BREXIT: UM EXEMPLO DA ENORME NUVEM DE FUMO A PAIRAR SOBRE A REALIDADE EUROPEIA – 7. BREXIT – OS ATAQUES TERRORISTAS NA BÉLGICA: SÓ O BREXIT PODE SALVAR A GRÃ-BRETANHA DO CONFRONTO COM O ISLÃO POLÍTICO A FAZER UMA GUERRA NA EUROPA – por JAMES DELINGPOLE
joaompmachado
Selecção e tradução por Júlio Marques Mota
Brexit – Os ataques terroristas na Bélgica : só o Brexit pode salvar a Grã-Bretanha do confronto com o Islão político a fazer uma guerra na Europa
JAMES DELINGPOLE, Belgian Terror Attacks: Only ‘Brexit’ Can Save Britain From This Scourge Of Political Islam Waging War In Europe
BreitBat, 22 de Março de 2016
HATIM KAGHAT/AFP/Getty
Pelo menos 34 pessoas morreram, e muitos mais feridos como resultado da última atrocidade do terrorismo islâmico na Europa – foi em Bruxelas, desta vez.
Mas aparentemente – asseguram-nos os formadores de opinião de esquerda-liberal – é muito cedo para fazer deste ataque terrorista um capital político .
Receio discordar. O tempo para fazer o capital político de atrocidades como esta é precisamente quando os corpos ainda estão quentes e ainda não foram enterrados. Porque – isto vê-se de novo e de novo desde os atentados de Boston ao assassinato de Lee Rigby ou ao caso de Charlie Hebdo – a nossa decadente cultura ocidental liberal, em decúbito dorsal, relativista, adoraria fingir que estes são raros acontecimentos criminosos que devemos aprender a encaixar na nossa trajectória e em que sobre isto não devemos ‘exagerar’.
E eu pessoalmente acho que as pessoas que foram mortas e mutiladas tão cruelmente e injustamente merecem melhor do que isso.
Se as suas mortes e os seus ferimentos têm algum significado, então certamente pelo menos temos para com as vítimas a obrigação de nos interrogarmos honestamente, porque é quer isso aconteceu e como é que podemos reduzir a probabilidade de isso voltar a acontecer novamente. Falar nas verdades por razões de gosto ou de moda para nos comovermos é não querer honrar essas vítimas. É como estar a insultá-las.
Aqui está o porquê dos atentados desta manhã terem acontecido: o Islão político está em guerra com o Ocidente.
Eles entendem perfeitamente o que está a acontecer, mesmo se nós nos recusamos a entendê-lo.
Eles podem esperar a nossa complacência para nos tranquilizarmos a nós mesmos mas em que isto não faz nenhuma diferença para as diversas células jihadistas pilotarem ainda maiores atrocidades em todo o mundo.
O Islão político não tem absolutamente nenhum interesse em encontrar uma qualquer acomodação com o que considera ser a nossa inútil cultura ocidental. O seu objectivo é a conquista total. Negar isso é um pouco como ler Mein Kampf e ir dizendo “eh, mas na verdade ele não quis dizer isto .”
É por isso que, cada vez mais, as comunidades muçulmanas imigrantes não se estão a integrar com os seus países de acolhimento no Ocidente, seja nos EUA , no Canadá ou na a Europa ou na Austrália. Mesmo se quisermos acreditar que os praticantes do Islão “moderado” estão em maioria, os moderados não têm nenhuma possibilidade contra o proselitismo agressivo das fanáticos exaltados.
A situação é comparável à da Alemanha por volta de 1933. Até então, muitos se não a maioria dos alemães tinham encontrado em Hitler um boy de calções, a exibir-se, fanático para ser vulgar, um político desagradável e não de todo o que eles queriam ser politicamente. Mas a agressividade e a crueldade desses fanáticos superou toda a resistência, de modo que até mesmo os moderados que o desprezavam acharam menos perigoso aprová-los e irem na corrente . Tenho a certeza que existem muitas famílias muçulmanas adoráveis de Bradford a Molenbeek, que preferem que as suas filhas sejam sujeitas à lei britânica e belga e não à jurisdição de facto dos seus tribunais locais da sharia. Mas não tenho a certeza de se é uma opção aberta para eles.
A diferença entre a Europa de agora e a Europa na década de 1930 e 1940 é que a Alemanha nazi era um estado com fronteiras reconhecidas e forças armadas com uniformes. Com o islamismo, o inimigo é muito menos simples no modo de exibição. Eles têm todo o zelo fanático dos nazis – o seu tratamento dos Yezidis e cristãos e xiitas no norte do Iraque e da Síria está impregnado de tratamento aplicado aos judeus em lugares como a Polónia e a Ucrânia – mas eles são muito menos facilmente identificáveis. Esta é a razão porque, por exemplo, Salah Abdeslam foi capaz de passar 120 dias a correr, depois dos atentados de Paris, sendo escondido por simpatizantes não muito longe da sua própria casa, em Bruxelas.
Se todos nós compreendermos isto – e não há razão para que não se entenda: falar com um qualquer islamita significa que ele não irá fazer nenhuma cedência sobre a sua visão do mundo e qual é o propósito da sua missão – então enterramos a nossa cabeça na areia e na esperança de que todas as coisas desagradáveis venham a desaparecer (como parece ser o que faz o nosso amigo senhor Myers naquele seu Tweet no início) deixando de ser uma opção viável.
Seja o que for que nós fizermos, por exemplo, o certo é que Angela Merkel é claramente a mais perigosa Chanceler Alemanha desde 1945 – e tem o potencial de fazer quase tanto mal ao carácter da Europa como o seu terrível antecessor .
Também nos faz perceber porque é absolutamente suicida para a Grã-Bretanha continuar a fazer parte da União Europeia.
As duas coisas estão intimamente ligadas.
Angela Merkel ‘convidou’ – sem aparentemente ter feito muitas consultas ao povo alemão que ela representa – 1 milhão refugiados sírios para virem e se estabelecerem na Alemanha. No prazo de cinco anos, estes tornar-se-ão cidadãos europeus totalmente integrados, com o direito à liberdade de movimento, que é uma das razões de ser da UE. Todos os milhões deles, se assim o desejassem, poderiam nos termos da legislação da UE virem viver para a Grã-Bretanha e formarem ghettos não integrados de comunidades, não muito diferentes das que já se estão a formar na Europa continental.
Nenhum eleitor britânico votou por Angela Merkel. Mas com seus convites abertos para refugiados e migrantes económicos do Oriente Médio e norte de África, ela apanhou para si poderes tão grandes como os do nosso próprio primeiro-ministro.
A Europa continental é, cada vez mais, um caso perdido. Eu estava na cidade natal de Frau Merkel – Berlim – no fim-de-semana e pude ver, como tantas vezes cada um de nós o poder fazer no continente europeu nestes dias, duas culturas que vivem em paralelo: a cultura do anfitrião; a cultura do hospedeiro; a cultura muçulmana não integrada, tal como a dos turcos que estão na cidade desde a década de 1980, mas podem muito bem sentir-se como estando a viver em Istambul ou Ancara uma vez que para todos não há diferença nas suas práticas culturais.
Na Grã-Bretanha nós somos bastante afortunados em viver numa ilha rodeada por uma extensão de água que sempre nos protegeu de preocupações lunáticas dos nossos loucos primos continentais
Iremos fazer o melhor. Escolha votar Brexit.
JAMES DELINGPOLE, Belgian Terror Attacks: Only ‘Brexit’ Can Save Britain From This Scourge Of Political Islam Waging War In Europe. Texto disponível em: