Category Archives: Finanças

Como tributar uma multinacional. Por Jayati Ghosh

Seleção e tradução de Francisco Tavares Agradecemos a Project Syndicate e a Jayati Ghosh a permissão para a publicação do presente texto   Como tributar uma multinacional  Por Jayati Ghosh Editado por  em 15 de abril de 2019 (ver aqui)

Como tributar uma multinacional. Por Jayati Ghosh

Seleção e tradução de Francisco Tavares Agradecemos a Project Syndicate e a Jayati Ghosh a permissão para a publicação do presente texto   Como tributar uma multinacional  Por Jayati Ghosh Editado por  em 15 de abril de 2019 (ver aqui)

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte VIII

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

Até à data, o Governo alemão tem resistido a todas as exigências de uma redução substancial dos excedentes de exportação excessivos — e a Comissão ainda não optou por iniciar as medidas corretivas que estão disponíveis ao abrigo do atual Procedimento relativo aos Desequilíbrios. Além disso, não há propostas na atual agenda europeia para um regime simétrico do euro que conduza à convergência na zona euro, exigindo ajustamentos estruturais correspondentes nas economias políticas do Norte. A relutância da Comissão em desafiar a posição alemã é amplamente atribuída a considerações de viabilidade política, e a obstinação do governo parece ser totalmente explicada pelo interesse económico próprio, combinado com o seu poder de negociação assimétrico nas interações europeias (Iversen, Soskice e Hope 2016).

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte VIII

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

Até à data, o Governo alemão tem resistido a todas as exigências de uma redução substancial dos excedentes de exportação excessivos — e a Comissão ainda não optou por iniciar as medidas corretivas que estão disponíveis ao abrigo do atual Procedimento relativo aos Desequilíbrios. Além disso, não há propostas na atual agenda europeia para um regime simétrico do euro que conduza à convergência na zona euro, exigindo ajustamentos estruturais correspondentes nas economias políticas do Norte. A relutância da Comissão em desafiar a posição alemã é amplamente atribuída a considerações de viabilidade política, e a obstinação do governo parece ser totalmente explicada pelo interesse económico próprio, combinado com o seu poder de negociação assimétrico nas interações europeias (Iversen, Soskice e Hope 2016).

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte VII

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

Por conseguinte, é legítimo perguntar por que razão a Comissão não reclassificou a Alemanha como estando numa situação de “desequilíbrios macroeconómicos excessivos” – o que, em princípio, poderia também permitir ativar a “vertente corretiva” do procedimento relativo aos desequilíbrios? Uma explicação pode ser o poder de negociação alemão. Mas também se pode perguntar se um governo alemão mais conforme teria a capacidade de eliminar o excedente comercial, ou se uma Comissão Europeia mais corajosa poderia especificar e aplicar medidas corretivas que permitiriam uma convergência simétrica da economia alemã para a média da área do euro.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte VII

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

Por conseguinte, é legítimo perguntar por que razão a Comissão não reclassificou a Alemanha como estando numa situação de “desequilíbrios macroeconómicos excessivos” – o que, em princípio, poderia também permitir ativar a “vertente corretiva” do procedimento relativo aos desequilíbrios? Uma explicação pode ser o poder de negociação alemão. Mas também se pode perguntar se um governo alemão mais conforme teria a capacidade de eliminar o excedente comercial, ou se uma Comissão Europeia mais corajosa poderia especificar e aplicar medidas corretivas que permitiriam uma convergência simétrica da economia alemã para a média da área do euro.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte VI

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

O regime institucional da UEM – a independência política do BCE e o seu mandato para assegurar a estabilidade de preços em relação a outras preocupações, as regras de Maastricht que proíbem o financiamento monetário do Estado e o salvamento de Estados Membros em dificuldades financeiras e o Pacto de Estabilidade – refletiram em grande medida a preocupação do povo alemão, das suas elites, dos economistas monetários e do Tribunal Constitucional (Bundesverfassungsgericht, BVerfG 994; Joerges 2015) com a estabilidade de preços e com as finanças públicas sólidas.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte VI

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

O regime institucional da UEM – a independência política do BCE e o seu mandato para assegurar a estabilidade de preços em relação a outras preocupações, as regras de Maastricht que proíbem o financiamento monetário do Estado e o salvamento de Estados Membros em dificuldades financeiras e o Pacto de Estabilidade – refletiram em grande medida a preocupação do povo alemão, das suas elites, dos economistas monetários e do Tribunal Constitucional (Bundesverfassungsgericht, BVerfG 994; Joerges 2015) com a estabilidade de preços e com as finanças públicas sólidas.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte V

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

Eventualmente, a economia alemã, vista como a “doente da zona euro ” em 1999, não só recuperou na União Monetária, como excedeu o seu desempenho anterior. Esta história de sucesso, porém, é menos o resultado de uma escolha brilhante ou sinistra de estratégia nacional do que da continuação, dependente do caminho, das respostas do lado da oferta aprendidas nas décadas anteriores: em recessões, o relançamento da procura e os aumentos salariais foram punidos pelo Bundesbank, os governos tiveram de consolidar os orçamentos do sector público e os sindicatos tiveram de defender os empregos existentes através da contenção salarial.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte V

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

Eventualmente, a economia alemã, vista como a “doente da zona euro ” em 1999, não só recuperou na União Monetária, como excedeu o seu desempenho anterior. Esta história de sucesso, porém, é menos o resultado de uma escolha brilhante ou sinistra de estratégia nacional do que da continuação, dependente do caminho, das respostas do lado da oferta aprendidas nas décadas anteriores: em recessões, o relançamento da procura e os aumentos salariais foram punidos pelo Bundesbank, os governos tiveram de consolidar os orçamentos do sector público e os sindicatos tiveram de defender os empregos existentes através da contenção salarial.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte IV

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

O aumento acentuado das exportações alemãs após meados da década de 90 deveu-se em grande medida à abertura da Europa Central e Oriental, da Rússia e da China ao investimento capitalista e ao consumo após a queda da Cortina de Ferro. Isso impulsionou a procura mundial de exatamente aqueles bens de investimento e bens de consumo duráveis de alta qualidade nos quais as exportações alemãs se especializaram nas décadas anteriores.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte IV

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

O aumento acentuado das exportações alemãs após meados da década de 90 deveu-se em grande medida à abertura da Europa Central e Oriental, da Rússia e da China ao investimento capitalista e ao consumo após a queda da Cortina de Ferro. Isso impulsionou a procura mundial de exatamente aqueles bens de investimento e bens de consumo duráveis de alta qualidade nos quais as exportações alemãs se especializaram nas décadas anteriores.

Filme de terror: Poderá o maior banco credor alemão sobreviver sozinho? Por The Economist

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota  em 22 de junho de 2019 (ver aqui) Republicado por  (ver aqui)     Muito dependerá do sucesso do plano de reestruturação do Deutsche Bank No início deste mês, após o colapso das

Filme de terror: Poderá o maior banco credor alemão sobreviver sozinho? Por The Economist

Seleção e tradução de Júlio Marques Mota  em 22 de junho de 2019 (ver aqui) Republicado por  (ver aqui)     Muito dependerá do sucesso do plano de reestruturação do Deutsche Bank No início deste mês, após o colapso das

OS 848 MILHÕES € DE PREJUÍZOS DO SNS EM 2018 DIVULGADOS PELAS TELEVISÕES E JORNAIS – entre 2017 e 2018, os gastos do SNS aumentaram 5,4% mas o governo diminuiu as transferências do Orçamento do Estado para o SNS em 0,6%. Menos dinheiro para a saúde – por EUGÉNIO ROSA

ENTRE 2017 E 2018, OS GASTOS DO SNS AUMENTARAM EM 521 MILHÕES € (+5,4%), MAS AS TRANSFERÊNCIAS DO ORÇAMENTO DO ESTADO PARA O SNS DIMINUÍRAM EM 51 MILHÕES € A PRIVATIZAÇÃO CRESCENTE DO SNS DEVIDO AO AUMENTO DE AQUISIÇÃO DE

OS 848 MILHÕES € DE PREJUÍZOS DO SNS EM 2018 DIVULGADOS PELAS TELEVISÕES E JORNAIS – entre 2017 e 2018, os gastos do SNS aumentaram 5,4% mas o governo diminuiu as transferências do Orçamento do Estado para o SNS em 0,6%. Menos dinheiro para a saúde – por EUGÉNIO ROSA

ENTRE 2017 E 2018, OS GASTOS DO SNS AUMENTARAM EM 521 MILHÕES € (+5,4%), MAS AS TRANSFERÊNCIAS DO ORÇAMENTO DO ESTADO PARA O SNS DIMINUÍRAM EM 51 MILHÕES € A PRIVATIZAÇÃO CRESCENTE DO SNS DEVIDO AO AUMENTO DE AQUISIÇÃO DE

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte III

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

No Estado Providência social liberal, a baixa carga tributária e a distribuição desigual de rendimento estão associadas ao crescimento de serviços privados e financiados pelo setor privado – sugerindo que as famílias de alta rendimento estão a criar empregos para os trabalhadores de serviços de baixos salários. Nos estados de bem-estar social escandinavos de alta tributação, no outro extremo, os serviços prestados pelo Estado em educação, cuidados de saúde e serviços sociais para os jovens, para as pessoas doentes e para as pessoas mais velhas expandiram-se rapidamente depois de 1960.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte III

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

No Estado Providência social liberal, a baixa carga tributária e a distribuição desigual de rendimento estão associadas ao crescimento de serviços privados e financiados pelo setor privado – sugerindo que as famílias de alta rendimento estão a criar empregos para os trabalhadores de serviços de baixos salários. Nos estados de bem-estar social escandinavos de alta tributação, no outro extremo, os serviços prestados pelo Estado em educação, cuidados de saúde e serviços sociais para os jovens, para as pessoas doentes e para as pessoas mais velhas expandiram-se rapidamente depois de 1960.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte II

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

De um modo geral, a Alemanha não tentou proteger o mercado interno contra a concorrência estrangeira, o que teve como consequência que os bens de consumo sensíveis aos preços, como calçado, têxteis, vestuário e até mesmo câmaras e outras ferragens de baixo preço, deixaram de ser fornecidos pelos produtores alemães. E, ao contrário da França e da Itália, os carros japoneses de baixo preço eram comuns nas estradas alemãs já na década de 1960 (Katzenstein 1989, 143).

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte II

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

De um modo geral, a Alemanha não tentou proteger o mercado interno contra a concorrência estrangeira, o que teve como consequência que os bens de consumo sensíveis aos preços, como calçado, têxteis, vestuário e até mesmo câmaras e outras ferragens de baixo preço, deixaram de ser fornecidos pelos produtores alemães. E, ao contrário da França e da Itália, os carros japoneses de baixo preço eram comuns nas estradas alemãs já na década de 1960 (Katzenstein 1989, 143).

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte I

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

O fim do regime de Bretton Woods e a queda da Cortina de Ferro aprofundaram a orientação à exportação do modelo da economia alemã. No entanto, só após a entrada na União Monetária é que o aumento das exportações se transformou num persistente saldo entre as exportações e as importações, que se tornou um problema para as outras economias da zona euro. Este texto de discussão mostra porque é que o atual regime assimétrico do euro não será capaz de impor a sua transformação estrutural com base no modelo alemão.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 8º Texto – Alemanha: Um texto final, um texto de síntese. Parte I

(Fritz W. Scharpf, 18 de Fevereiro de 2018)

O fim do regime de Bretton Woods e a queda da Cortina de Ferro aprofundaram a orientação à exportação do modelo da economia alemã. No entanto, só após a entrada na União Monetária é que o aumento das exportações se transformou num persistente saldo entre as exportações e as importações, que se tornou um problema para as outras economias da zona euro. Este texto de discussão mostra porque é que o atual regime assimétrico do euro não será capaz de impor a sua transformação estrutural com base no modelo alemão.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 7º Texto – Alemanha. A noite em que a Alemanha perdeu o controle – Parte VI

(Georg Blume e outros, 16 de Agosto de 2016)

O erro de Merkel, diz um dos principais políticos alemães, foi o seu foco constante numa solução europeia comum para a questão dos refugiados, porque já tinha ficado claro, muito antes da decisão da Hungria, que os seus homólogos europeus não estavam interessados em se associarem nesta crise dos refugiados.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 7º Texto – Alemanha. A noite em que a Alemanha perdeu o controle – Parte VI

(Georg Blume e outros, 16 de Agosto de 2016)

O erro de Merkel, diz um dos principais políticos alemães, foi o seu foco constante numa solução europeia comum para a questão dos refugiados, porque já tinha ficado claro, muito antes da decisão da Hungria, que os seus homólogos europeus não estavam interessados em se associarem nesta crise dos refugiados.

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 7º Texto – Alemanha. A noite em que a Alemanha perdeu o controle – Parte V

(Georg Blume e outros, 16 de Agosto de 2016)

É a primeira reunião da força de intervenção da crise. A contagem do dia anterior: 6.780 refugiados chegaram à Estação Central de Munique só no sábado. Todos precisam de exames médicos; alguns até têm ferimentos de bala. Vários refugiados, no entanto, estão simplesmente a entrarem para  a clandestinidade tentando seguir o  seu caminho por conta própria. Deixou de haver um registo ordenado dos refugiados. Ninguém sabe quantos chegarão hoje. A Polícia Federal não está a  fornecer números fiáveis e nenhuma informação está a   ser dada pelo governo federal. “Um alto funcionário da cidade pergunta ao grupo: “Berlim existe mesmo?

Ano de 2019, ano de eleições europeias. Parte II – Imagens soltas de uma União Europeia em decomposição a partir de alguns dos seus Estados membros. 7º Texto – Alemanha. A noite em que a Alemanha perdeu o controle – Parte V

(Georg Blume e outros, 16 de Agosto de 2016)

É a primeira reunião da força de intervenção da crise. A contagem do dia anterior: 6.780 refugiados chegaram à Estação Central de Munique só no sábado. Todos precisam de exames médicos; alguns até têm ferimentos de bala. Vários refugiados, no entanto, estão simplesmente a entrarem para  a clandestinidade tentando seguir o  seu caminho por conta própria. Deixou de haver um registo ordenado dos refugiados. Ninguém sabe quantos chegarão hoje. A Polícia Federal não está a  fornecer números fiáveis e nenhuma informação está a   ser dada pelo governo federal. “Um alto funcionário da cidade pergunta ao grupo: “Berlim existe mesmo?