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EDITORIAL – Allons enfants de la Patrie

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A Revolução Francesa, da qual se comemora hoje o 227º aniversário, embora tenha acabado por ser derrotada, pois substituiu uma nobreza de sangue, improdutiva e arrebicada, por uma burguesia que se apropriou dos títulos e privilégios dos decapitados, dando lugar a uma nova nobreza, mais eficaz na  repressão pois, tendo já sido chicoteada, sabia onde é que o látego era mais doloroso; derrotada, dizíamos, não deixa de ser uma incontornável referência histórica. Ateado em salões palacianos, alimentado por ensaios inteligentes como os de Rousseau ou Voltaire, e por debates arrebatadores, o fogo do iluminismo foi, em termos revolucionários, um fogacho que deu lugar a uma sociedade que de revolucionária nada tinha.

Em todo o caso, foi mais longe do que qualquer outra. Foi derrotada porque quando a vaga do tsunami recuou, a vida   mudara suficientemente para que o essencial se mantivesse. A classe dominante era outra, mas os sans-cullottes eram os mesmos- embora fossem agora tratados por cidadãos. E a tomada da Bastilha, que hoje se celebra. desferiu um golpe mortal na nobreza europeia – reis, rainhas, infantes, são personagens de revistas do coração que alimentam a vida cultural das franjas mais mentalmente carenciadas. Portanto,

Bonjour la France. Vive la Révolution!

Só mais uma nota para referir o «incontornável» tema da vitória de Portugal sobre a selecção francesa na final do europeu de futebol. Portugal ganhou, mas podia ter perdido; já nos tem acontecido o contrário. Mas como a França é uma lenda heróica na mente dos franceses, o jogo só valia se ganhassem, circula um abaixo-assinado para que a final seja repetida. Recolheu já dezenas de milhares de assinaturas.

De pé, amigos, ouçamos A Marselhesa interpretada pelo grande tenor lírico Roberto Alagna:

 

 

 

 

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