Posts Tagged: uma duas vezes e três

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (42)

UM GRITO MUDO Um grito mudo dobra as esquinas E uma doce melodia sai da garganta Do teu corpo arqueado E toda tu és minha. Abandonada naquela manta És orvalho, és pomar Amora silvestre, música, telhado. Como é gostoso viver

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (41)

ESTENDE A TUA MÃO Estende a tua mão Recolhe os meus sinais Um por um, De desejo Por ti, De corpo e alma. Extrema exaltação! E quero mais e mais Quero ver o que vejo Em ti, Ganhar a calma.

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (40)

COM CUIDADO, COM CARINHO Com cuidado, com carinho Toco o teu corpo, De lado Olho o teu ninho Tateio o teu dorso, Apaixonado. Encontro os espelhos Beijo-te a abadia Procuro o teu passarinho, E afago os teus joelhos. Despertas da

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (39)

COM CUIDADO Com cuidado Sacio a minha sede Na fonte do teu bosque Onde mora uma andorinha Suave calor de sol coado Preso a ti, na tua rede Dizes-me que me enrosque Assegurando-me que és minha (In Uma, Duas Vezes

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (38)

LÁBIOS Lábios Com sede de outros lábios Corpo Com fome de outro corpo Sedes que correm nas águas Fome saciada em teu porto Onde se esquecem as dores E as mágoas E se escutam conselhos sábios   (In Uma, Duas

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (37)

VAI-SE LEVE Vai-se leve, muito leve O vento muito leve que passa, E com ele, meu pensamento E após breve momento, O pensar já não se atreve A falar-me de desgraça.   (In Uma, Duas Vezes e Três)

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (36)

ALI ESTIVE Ali estive, escutando O que o vento me trazia Até o dia escurecer; O breve sabor do pranto O doce odor do encanto A paixão de te aprender.   (In Uma, Duas Vezes e Três)

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (35)

NA NUDEZ DE UMA MANHÃ Na nudez de uma manhã Envolto em frio nevoeiro Saí à procura da minha flor Procurei os meus bocados Juntei-os, fiquei inteiro E encontrei-te, meu amor   (In Uma, Duas Vezes e Três)  

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (33)

PERCO-ME A OLHAR Perco-me a olhar A olhar É grande e belo, O mar. Passa longe um vapor Passa Quem sabe que segredos Transporta. Quanto de ódio Quanto de amor   (In Uma, Duas Vezes e Três)

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (32)

JÁ LÁ NÃO ESTÃO Já lá não estão As pombas e as gaivotas Parecendo adorar o sol. Estou eu aqui Parado, olhando as tropas Parado, a pescar palavras mortas Sem cana nem anzol.   (In Uma, Duas Vezes e três)

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (31)

DE TANTO OLHAR De tanto olhar Tanto olhar Olhos perdidos Na lonjura das águas Vejo-me nos tempos idos E recordo as minhas mágoas De tanto olhar Tanto olhar   (In Uma, Duas Vezes e Três)   VAMOS DE FÉRIAS ESTAREMOS

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (30)

A BRISA É LEVE A brisa é leve Quase imperceptível Assim é o meu pensamento De tão leve Quase ilegível. Assim sou eu No confronto Do meu querer, e Da minha coragem Quando me deixam Confuso e tonto Se juntos

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (29)

O SOL BRILHA NAS ÁGUAS MATINAIS O sol brilha nas águas matinais À moldura da tua nudez Encosto, sereno, o meu ouvido Ouço as rosas brancas, o orvalho Os teus sinais Lamentos, espadas, rituais Sinto o teu cheiro, toco o

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (28)

VEM POR AQUI Vem por aqui Desenhar os meus pés E derrubar obstáculos Vem para aqui Apreciar as marés E curar meus cansaços Vem amar o longe A minha loucura A minha ironia E o mundo a que subi Faz

IMAGEM E POESIA – Por José Magalhães (27)

MESMO A MEU LADO Mesmo a meu lado Um grito mudo dobra as esquinas E uma doce melodia sai da garganta Do teu corpo arqueado E toda tu és minha Abandonada naquela manta És orvalho, és pomar Amora silvestre, música,