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FRATERNIZAR – A 1.ª grande Oportunidade neste início de 2017 – TRUMP E PAPA DE ROMA, OU OS POVOS DAS NAÇÕES?! – por MÁRIO DE OLIVEIRA

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Só mesmo o Vento/Ruah de Jesus para, inopinadamente, nos dar, neste início de 2017, a primeira grande Oportunidade de nos desembaraçarmos de vez de todos os sistemas de poder, ao fazer eleger, em democráticas eleições, o super-rico Donald Trump, como presidente dos EUA, um cidadão de todo desconhecido dos sistemas do poder político norte-americano e de todo o planeta terra. O Dinheiro, como Deus omnipotente, omnisciente, omnipresente, acaba de ganhar, na pessoa dele, o mundo inteiro e, com isso, apresenta-se-nos agora, sem quaisquer disfarces, apostado em roubar-nos a alma/identidade e em fazer de nós, povos das nações, gato-sapato. A menos que semelhante aberração política nos acorde a todos em todas as nações da terra. Sobretudo, nos faça cair na conta de que este momento também traz com ele a primeira grande Oportunidade de nós, os povos das nações, abrirmos definitivamente os olhos e os ouvidos das nossas mentes cordiais, ao ponto de percebermos que jamais podemos esperar algo de bom, por parte dos sistemas de poder, sejam eles quais forem. Muito menos agora, que nos seus dois principais chefes, o papa de Roma e o novo presidente dos EUA, os sistemas de poder apresentam-se-nos vestidos de religioso e de exacerbado proteccionismo nacionalista, precisamente, as mais humilhantes maneiras de nos anestesiarem-desmobilizarem politicamente por toda a vida e durante sucessivas gerações.

Nem o papa de Roma, em todo o seu poder monárquico absoluto e infalível, se mostra descansado perante a eleição e a tomada de posse de Donald Trump. De repente, parece que os papéis se inverteram e que ele passa da condição de monarca absoluto e infalível, vestido com a máscara de bondade, que Francisco, oriundo da América Latina, lhe empresta, à de súbdito do presidente dos EUA. Donald Trump assume-se, desde a primeira hora como o populista-mor que todas as suas empresas e riquezas acumuladas e concentradas lhe permitem. Um dia, quando ainda mais jovem, viu-se conduzido pelo espírito-sopro ou ideologia-teologia do Dinheiro a um monte muito alto, a partir do qual ele lhe fez ver todos os reinos do mundo com a sua glória. Ouve-o nesse então dizer-lhe, firme e convincente, Tudo isto te darei, se prostrado me adorares (cf. Mateus 4, 8-11). E Donald Trump, ao contrário de Jesus, o filho de Maria, em meados do ano 28, no deserto, não só não resistiu a este espírito-sopro tentador, como se lhe entregou incondicionalmente. Todos estes anos depois, aí está, finalmente, a recompensa maior. Depois de acumular empresa sobre empresa, riqueza sobre riqueza, acaba agora de se tornar o maior senhor do mundo, via império USA, indubitavelmente, a maior potência financeira mundial e a maior potência armada e nuclear do planeta.

O mais surpreendente é que tudo acaba de ser conseguido, de acordo com as leis do Império USA, as mesmas que os demais estados democráticos das nações também dispõem e das quais deitam mão, em idênticas situações. A sua chegada à todo-poderosa Casa Branca, uma espécie de basílica de s. pedro em Roma, a do papa, a única corte que não tem quaisquer necessidades de exércitos armados nem de armas nucleares, dá-se no total respeito pelas leis do império, tal como o papa Francisco também é hoje o papa de Roma, segundo as leis canónicas e eclesiásticas. Donald Trump, até com maior legitimidade do que o papa de Roma, uma vez que este é escolhido pelo reduzidíssimo e envelhecido colégio cardinalício, todos impedidos de constituir família e de pratica de afectos, enquanto o chefe máximo do império USA, é escolhido no termo de várias campanhas eleitorais, seguidas de outras tantas eleições locais, com a participação de todos os cidadãos, elas e eles, que se disponham a essa representação teatral, cinicamente orquestrada pelos grandes media e pelos partidos políticos cada vez mais desprovidos de escrúpulos, de honestidade, transparência, verdade.

O novo presidente dos EUA bem pode dizer que não enganou ninguém. Durante as sucessivas campanhas a que teve de se sujeitar, juntamente com outros candidatos rivais, ligados aos sistemas de poder político e com muitos anos de experiência, sempre disse ao que vinha e o que pretendia, se fosse ele o escolhido pela maioria dos norte-americanos dos diversos estados. A verdade é que, depois de meses e meses de campanha eleitoral, tecida de posturas e linguagens as mais desbragadas, é ele quem consegue maior número de senadores nos grandes estados. Acaba de tomar posse e, duma assentada, passou de imediato a pôr em prática uma boa parte de tudo quanto havia garantido que faria, se fosse ele o escolhido, como surpreendentemente, foi. A partir de agora, os EUA são o presidente Donald Trump e o presidente Donald Trump é o senhor EUA. Ainda só tem duas semanas de funções e já fez estragos sociais e políticos com tudo de tsunami, uma espécie de bomba atómica que derruba tudo o que, em seu entender e no entender da reduzida equipa de colaboradores, é para derrubar.

Nem o papa de Roma está em sossego. Ainda que saiba que, em caso de grave conflito entre ambos os estados, quem tem de vergar-se a adorar o outro é o presidente USA. Pela simples razão de que, quando o espírito-sopro ou ideologia-teologia do Tentador mostrou a Trump todos os reinos do mundo e lhos deu, sob a condição de ele o adorar, esse espírito-sopro ou ideologia-teologia do Tentador era precisamente o Poder monárquico absoluto infalível do papa de Roma, o cristo invicto e invencível do cristianismo, que só aparentemente não dispõe de exércitos, muito menos de armas nucleares. Porque são dele todos os exércitos e todas as armas nucleares dos estados das nações. Só que convém-lhe continuar a apresentar-se perante os povos das nações, religiosos ou ateus, de branco vestido e desarmado, para mais e melhor os enganar e seduzir. É ele o espírito-sopro, a ideologia-teologia do Tentador dos seres humanos e dos povos, a que temos de resistir, se quisermos nascer de novo e vivermos, do nascer ao morrer, como seres humanos, não como seus vassalos de luxo, umas quantas minorias privilegiadas, constituídas por acólitos clérigos e laicos, e como capachos dos seus pés, as maiorias empobrecidas e desamparadas, eternos pagadores de promessas, a arrastar-se penosamente de santuário em santuário, num viver vale-de-lágrimas feito de sucessivos becos-sem-saída.

O Sopro-Ruah de Jesus acaba de brindar os povos das nações com a grande Oportunidade de mudarmos de raiz a história da humanidade. Com Trump e o papa de Roma, dois-num-só, os sistemas de poder político vão nus. Ou lhes resistimos e aos seus agentes históricos, e assumimo-nos na história como povos das nações, política e maieuticamente religados uns aos outros, sem mais necessidade de salvadores e de intermediários, ou perecemos. Porque não soubemos aproveitar a grande Oportunidade que o Sopro-Ruah de Jesus nos acaba de proporcionar. Cabe-nos decidir por qual porta entramos: pela do poder e perecemos, ou pela do Humano e somos Eu-sou, Nós-somos com viveres históricos ao modo dos vasos comunicantes, segundo o primeiro princípio da Humanidade cordial, De cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades. Eis.

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