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RETRATOS, IMAGENS, SÍNTESE DOS EFEITOS DA CRISE DA ZONA EURO SOBRE CADA PAÍS

Selecção, tradução e nota de introdução por Júlio Marques Mota

Nota de introdução ao texto  sobre cenários em Itália

Ainda um outro texto sobre quem manda na sociedade e se assim porque nos falam então  em Democracia. Fraude política, os eleitos submetem-se aos ditames dos grandes bancos. No caso de Itália, cumpre-se o cenário nº 2 estabelecido por Goldman Sachs  e ameaça-se que  se assim não for os spreads manter-se-ão muito altos e a economia afunda-se. Mais ainda explicita-se a condição política e estabelece-se o programa  de política económica, o mesmo aliás de Trichet e de Draghi, as famosas políticas estruturais, as políticas de austeridade,  para relançar o crescimento!

Falou em Democracia na zona euro? Onde, pode-me explicar? Esta é a pergunta que vos deixo. E regalem-se com a reprodução da tela de  Caravaggio que aqui se inclui.

 Júlio Mota

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Goldman Sachs: Nós vemos três cenários prováveis para a Itália

Simone Foxman

Como a austeridade está cada vez mais a esmagar a Europa

Com o italiano  Primeiro Ministro Silvio Berlusconi a demitir-se,  a política vai rapidamente começar a aquecer.

Isto tem algumas implicações graves para a implementação das reformas económicas.

Numa nota emitida esta tarde, Francesco Garzarelli do banco  Goldman Sachs estabelece três cenários possíveis para o que vai acontecer em seguida, do mais para o menos provável. Vejamos um resumo nosso da nota de Goldman Sachs :

1) Uma coligação  com base na antiga coligação  de Berlusconi poderia juntar e tornar aliados os partidos que o apoiaram — Liga Norte e o Povo da Liberdade  — e conseguir adicionalmente até mesmo ligar  alguns partidos menores. Esta coligação já demonstrou apoio às medidas de austeridade de CE/BCE/FMI, mas terá de fazer um trabalho bem melhor relativamente ao que foi feito até aqui por Berlusconi. Os rendimentos de títulos soberanos permaneceriam em torno dos níveis actuais.

2) Uma coligação  de membros do Parlamento centristas poderia formar um governo de “tecnocratas”. Isto poderia levar à criação de  um governo mais favorável às reformas que incentivam o crescimento e que melhoram a governação. Os mercados aprovariam este tipo de coligação e o rendimento dos títulos da dívida pública italiana cairia rapidamente de  50-100 pontos de base. .

3) As eleições gerais serão convocadas  a seguir à apresentação do pedido de demissão   por  Berlusconi (que provavelmente terá lugar logo que o orçamento de 2012  estiver aprovado  na próxima semana) em  Janeiro na melhor das hipóteses. Este seria o pior cenário possível para os mercados.

Contudo,  Garzarelli escreve que todas estas vias podem levar tempo a serem concretizadas:

Nós aproximamos-nos muito  provavelmente dos mais altos rendimentos dos títulos da dívida pública de Itália  (actualmente em torno de 500bp acima dos  títulos alemães no sector de 10 anos e de 600bp em maturidades de 2 anos), mas a nossa hipótese de referência  é a de que o  mercado  continuará volátil e instável até os  credores sobre títulos públicos da Itália  conseguirem estar assegurados de que as reformas estruturais aguardadas desde há muito tempo, e que irão permitir levantar a taxa de crescimento do país, serão postas em prática.

Simone Foxman,  We See Three Scenarios For Italy, Business Insider

Read more: http://www.businessinsider.com/goldman-sachs-here-are-our-three-scenarios-for-italy-2011-11#ixzz2JYhJSleW

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