AS RAZÕES DA CRISE NA EUROPA. ANÁLISE DO CONTEXTO GLOBAL E DAS RESPOSTAS POSSÍVEIS À DRAMÁTICA SITUAÇÃO ACTUAL – CONFERÊNCIA “EURO: SOBREVIVER OU PERECER?”, por JOSÉ DE ALMEIDA SERRA – VII
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Selecção de Júlio Marques Mota
EURO: SOBREVIVER OU PERECER
Por José de Almeida Serra
Documento preparado inicialmente para a Conferência de Coimbra “Um outro euro, para a reconfiguração económica e social da Europa”, realizada na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra em 12 de Março de 2014 e revisto em Setembro de 2014.
(CONTINUAÇÃO)
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VI – SAIR DA CRISE? SAIR DO EURO?
É incontestável que o euro vive desde há vários anos a esta parte uma crise profunda. Passámos de uma situação em que quase todos aceitaram e louvaram a iniciativa, para uma outra em que muitos defendem o abandono da moeda ou, pelo menos, a saída da Zona euro dos membros mais frágeis e com maiores dificuldades.
O BCE, contrariamente ao que sucede com a FED nos EUA, continua a ter competências muito limitadas nos Tratados, que, não obstante, tem vindo a interpretar de forma habilidosa e oposta a alguns governos e bancos centrais (Alemanha designadamente).
O Tratado de Maastricht não previra a ocorrência de crises financeiras graves em países da Zona euro e, portanto, não existiam mecanismos para fazer face a tais eventualidades em termos adequados. Ora não parece que seja possível conviver com zonas monetárias por metade: elas ou existem por inteiro ou, no longo prazo, pura e simplesmente não podem subsistir. E também não podem existir contra os interesses dos cidadãos e o desenvolvimento das diferentes zonas geográficas.
Como poderá desenvolver-se a crise do euro, qual será o resultado das dificuldades actuais?
Não parece que seja possível antecipar o resultado para os problemas do presente.
Contudo não pode deixar de apresentar-se uma grande interrogação: