Pentacórdio para Quarta 31 de Outubro

por Rui Oliveira

 

 

 

 

   Na Quarta-feira 31 de Outubro, no Salão Nobre do Teatro Nacional de São Carlos, às 21h, sob a direcção musical deJoão Paulo Santos (ao piano) prossegue o ciclo de Leituras de Ópera Portuguesa em curso até Dezembro.   

   A ópera em foco é “Irene” de Alfredo Keil e os cantores intérpretes são Sónia Alcobaça (soprano foto), Paula Dória (meio-soprano), Marco Alves dos Santos (tenor), Nuno Pereira e João Oliveira.

 

   Lembremos historicamente que Alfredo Keil, que viajava muito e passava largas temporadas em Itália, a pátria da ópera, conseguia dividir o seu tempo entre a pintura e a composição musical.  A sua ópera “Irene”, baseada na lenda de Santa Iria, foi ali cantada, em Turim, em 1893. O sucesso foi enorme e o rei Humberto de Itália condecorou o compositor. Esta ópera foi, três anos mais tarde, levada à cena no Real Teatro de São Carlos de Lisboa.

   Não havendo ainda registo daquela ópera, ouça-se a mesma soprano numa peça contemporânea de Alfredo Keil, La Maja y el Ruiseñor das Goyescas de Enrique Granados (1897-1916) :

 

 

 

 

   Também na Quarta-feira 31 de Outubro, há um novo Concerto Antena 2 na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, às 19h, onde um “Concerto de peças para cravo” de François Couperin será “comentado pelo próprio compositor”.

   O narrador será Diogo Dória e no cravo estará Sofia Cascalho, discípula de Madalena Sá Pessoa na Academia de Amadores de Música de Lisboa e depois aluna de cravo em Paris com Elisabeth Joyé e em Estrasburgo com Aline Zylberajch. 

   O programa do concerto compreende :

   −  Allemande L’Auguste (provável alusão ao rei Luís XIV), seguido de Comentário do Senhor Danchet

    −  La Marche des Gris-vêtus (companhia dos mosqueteiros cinzentos), seguido de  Comentário do Senhor Couperin

   −  Les Idées heureuses (As ideias felizes — é a partitura desta peça que aparece nas mãos do compositor, no único retrato seu que chegou até nós), seg. Comentário do Senhor Couperin

   −  Les Moissonneurs (os ceifeiros), seguido de Comentário do Senhor Couperin

   −  La Logivière, Allemande (retrato de alguém cujo apelido seria Logivière), seguido de Comentário do Senhor Couperin

   −  Allemande, Lègèrement, seguido de Comentário do Senhor Couperin

   −  Primeiro e Segundo Prelúdios, seguidos de Comentário do Senhor Couperin

   −  Terceiro e Quarto Prelúdios, seguidos de Comentário do Senhor Couperin

   −  Quinto e Sexto Prelúdios, seguidos de Comentário do Senhor Couperin

   −  Sétimo Prelúdio, seguido de Comentário do Senhor Couperin

   −  Oitavo Prelúdio, seguido de Comentário do Senhor Couperin

 

   Outra cravista (Blandine Verlet) toca aqui a 3ª peça do concerto Les Idées Heureuses, sendo a imagem o referido retrato de Couperin, uma gravura de Jean-Jacques Flipart segundo uma pintura de André Boüys :

 

 

 

 

   Ainda na Quarta 31 de Outubro o Teatro da Politécnica recebe às 21h, no início da colaboração dos Artistas Unidos com Temps d’Images, a peça “Raso como o Chão”, um espectáculo de Ana Deus e João Sousa Cardoso a partir do texto homónimo de Álvaro Lapa, com fotografia de André Cepeda. Esta produção da Três Quatro (associação cultural do Porto) foi estreada em Setembro último no Teatro Carlos Alberto no Porto e permanecerá até Sábado 3 de Novembro.

   Diz uma crítica lida : “…O tom pedagógico do trabalho não esconde que um dos seus propósitos é levantar a questão de saber se o Álvaro Lapa escritor é tão importante como o Álvaro Lapa pintor, que conheceu reconhecimento na fase final da sua vida”. Na opinião do duo que faz esta peça, um é “indissociável” do outro, “não sendo possível separar de uma forma esquizofrénica o pintor e a sua produção de escritor, pois a sua pintura é profundamente literária”.

   Dados: a primeira edição de ”Raso como o chão” (1977) não esgotou !… ; por outro lado, a primeira exposição de Álvaro Lapa (1934/2006) será em 1964, mas só em 1978, com a primeira retrospectiva organizada por Fernando Pernes, é que a sua obra ganha um reconhecimento que se prolongaria por retrospectivas em Serralves e na Gulbenkian e pelo Grande Prémio EDP, em 2004.

 

 

 

   Igualmente a 31 de Outubro (Quarta-feira) há no Teatro Ibérico (Rua de Xabregas, nº 54) a actuação às 22h30 do agrupamento de jazz “Loose Canon”, composto por Alexandre Simões saxofone alto, Diogo Duque trompete, João Rato guitarra e Carlos Barreto contrabaixo.

   O grupo existente desde 2001 afirma “produzir um jazz ao estilo West Coast/Cool Jazz… e privilegiar a espontaneidade na improvisação, a melodia nos solos e a interacção entre os músicos, … produzindo um repertório que vai de Irving Berlin e Cole Porter a Jeremy Kern e Richard Rodgers”.

   Um agrupamento semelhante também com o contrabaixista Carlos Barreto tocava assim em 2008 :

 

 

 

   Por último, neste dia 31 de Outubro (Quarta) e no Ondajazz, às 22h30, o colectivo musical Luso-Brasileiro “Os Sambas do Adamastor” realiza um concerto “Tributo a Vinícius de Moraes” a pretexto do início do ano em que se comemora o centenário do nascimento do poeta e letrista brasileiro.

   Compõem o grupo Maria Inês Carreira (voz e percussão), Léo Diniz (voz e guitarra), Mila Tiso (harmónica, voz e percussão), Monica Veiga (voz e percussão), Paulo Soromenho (percussão), Roberto Souza (percussão) e Thiago Gouvêa (baixo).

   Um registo (ao vivo e de menor qualidade) do tema O Morro não tem Vez de Vinícius de Moraes/Tom Jobim  pelos “Sambas do Adamastor” em Julho passado pode ser ouvido aqui :

http://youtu.be/gaPu1vrcU2M

 

 

(para as razões desta nova forma de Agenda ler aqui ; consultar a agenda de Segunda aqui )

 

 

 

 

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