OBRIGADO A MAURÍCIO TORRES, SUE BRANFORD, MONGABAY E TODA A EQUIPA, THE INTERCEPT BRASIL E CAMILO JOSEPH
Agronegócio representa metade das exportações brasileiras, o que garante poder político ao setor.
Maurício Torres e Sue Branford, A Rainha da Selva, com Mongabay – Soja destrói a Amazônia e chantageia o país
The Intercept Brasil, 14 de Fevereiro de 2017
Em apenas 40 anos o norte do estado de Mato Grosso sofreu uma transformação profunda: o avanço do agronegócio substituiu o cerrado e a floresta amazônica por extensas monoculturas agrícolas, protagonizadas pela soja.
A soja entrou no estado a uma velocidade assustadora: a área sob cultivo pulou de 1,2 milhões de hectares em 1991 para 6,2 milhões de hectares em 2010 e para 9,4 milhões de hectares em 2016. Segundo o geógrafo Antônio Ioris, professor da Universidade de Cardiff, que pesquisa o avanço do agronegócio em Mato Grosso, um fator-chave neste processo foi a participação do órgão de pesquisa agrícola do governo federal: “As novas tecnologias desenvolvidas pela Embrapa para os solos ácidos e outros problemas permitem que a soja entre após uma crise do setor na década de 1980, dando novo fôlego à fronteira agrícola”. Entretanto, a grande expansão da soja aconteceria no final dos anos 1990, “beneficiada pelo boom das commodities e pela liberalização da economia”, completa Ioris.
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