BREXIT: UM EXEMPLO DA ENORME NUVEM DE FUMO A PAIRAR SOBRE A REALIDADE EUROPEIA – 3. BREXIT: O IMPÉRIO DO MEDO, por JAMES SLACK e GERRI PEEV

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Selecção e tradução por Júlio Marques Mota

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Brexit: o império do medo

Agora Cameron adverte que o  Brexit pode levar à  guerra e ao genocídio: uma  intervenção extraordinária do PM – mas o campo do Out acusa-o de desespero  tanto  quanto  Downing Street  Projecta   o MEDO

JAMES SLACK  GERRI PEEV,  DAILY MAIL, David Cameron warns Brexit would lead to war and genocide | Daily Mail

Mail on line, 8 de Maio de 2016

brexitslack - I

Aviso extremo: David Cameron apresentará um discurso dramático que invoca Winston Churchill, a segunda guerra mundial e os túmulos dos caídos em combate.

A Europa corre o risco de voltar a entrar em conflito e no genocídio se a Grã- Bretanha aprovar a saída da UE, irá Cameron dizer hoje.

Num contexto de agravamento extraordinário da batalha do referendo, invocará Winston Churchill, a segunda guerra mundial e as sepulturas dos caídos em combate.

Numa extraordinária  escalada  da batalha que  é o referendo, Cameron invocará Winston Churchill, a segunda guerra mundial e os túmulos dos soldados caídos em combate .

O campo dos  Remain, os defensores da permanência na UE,  apresentará também um comovente vídeo com  veteranos militares em cadeiras de rodas, avisando contra o comprometimento do sacrifício  dos mortos.

O campo dos Out  acusa   Downing Street, que ontem afirmou que os preços das casas entraria em colapso se for aprovada a saída da Grâ-Bretanha da UE , de  se estar  em perfeito  desespero. Dizem que o nº 10  está em pânico com as sondagens do referendo  darem um taco a taco e isto  apesar da intervenção de Barack Obama e de  uma série de terríveis advertências sobre os riscos de Brexit.

Os historiadores afastaram a ideia  de que a UE tenha ela  mantido a paz na Europa, citando, em vez disso,  o papel crucial da NATO .

Mas num  discurso para marcar o começo dos 45 dias finais da campanha sobre o referendo o primeiro-ministro insistirá que uma votação a favor da saída será   catastrófica.

‘O isolacionismo nunca serviu bem este país’ dirá Cameron. ‘Sempre que nós viramos as costas à Europa, mais cedo ou mais tarde nós vimos a lamentá-lo. Nós tivemos sempre que voltar atrás,  e sempre a custo muito mais alto.

Cartoon proposto pelo blog, uma vez que é a Europa que nos protege:

brexit - II

O discurso do primeiro-ministro, descrito como o seu mais importante discurso  da campanha até agora, vai defender  que ‘as fileiras cerradas de lápides brancas  em cemitérios de guerra da Comunidade continua a ser  um testemunho silencioso do  preço que este país  pagou  para ajudar a restaurar a paz e a ordem na Europa’.

Cameron acrescentará : ‘podemos nós ter tanta certeza de que a paz e a estabilidade no nosso continente estão asseguradas sem qualquer sombra de dúvida?’

Isso é um risco que vale a pena? Nunca seria tão precipitado tornar uma tal hipótese  suposição. Mal passaram 20 anos desde a guerra dos Balcãs e do genocídio de Srebrenica.

brexitslack - II

Suporte solitário: David Cameron dirá que Grã- Bretanha esteve como um baluarte contra uma nova idade das trevas da tirania e da opressão em 1940. Na foto,  oficiais das  SA de Hitler em exercício  fora de Munich

‘Nos últimos anos, nós vimos os tanques a avançarem   na Geórgia e na  Ucrânia. E disto eu estou completamente certo. A União Europeia ajudou a reconciliar os países que estiveram agarrados ao pescoço uns dos outros durante décadas

A   Grã-Bretanha tem um interesse nacional fundamental na manutenção dos interesses comuns  na Europa, para evitar futuros conflitos entre países europeus. E isso requer  uma  liderança britânica e requer que  a Grã-Bretanha se mantenha como um dos seus membros .’  Cameron também citou  as ameaças à Grã-Bretanha vindas da  Armada espanhola e das guerras napoleónicas.

Imagem proposta pelo blog

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Mais precisamente afirma : ‘ sabemos que  ser uma potência global e uma potência europeia não são mutuamente exclusivas. E os momentos de que  mais  nos  orgulhamos na  nossa história nacional incluem momentos cruciais na história europeia – Blenheim, Trafalgar, Waterloo.

O heroísmo do nosso país na grande guerra. E acima de tudo o nosso isolamento  em 1940, quando a Grã-Bretanha permaneceu e se aguentou  como um baluarte contra uma nova idade das trevas da tirania e da opressão. Mas não foi por escolha que estávamos sós. Churchill nunca o desejou. Ele gastou meses antes da batalha da Grã-Bretanha começar  mas sempre a querer manter os nossos aliados franceses na guerra, e então depois da  França cair, Churchill passou cerca de  18 meses a persuadir os Estados Unidos para virem  em nosso auxílio. ‘

E no período do pós guerra, argumentava apaixonadamente para que a Europa Ocidental se unisse  para promover o livre comércio e para se construírem  instituições que teriam a função de garantir  para que o nosso continente nunca mais voltaria a ver um  tal derramamento de sangue.

‘A verdade é esta: o que acontece  aos nossos vizinhos é  muito importante para a Grã-Bretanha. Ou influenciamos a Europa ou é ela que nos influencia.

Cartoon proposto  pelo blog:

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‘E se as coisas estão a não darem certas na Europa, não vamos fingir que podemos ficar  imunes às  suas consequências.

Historiadores de referência, incluindo o antigo director do Departamento de História  na Universidade de Cambridge, Professor David Abulafia, rejeitaram a afirmação  de que a União Europeia trouxe a paz para a Europa como sendo  ‘historicamente iliteracia ‘.

Dizem-nos que foi a NATO  que tem nos mantido seguros  desde 1945. Dizem-nos que foi igualmente   a Aliança da NATO   que conseguiu a defesa da Europa contra a União Soviética na guerra fria e que organizou a acção europeia após 9/11, argumenta-se.

Mas para fortalecer o ponto de vista de Cameron,   a organização da campanha Para uma  Grã-Bretanha mais forte na  Europa irá lançar um vídeo  em que  quatro heróis guerra se apresentarão como exemplos de patriotismo  e a defender a permanência na UE’.

Harry Leslie Smith, David Meyland, Patrick Churchill e Bramall  e Field   Marshall  apresentarão os seus argumentos  para que se  continue a pertencer à UE  contra o isolacionismo   a que a  Grã-Bretanha  iria estar sujeita.

Lorde  Bramall, um antigo chefe do estado maior de defesa, diz: ‘ Estamos a andar para traz, não para a frente  naquilo a que nos   propusemos para   curar depois as terríveis  tragédias  da segunda guerra mundial.’

Read more: http://www.dailymail.co.uk/news/article-3580060/Now-Cameron-warns-Brexit-lead-war-genocide-PM-s-extraordinary-intervention-leads-campaigners-accuse-Downing-Street-desperation.html#ixzz4BZGmP5tQ
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Nome completo: João Manuel Pacheco Machado

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