POESIA AO AMANHECER – 389 – por Manuel Simões carlosloures24 de Fevereiro de 201423 de Fevereiro de 2014Literatura Navegação de artigos PreviousNext ABDOULAYE MAMANI ( 1932 – 1993 ) CIVILIZAÇÃO (fragmento) Agora preciso de vestir-me com um casaco de lã um pedaço de pano à volta do pescoço suar numa camisa de nylon e um colete de seda que me afoga Mãe, que suplício! Suportar milhares de penas cem calos devoram-me os pés prisioneiros de sapatos pontiagudos dizem-me que sorria quando se deve chorar e chorar em vez de sorrir. A desculpa sai-me da boca quando o ódio me chega ao coração o meu olhar está perdendo a agudeza e a franqueza de outrora. (…) Oh! meu Deus! Já estou farto desta civilização que me consome pouco a pouco. (de “Poémérides”, versão de MS) Poeta e dramaturgo da República do Níger, de expressão francesa. Aderiu ao movimento americano do Black Panther Party. Da sua obra poética: “Poémérides” (Paris, 1972), “Eboniques” (1972), “Oeuvres Poétiques” (1993), Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...