23 de Fevereiro 2017
ALMINHAS
Campanhã
As alminhas são uma criação genuinamente portuguesa, sendo Portugal o único país que as possui no seu património cultural. Foram criadas na sequência do Concílio de Trento (1545-1563), com especial incidência a norte do rio Mondego. Não há sinais de haver este tipo de representação das almas do Purgatório (marcas profundas da religiosidade popular, pedindo para os vivos se lembrarem delas para poderem purificar e “subir” até ao Céu), em mais lado nenhum do mundo.
As alminhas são padrões de culto das almas do purgatório, hoje consideradas património artístico-religioso. São pequenos altares onde se pára um momento para deixar uma oração e, por vezes, uma esmola pelas almas. A morte repentina, a falta dos últimos sacramentos e a forte espiritualidade estão ligados a estes pequenos monumentos. É frequente encontrar velas e lamparinas acesas, deixadas pelas pessoas que passam no local, ou mesmo oferendas de flores.
Não são conhecidos registos escritos destes memoriais antes do século XIX, no entanto, podem encontrar-se exemplares de alminhas que remontam ao século XVIII. Formalmente, este painéis representam sempre as almas do purgatório em agonia, podendo representar anjos, São Miguel, a Virgem, Cristo ou Santos resgatando as almas.
Na nossa cidade há imensos locais com alminhas.
Comecemos pela parte Oriental do Porto. Noutras crónicas visitaremos outras freguesias.
Em Campanhã encontramos oito.
No início da rua de Azevedo
No muro em frente ao Largo e Rua do Lagarteiro
Inicio da rua 8 de Setembro
Início da rua da Senhora da Hora
Em frente à Igreja Paroquial
Muro da Capela de São Roque
Rua de São Roque da Lameira
Rua do Freixo em frente à EDP
Um especial agradecimento ao Sr. Padre Fernando Milheiro, pela simpatia, pela disponibilidade e pelas informações que me dispensou.
CONVERSAS EM SURDINA 16 (Por José Fernando Magalhães)
Isto Está Um Bocadinho Difícil

