Ser criança não tem classe social. – por Luísa Lobão Moniz
carlosloures
Os casos mediáticos que têm passado nas televisões de mães que abandonam os filhos, de mães que matam os filhos, de pais que violam os filhos, estão a contribuir para que o direito de Ser Criança fique molestado, sem se saber que resultados futuros irão aparecer em termos de comportamentos.
Pergunta-se hoje a uma criança qual o direito mais importante e ela responde que é o de não ser abandonado, de não ser batido.Todas as crianças têm uma altura das suas vidas em que têm medo de serem abandonadas, quais Hensel e Gretel, têm medo que a mãe não as vá buscar ao infantário, mas esse medo faz parte do crescimento humano.
O medo que as nossas crianças estão a ter vem de fora e Elas não se podem defender. É triste que no século XXI ainda a Criança seja o elo mais, mas muito mais, frágil na sociedade. A história da Infância tem sido feita de muito sofrimento, serviu de chão para a criação dos Direitos da Criança que vários países assinaram, mas que não os obrigavam a respeitá-los, foi preciso a Convenção dos Direitos da Criança para que os países que a assinaram fossem obrigados a cumpri-la.
Seria preciso escrever os Direitos e a Convenção? Não bastaria as comunidades sentirem que uma criança é uma pessoa com o seu Direito e Poder de o SER! O sentimento de poder sobre uma criança é algo que explica, também, o maltrato.
Mas não é só o sentimento de poder mas também as características dos elementos familiares, da cultura familiar e social, das perdas e benefícios do maltratante perante a sociedade.O que pensa a sociedade?