetado pela pressa de uma data de lançamento e uma turnê literária pela América Latina.

Finalmente, há um aspecto editorial revelador: o livro parece ter uma extensão considerável, mas é enganadoramente breve. A editora Alfaguara ou a poderosa Penguin imprimiram-no com uma tipografia desproporcionalmente grande e um generoso espaço entre linhas, não só por questões de legibilidade, mas para dar corporalidade física própria do marketing ao que, em essência, não passa de uma crónica alargada que se lê em duas assentadas. Embora contenha descobertas valiosas e pesquisas documentais respeitáveis, o livro em nenhum caso atinge a profundidade e a amplitude esperadas de um escritor de meia-idade que afirma ter seguido o rastro de Bursztyn durante anos e sobre o qual foi tecida toda uma campanha publicitária povoada de elogios e louros. Para culminar a ironia, esta publicação sobre uma artista carece completamente de imagens, exceto a capa, uma ausência que evidencia o vazio que atravessa todo o texto.

 

2. Tragédia

 

 

Intervenção paramilitar. Por estes dias, políticos, seguidores e homens com roupas militares celebram um evento chamado “Assembleia” no Monumento a Gandhi, a emblemática escultura de Feliza Bursztyn localizada na calle 100 com Carrera sétima em Bogotá. Esta artista, em 1979, durante o governo repressivo de Julio César Turbay Ayala e sob as políticas do seu estatuto de segurança, foi detida de madrugada por um grande grupo de agentes e interrogada a poucos metros de onde hoje celebram a sua reunião os militarizados, nos estábulos da Escola de Cavalaria do Exército Nacional da Colômbia.

Para militarizar a escultura, estes manifestantes amarram uma bandeira à obra [de Bursztyn], tatuam slogans nas partes laterais, amarram cordas, rodeiam o monumento com imagens de soldados, fazem pinturas tricolores sem graça nas paredes circundantes e convidam músicos do Grammy Latino “rockcito” a interpretar um tropipop [subgénero musical colombiano] descafeinado. Criam assim um cerco que evoca a mesma brutalidade da qual Bursztyn em vida teve que fugir saindo do país e morrendo finalmente no exílio.

Natalia Ospina, na sua coluna El lugar equivocado descreve como durante semanas a escultura permanece sitiada por bandeiras colombianas e cartazes contra o presidente Gustavo Petro, enquanto políticos de direita organizam concertos e “sancochatones” [panela de sopa latino-americana], evidenciando a sua flagrante ignorância do contexto histórico e simbólico do espaço.

Trata-se de uma direita que aspira a projetar-se como socialmente vanguardista, mas que, carente de imaginação própria, se apropria de métodos e formas de protesto que antes qualificavam de degeneradas e vandálicas. Com transações orgiásticas entre líderes e fantoches, eles montam uma coreografia tricolor que oscila entre uma cena campestre e uma postura congelada, estática e viril, uma arte triste que glorifica a rendição, exalta a ausência de pensamento crítico e dá poder à sedução bélica.

Ortiz aponta para uma ironia adicional: o senador Miguel Uribe Turbay [n.t. neto do torcionário presidente em 1979, Julio César Turbay] apoia ativamente a tomada do local e aparece em vídeos promocionais. Numa das imagens observa-se o neto desse presidente lembrado por um mandato de desaparecimentos e torturas, fazendo presença in situ com a mão no peito, num rictus rígido, segura na sua mão esquerda um bastão ereto, como se personificasse uma continuidade do logo canónico do uribismo [1], acompanhado à sua direita pelo político que desde o começo orquestrou o evento.

 

A intervenção inclui vários letreiros com letras brancas sobre fundo preto que proclamam “juízo político”, colados na base da obra, num ato que atenta contra o património cultural e evoca outra violência histórica. Há 44 anos, a poucos metros de onde hoje os politiqueiros celebram um ágape emoldurado sob o direito ao protesto, os interrogadores de Feliza Bursztyn colaram-lhe no peito uma faixa adesiva com o seu número de presidiária: “5”. Ela conservou esse adesivo e, após onze horas de interrogatório, ao retornar à sua oficina — de onde havia sido sequestrada — tirou-o e colou-o na parede da sua cozinha. Era uma lembrança da sua viagem ao inferno, um testemunho irrefutável do seu suplício, que inevitavelmente ressoava nela e lembrava o tratamento que os seus ancestrais judeus sofreram durante o genocídio nazi.

Se durante o governo de um Turbay ela foi torturada, agora outro Turbay, como senador chefe de lista do Centro Democrático e aspirante presidencial, participa num ritual viril de fragilidade machona que conecta simbolicamente o interior da Escola de cavalaria e seu histórico de violência estatal com o espaço exterior onde está instalada a escultura de Bursztyn.

No contexto das escavações efetuadas pela Jurisdição Especial para a Paz (JEP), no Batalhão de Logística do exército deste mesmo quartel militar, foram encontrados recentemente os primeiros restos humanos pertencentes a um homem que teria entre 20 e 28 anos no momento da sua morte segundo o que diz um informante (ver El tira del Palacio de Justicia).

Este batalhão, que hoje funciona como Escola de Logística, abrigou no passado o Batalhão de inteligência e Contra-Inteligência (BINCI) e a Brigada XX — unidades assinaladas por graves violações de direitos humanos, incluindo torturas e desaparecimentos forçados contra membros de movimentos de esquerda como a União Patriótica, o M—19 e o EPL. A brigada XX foi finalmente fechada após intensas pressões internacionais, particularmente dos Estados Unidos, devido a essas denúncias sistemáticas.

Se a artista Beatriz González se autonomeou há quatro décadas como “pintora cortesã” para retratar magistralmente em desenhos, gravuras e cortinas a representação pictórica do falso folclorismo da família presidencial turbayista, agora são os próprios Turbay que, no seu afã autopromocional, oferecem involuntariamente o material para a sua própria sátira.

 

O monumento a Gandhi transformou-se num cenário efémero para uma dança e celebração trivial, onde a ignorância histórica não absolve os seus protagonistas. Menos ainda diante da presença de uma escultura monumental que lhes é indiferente, usada como simples plataforma para se apoiar, amarrar objetos e tirar selfies. Parece convocá-los apenas para impor-lhes o escárnio da sua própria indiferença. Eles são uma imensa minoria que lembra aqueles influenciadores que vagueiam pelos memoriais dos campos de concentração nazis em busca de autopromoção, exibindo a sua vaidade diante da memória do horror.

Numa entrevista, Bursztyn relatou que, depois de sair tarde de uma festa, passou com o marido para contemplar a peça recém-instalada e viu como alguns sujeitos com um guindaste tentavam derrubá-la. Talvez fossem sucateiros tentando levar os três esqueletos de bulldozers com os quais foi montada, mas, ao notar a presença de testemunhas, fugiram do local. Bursztyn ficou certa de que a sua obra estava bem ancorada e que a sua imponente base metálica resistiria a qualquer ataque, seja de antigos ferro-velho ou de charlatães contemporâneos.

 

3. Tragicomédia

 

 

Numa entrevista imaginária a Feliza Bursztyn montada a partir de muitas outras entrevistas, quase da mesma forma que ela soldava as suas peças escultóricas, a artista responde assim a esta pergunta:

É verdade, como afirma Gabriel García Márquez, que você morreu em Paris de tristeza ?

FELIZA BURSZTYN: isso são contos de Gabo. Eu estava triste, sim. Imagine, eu tive que sair da Colômbia, levava 166 dias longe da minha casa-oficina, onde chegaram alguns militares à paisana às 4 da manhã, com metralhadoras debaixo das fardas castanhas e desarmaram até a cama, talvez procurassem as minhas relações sexuais perdidas [n.t. jogo com a expressão “mis polvos perdidos”]. Depois desta amável diligência — feita com mais rotina do que diligência —, levaram umas fotos que eu tinha trazido de Cuba depois de uma exposição e uma pistola velha inutilizável que me tinha dado um amigo quando eu morava sozinha. Os militares detiveram-me e levaram-me à Brigada de Institutos Militares, “nas cavalariças de Usaquén”, para um interrogatório. Ali fiquei sentada e enfaixada durante onze horas, sem provar comida. Colaram-me no peito uma faixa adesiva com o número de presidiária: 5. Essa faixa, com esse número, ainda está colada na parede da minha cozinha na casa de Bogotá. Antes de me vendarem, os cavalheiros ofereceram-me desculpas por terem que fazer isso. Eu nunca soube do que estava sendo acusada e entre a série de perguntas que me fizeram, uma, talvez a mais intimidadora, foi se eu não temia ser violada. Eu disse-lhes que qualquer mulher casada está acostumada a ser violada todas as noites. Depois soltaram-me, mas poucos dias depois recebi uma intimação perante um juiz militar, e soubemos que no dia da detenção o próprio Ministro da Defesa do Governo Turbay havia dito a Hernando Santos, diretor do jornal El Tiempo, que sobre mim pesava uma séria denúncia que não quis revelar. Também se dizia que eu era um elo entre o governo de Cuba e o grupo guerrilheiro M-19. Preferi exilar-me na Embaixada do México e depois nesse país acolheram-me Mercedes e Gabo que tiveram que ouvir a história como se fosse um disco riscado. Não pude ir para os Estados Unidos, onde a minha mãe e as minhas três filhas estavam, porque me negaram o visto. Mais tarde, fomos com Pablo para Paris, onde alguns amigos me conseguiram uma bolsa e o cartão de segurança social para tratar os meus pulmões. Encontrámo-nos lá com Madre (Alejandro Obregón), fizemos percursos duvidosos por bailes periféricos, preparei para Gabo as suas sopinhas de lentilha para perder o terror dos aviões e cuidava das ressacas com Dry Martinis dosificados e exemplares recentes do New Yorker. E, claro, nos últimos dez dias, quando Pablo chegou, eu disse uma e outra vez depois de ler as notícias: “Meu amor, o mundo acabou agora mesmo!”. Faltavam poucos dias para que me dessem uma oficina que tinha alugado, onde poderia começar outra vez a fazer o que tinha aprendido aqui com os meus professores de juventude. À noite, fomos comer com os amigos, mas o coração pregou-me uma partida e tive uma paragem cardíaca. Mas eu não estou morta. Como diz o Nene Cepeda no seu conto: quem morreu lixou-se.

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[1] N.T. O uribismo é uma corrente política e ideológica colombiana de direita baseada no legado do ex-presidente Álvaro Uribe Vélez (2002–2010). Os seus pilares centrais são a “Segurança Democrática” (mão firme contra grupos armados), o conservadorismo social e o neoliberalismo.

 


O autor: Lucas Ospina [1971 -], é um artista e investigador colombiano, professor e diretor do departamento de Arte na Universidade de los Andes. É mestre em Artes Plásticas pela Universidade de los Andes e mestre pela Temple University, Tyler School of Art, Philadephia. Ospina é um intelucutor destacado dentro da cena artística colombiana pelo seu trabalho de crítica e análise em meios como Esfera Pública, Arcadia e La Silla Vacía (onde conta com um blog) e pelo seu trabalho na Galeria Las idades e a sua produção artística. (mais info aqui)

 

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