OLHO PARA TI
Olho para ti
E vejo que não estás cá
Aquém
O teu corpo, sim
A mão que me afaga, também.
Saíste em busca do nada
Do cheiro da madressilva em mim
Do pomar que se vê ao longe, além
Do doce sabor da amora
E da felicidade sonhada
Olho para ti
Sentindo o teu perfume.
Ao que cheira nem eu sei;
A água de rosas
Da cor do lume
Ou a algum pomar que atravessei.
(In Uma, Duas Vezes e Três)

