Author Archives: evazsou

A GALIZA COMO TAREFA – das diktat – Ernesto V. Souza

Em 1977 o afamado diretor sueco Ingmar Bergman, surpreendeu saindo do roteiro existencialista da sua característica produção para montar um filme (The serpent egg) no qual, sem abandonar o seu estilo alegórico, introduzia uma reflexão sobre o contexto e condições

A GALIZA COMO TAREFA – das diktat – Ernesto V. Souza

Em 1977 o afamado diretor sueco Ingmar Bergman, surpreendeu saindo do roteiro existencialista da sua característica produção para montar um filme (The serpent egg) no qual, sem abandonar o seu estilo alegórico, introduzia uma reflexão sobre o contexto e condições

A GALIZA COMO TAREFA – Radetzkymarsch – Ernesto V. Souza

Sentado num banco do parque a ler na espera, enxergo, a prudencial distância, como se vai reunindo arredor do histórico chafariz a pé da estátua a José Zorrilla, um grupo de patriotas com as suas bandeiras: velhos vociferantes, moços com

A GALIZA COMO TAREFA – Radetzkymarsch – Ernesto V. Souza

Sentado num banco do parque a ler na espera, enxergo, a prudencial distância, como se vai reunindo arredor do histórico chafariz a pé da estátua a José Zorrilla, um grupo de patriotas com as suas bandeiras: velhos vociferantes, moços com

A GALIZA COMO TAREFA – caça – Ernesto V. Souza

Para o Paulo Rico, que compartilha fantasias e realidades.   No Limiar à edição da miscelánea “O Libro da Caza : recollido do pobo“, Xosé Maria Álvarez Blazquez citava, para destacar a outrora fartura de caça na Galiza a d.

A GALIZA COMO TAREFA – caça – Ernesto V. Souza

Para o Paulo Rico, que compartilha fantasias e realidades.   No Limiar à edição da miscelánea “O Libro da Caza : recollido do pobo“, Xosé Maria Álvarez Blazquez citava, para destacar a outrora fartura de caça na Galiza a d.

A GALIZA COMO TAREFA – coletivo – Ernesto V. Souza

Uma de tantas lições que nos está a dar a Catalunha nos últimos tempos é o sentido roturista da imagem de um “coletivo”. Roturista a respeito do longe que hoje temos uma palavra que não há tanto era presente. Resulta

A GALIZA COMO TAREFA – coletivo – Ernesto V. Souza

Uma de tantas lições que nos está a dar a Catalunha nos últimos tempos é o sentido roturista da imagem de um “coletivo”. Roturista a respeito do longe que hoje temos uma palavra que não há tanto era presente. Resulta

A GALIZA COMO TAREFA – faunos – Ernesto V. Souza

Andam faunos pelos bosques era o título daquele, duas – ou até três – vezes clássico e delicioso romance do Aquilino Ribeiro. Não sei se lembram aquela histeria coletiva e fantástico conclave rural de Padres, que se sucede arredor de

A GALIZA COMO TAREFA – faunos – Ernesto V. Souza

Andam faunos pelos bosques era o título daquele, duas – ou até três – vezes clássico e delicioso romance do Aquilino Ribeiro. Não sei se lembram aquela histeria coletiva e fantástico conclave rural de Padres, que se sucede arredor de

A GALIZA COMO TAREFA – 12 de Outubro – Ernesto V. Souza

Na cozinha da casa vou picando cebola, pimentos, tomate, para combinar com curry, coentro, orégano, gengibre, qualquer outro tempero que ache no caixão, e aproveitar umas mangas que amadureceram demais e servem de base para um chutney. Gosto de ir

A GALIZA COMO TAREFA – 12 de Outubro – Ernesto V. Souza

Na cozinha da casa vou picando cebola, pimentos, tomate, para combinar com curry, coentro, orégano, gengibre, qualquer outro tempero que ache no caixão, e aproveitar umas mangas que amadureceram demais e servem de base para um chutney. Gosto de ir

A GALIZA COMO TAREFA – aquesta gent tan ufana i tan superba – Ernesto V. Souza

  As ruas cheias de gente, longas filas para votarem, gente de todas as idades, condições e classes sociais aderindo o protesto e apelando destarte perante surdos e cegos. Os largos repletos de gente a cantar. Doutra banda a polícia,

A GALIZA COMO TAREFA – aquesta gent tan ufana i tan superba – Ernesto V. Souza

  As ruas cheias de gente, longas filas para votarem, gente de todas as idades, condições e classes sociais aderindo o protesto e apelando destarte perante surdos e cegos. Os largos repletos de gente a cantar. Doutra banda a polícia,

A GALIZA COMO TAREFA – armas dos ‘probes’ – Ernesto V. Souza

Hibridação, mímese, diferenciação e ambivalência. Tais termos descrevem diversas formas pelas quais as pessoas colonizadas resistiram ao poder do colonizador, de acordo com a teoria de H. K. Bhabha, o grande teórico das análises do postcolonialismo. Edward. W. Said propõe

A GALIZA COMO TAREFA – armas dos ‘probes’ – Ernesto V. Souza

Hibridação, mímese, diferenciação e ambivalência. Tais termos descrevem diversas formas pelas quais as pessoas colonizadas resistiram ao poder do colonizador, de acordo com a teoria de H. K. Bhabha, o grande teórico das análises do postcolonialismo. Edward. W. Said propõe

A GALIZA COMO TAREFA – a outra tradição – Ernesto V. Souza

A história social no Estado espanhol é traumática no decorrer dos séculos. Frustração, repressão, incultura programada, dominação, terror, marcam a ferro o cronograma desenhado, ou improvisado, pelos poderosos no decurso dos séculos XVII até hoje. Decadência, desmoronamento da máquina imperial,

A GALIZA COMO TAREFA – a outra tradição – Ernesto V. Souza

A história social no Estado espanhol é traumática no decorrer dos séculos. Frustração, repressão, incultura programada, dominação, terror, marcam a ferro o cronograma desenhado, ou improvisado, pelos poderosos no decurso dos séculos XVII até hoje. Decadência, desmoronamento da máquina imperial,

A GALIZA COMO TAREFA – relíquias – Ernesto V. Souza

Muitas das religiões mantiveram culto a espaços, lugares, objetos de caráter cerimonial transcendidos em sagrado; e as mais delas também veneraram relíquias: objetos, livros, fragmentos da roupa, ou mesmo restos ou excrescências humanas que pertenceram ou foram parte dos antepassados,

A GALIZA COMO TAREFA – relíquias – Ernesto V. Souza

Muitas das religiões mantiveram culto a espaços, lugares, objetos de caráter cerimonial transcendidos em sagrado; e as mais delas também veneraram relíquias: objetos, livros, fragmentos da roupa, ou mesmo restos ou excrescências humanas que pertenceram ou foram parte dos antepassados,

A GALIZA COMO TAREFA – Studiolo – Ernesto V. Souza

O Studiolo é um gabinete de curiosidades nascido na Itália renascentista a imitação de gregos e romanos; o Pequeno estudo ou Camerino era, normalmente uma sala privada, tamanha em função das possibilidades do dono, onde o proprietário podia se retirar para

A GALIZA COMO TAREFA – Studiolo – Ernesto V. Souza

O Studiolo é um gabinete de curiosidades nascido na Itália renascentista a imitação de gregos e romanos; o Pequeno estudo ou Camerino era, normalmente uma sala privada, tamanha em função das possibilidades do dono, onde o proprietário podia se retirar para

A GALIZA COMO TAREFA – finis coronat opus – Ernesto V. Souza

Na arquitetura tradicional, com a obra terminada, colocava-se um ramo no topo. Daí inferia-se que a tarefa ficava pronta. Todavia hoje é costume para marcar em construção a finalização da estrutura quanto em diversos ofícios e trabalhos; coloca-se o ramo

A GALIZA COMO TAREFA – finis coronat opus – Ernesto V. Souza

Na arquitetura tradicional, com a obra terminada, colocava-se um ramo no topo. Daí inferia-se que a tarefa ficava pronta. Todavia hoje é costume para marcar em construção a finalização da estrutura quanto em diversos ofícios e trabalhos; coloca-se o ramo

A GALIZA COMO TAREFA – spero lucem… – Ernesto V. Souza

PAXAROS; PEIXES, E HOMES, DE DISTINTA CASTA SON : AQUELLES CÓMENSE ASADOS, PERO ¿OS RACIONALES ? NON. Manuel Pardo de Andrade, 1841 Não há tantos anos, uma, duas décadas talvez, naquele remoto Reino da Espanha parecia claro que se consolidara a democracia;

A GALIZA COMO TAREFA – spero lucem… – Ernesto V. Souza

PAXAROS; PEIXES, E HOMES, DE DISTINTA CASTA SON : AQUELLES CÓMENSE ASADOS, PERO ¿OS RACIONALES ? NON. Manuel Pardo de Andrade, 1841 Não há tantos anos, uma, duas décadas talvez, naquele remoto Reino da Espanha parecia claro que se consolidara a democracia;

A GALIZA COMO TAREFA – o galo – Ernesto V. Souza

“Frade, ir-se hão os hóspedes e nós comeremos o galo” o famoso dito é atribuído a um dos engenhosos e muito poderosos Condes de Altamira, como conclusão, advertência, desbafo e troça, aos seus num aparte e durante a visita dos Reis Católicos à Galiza.

A GALIZA COMO TAREFA – o galo – Ernesto V. Souza

“Frade, ir-se hão os hóspedes e nós comeremos o galo” o famoso dito é atribuído a um dos engenhosos e muito poderosos Condes de Altamira, como conclusão, advertência, desbafo e troça, aos seus num aparte e durante a visita dos Reis Católicos à Galiza.

A GALIZA COMO TAREFA – epistolários – Ernesto V. Souza

Para o Antom Santos, por fim na casa. Efeito colateral de ter amigos em prisão foi recuperar a arte de escrever cartas de mão. Nuns anos, escrever cartas, foi algo que me era habitual; e até reuni – para isso mais escrevi

A GALIZA COMO TAREFA – epistolários – Ernesto V. Souza

Para o Antom Santos, por fim na casa. Efeito colateral de ter amigos em prisão foi recuperar a arte de escrever cartas de mão. Nuns anos, escrever cartas, foi algo que me era habitual; e até reuni – para isso mais escrevi