“Abri a tua carta” – poema de Adão Cruz


Abri a carta como uma criança abre uma prenda
Quem sabe se o poema foi escrito para ti
Quem sabe se o poema foi feito para ti
Quem sabe se o poema nasceu porque tu existes
A poesia não tem destino não tem princípio nem fim voa errante como a borboleta e poisa na flor apetecida
Tu és uma mulher que perturbas não só pela tua beleza mas também pela loucura e por caberes tão bem dentro de um verso
Por isso eu não sei se o poema foi escrito para ti ou se tu foste escrita para o poema