por Rui Oliveira
Na Quarta-feira 31 de Outubro, no Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos, às 21h, sob a direcção musical deJoão Paulo Santos (ao piano) prossegue o ciclo de Leituras de Ópera Portuguesa em curso até Dezembro.
Não havendo ainda registo daquela ópera, ouça-se a mesma soprano numa peça contemporânea de Alfredo Keil, La Maja y el Ruiseñor das Goyescas de Enrique Granados (1897-1916) :
Também na Quarta-feira 31 de Outubro, há um novo Concerto Antena 2 na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, às 19h, onde um “Concerto de peças para cravo” de François Couperin será “comentado pelo próprio compositor”.
O programa do concerto compreende :
− Allemande L’Auguste (provável alusão ao rei Luís XIV), seguido de Comentário do Senhor Danchet
− La Marche des Gris-vêtus (companhia dos mosqueteiros cinzentos), seguido de Comentário do Senhor Couperin
− Les Idées heureuses (As ideias felizes — é a partitura desta peça que aparece nas mãos do compositor, no único retrato seu que chegou até nós), seg. Comentário do Senhor Couperin
− Les Moissonneurs (os ceifeiros), seguido de Comentário do Senhor Couperin
− La Logivière, Allemande (retrato de alguém cujo apelido seria Logivière), seguido de Comentário do Senhor Couperin
− Allemande, Lègèrement, seguido de Comentário do Senhor Couperin
− Primeiro e Segundo Prelúdios, seguidos de Comentário do Senhor Couperin
− Terceiro e Quarto Prelúdios, seguidos de Comentário do Senhor Couperin
− Quinto e Sexto Prelúdios, seguidos de Comentário do Senhor Couperin
− Sétimo Prelúdio, seguido de Comentário do Senhor Couperin
− Oitavo Prelúdio, seguido de Comentário do Senhor Couperin
Outra cravista (Blandine Verlet) toca aqui a 3ª peça do concerto Les Idées Heureuses, sendo a imagem o referido retrato de Couperin, uma gravura de Jean-Jacques Flipart segundo uma pintura de André Boüys :
Dados: a primeira edição de ”Raso como o chão” (1977) não esgotou !… ; por outro lado, a primeira exposição de Álvaro Lapa (1934/2006) será em 1964, mas só em 1978, com a primeira retrospectiva organizada por Fernando Pernes, é que a sua obra ganha um reconhecimento que se prolongaria por retrospectivas em Serralves e na Gulbenkian e pelo Grande Prémio EDP, em 2004.
Igualmente a 31 de Outubro (Quarta-feira) há no Teatro Ibérico (Rua de Xabregas, nº 54) a actuação às 22h30 do agrupamento de jazz “Loose Canon”, composto por Alexandre Simões saxofone alto, Diogo Duque trompete, João Rato guitarra e Carlos Barreto contrabaixo.
O grupo existente desde 2001 afirma “produzir um jazz ao estilo West Coast/Cool Jazz… e privilegiar a espontaneidade na improvisação, a melodia nos solos e a interacção entre os músicos, … produzindo um repertório que vai de Irving Berlin e Cole Porter a Jeremy Kern e Richard Rodgers”.
Um agrupamento semelhante também com o contrabaixista Carlos Barreto tocava assim em 2008 :
Compõem o grupo Maria Inês Carreira (voz e percussão), Léo Diniz (voz e guitarra), Mila Tiso (harmónica, voz e percussão), Monica Veiga (voz e percussão), Paulo Soromenho (percussão), Roberto Souza (percussão) e Thiago Gouvêa (baixo).
Um registo (ao vivo e de menor qualidade) do tema O Morro não tem Vez de Vinícius de Moraes/Tom Jobim pelos “Sambas do Adamastor” em Julho passado pode ser ouvido aqui :
(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui )


