Author Archives: evazsou

A GALIZA COMO TAREFA – civilização – Ernesto V. Souza

O dia nasceu escuro. Por importunar Santa Luzia e o saber popular, parece noite pecha às sete e trinta. Chove ligeiro, mas venta pesadamente e em surpresa. Redemoinhos que lutam a cada volta de rua emboscados, no desespero do campo

A GALIZA COMO TAREFA – civilização – Ernesto V. Souza

O dia nasceu escuro. Por importunar Santa Luzia e o saber popular, parece noite pecha às sete e trinta. Chove ligeiro, mas venta pesadamente e em surpresa. Redemoinhos que lutam a cada volta de rua emboscados, no desespero do campo

A GALIZA COMO TAREFA – habitus- Ernesto V. Souza

Somos filhos da nossa cultura e práticas sociais. Ou dito doutro jeito: a nossa atuação social, estética e comportamentos de grupo: políticos, associativos, alimentícios, estéticos, profissionais vêm definidos pela nossa socialização e habitus cultural. E o que é mais, o

A GALIZA COMO TAREFA – habitus- Ernesto V. Souza

Somos filhos da nossa cultura e práticas sociais. Ou dito doutro jeito: a nossa atuação social, estética e comportamentos de grupo: políticos, associativos, alimentícios, estéticos, profissionais vêm definidos pela nossa socialização e habitus cultural. E o que é mais, o

A GALIZA COMO TAREFA – aprendido – Ernesto V. Souza

Hesitei muito com o título. A noção a destacar é talvez “repetido”, mais do que “aprendido”. Talvez deveria intitular “repetido – aprendido” ou “aprendido – repetido”, mas empenhei-me, pelo tamanho da seção, em preferir palavras únicas. Não sei. A cousa

A GALIZA COMO TAREFA – aprendido – Ernesto V. Souza

Hesitei muito com o título. A noção a destacar é talvez “repetido”, mais do que “aprendido”. Talvez deveria intitular “repetido – aprendido” ou “aprendido – repetido”, mas empenhei-me, pelo tamanho da seção, em preferir palavras únicas. Não sei. A cousa

A GALIZA COMO TAREFA – souvenirs – Ernesto V. Souza

  Cumpre dizer, assim no início e sendo dia de Santos, para não entrar depois em equívocos lógicos: Ernest Renan – aquele conhecido historiador, polemista e escritor romântico francês, o intelectual capaz de ajustar contas com o cristianismo e de

A GALIZA COMO TAREFA – souvenirs – Ernesto V. Souza

  Cumpre dizer, assim no início e sendo dia de Santos, para não entrar depois em equívocos lógicos: Ernest Renan – aquele conhecido historiador, polemista e escritor romântico francês, o intelectual capaz de ajustar contas com o cristianismo e de

A GALIZA COMO TAREFA – pangaleguismo – Ernesto V. Souza

Em 17 e 18 de novembro do ano corrente celebrar-se-á em Lugo o Centenariazo da 1ª Assembleia das Irmandades da Fala, em cuja conclusão foi lido o histórico manifesto, aprovado e assinado por uma série de intelectuais e líderes políticos, na

A GALIZA COMO TAREFA – pangaleguismo – Ernesto V. Souza

Em 17 e 18 de novembro do ano corrente celebrar-se-á em Lugo o Centenariazo da 1ª Assembleia das Irmandades da Fala, em cuja conclusão foi lido o histórico manifesto, aprovado e assinado por uma série de intelectuais e líderes políticos, na

A GALIZA COMO TAREFA – elasticidade – Ernesto V. Souza

Há uns dez anos, num barzinho no centro de Valhadolid assistia, por proximidade de cotovelos no balcão, a um debate in crescendo entre um grupo de homens de uns sessenta e algo de anos. A questão de fundo era a

A GALIZA COMO TAREFA – elasticidade – Ernesto V. Souza

Há uns dez anos, num barzinho no centro de Valhadolid assistia, por proximidade de cotovelos no balcão, a um debate in crescendo entre um grupo de homens de uns sessenta e algo de anos. A questão de fundo era a

A GALIZA COMO TAREFA – capitalistas – Ernesto V. Souza

Acho que foi apenas há um par de anos, que percebi finalmente a noção de capital e o sentido do capitalismo. Foi, não se riam, numa tarde assoladora de agosto castelhano, sob umas árvores, olhando o céu azul entre as

A GALIZA COMO TAREFA – capitalistas – Ernesto V. Souza

Acho que foi apenas há um par de anos, que percebi finalmente a noção de capital e o sentido do capitalismo. Foi, não se riam, numa tarde assoladora de agosto castelhano, sob umas árvores, olhando o céu azul entre as

A GALIZA COMO TAREFA – Ordem 73 – Ernesto V. Souza

Parte já da cultura popular, e nomeadamente para os fãs, a Ordem 66 define um momento climático e de ruptura, de mudança violenta explícita, no universo Star Wars. A Ordem 66, ou Protocolo Clone 66, executada no filme III da

A GALIZA COMO TAREFA – Ordem 73 – Ernesto V. Souza

Parte já da cultura popular, e nomeadamente para os fãs, a Ordem 66 define um momento climático e de ruptura, de mudança violenta explícita, no universo Star Wars. A Ordem 66, ou Protocolo Clone 66, executada no filme III da

A GALIZA COMO TAREFA – faroeste – Ernesto V. Souza

Queiram que não, meus, minhas, a Galiza é diferente. A pouco que venham tomar a sério, já para explicar de fora, já para negar, combater e desmontar os seus tópicos, estruturas sociais, territoriais, património, economia atlântica, história, etc., a densidade

A GALIZA COMO TAREFA – faroeste – Ernesto V. Souza

Queiram que não, meus, minhas, a Galiza é diferente. A pouco que venham tomar a sério, já para explicar de fora, já para negar, combater e desmontar os seus tópicos, estruturas sociais, territoriais, património, economia atlântica, história, etc., a densidade

A GALIZA COMO TAREFA – propaganda – Ernesto V. Souza

Resulta interessante considerar como a noção que hoje temos a respeito do que é a Literatura é aplicada a todas as manifestações das escritas antepassadas. Fazemos com tudo, é verdade, interpretando e dando sentido ao passado, a cada vez, em

A GALIZA COMO TAREFA – propaganda – Ernesto V. Souza

Resulta interessante considerar como a noção que hoje temos a respeito do que é a Literatura é aplicada a todas as manifestações das escritas antepassadas. Fazemos com tudo, é verdade, interpretando e dando sentido ao passado, a cada vez, em

A GALIZA COMO TAREFA – conversas – Ernesto V. Souza

É sempre interessante a conversa com livreiros (livreiras de mais em mais), daqueles que conhecem, como artesãos com anos de prática constante, o seu ofício. Não sou eu mui dado à conversa, não vaiam pensar. Sou mais um desses clientes

A GALIZA COMO TAREFA – conversas – Ernesto V. Souza

É sempre interessante a conversa com livreiros (livreiras de mais em mais), daqueles que conhecem, como artesãos com anos de prática constante, o seu ofício. Não sou eu mui dado à conversa, não vaiam pensar. Sou mais um desses clientes

A Galiza como tarefa – belos cadáveres – Ernesto V. Souza

Ecoa, de Oscar Wilde a Sid Vicious, passando por James Dean, a quem a cultura popular terminou por atribuir, o dito de roda queimada e no future: Viva rápido, morra jovem e deixe um belo cadáver. Francamente se tivesse de

A Galiza como tarefa – belos cadáveres – Ernesto V. Souza

Ecoa, de Oscar Wilde a Sid Vicious, passando por James Dean, a quem a cultura popular terminou por atribuir, o dito de roda queimada e no future: Viva rápido, morra jovem e deixe um belo cadáver. Francamente se tivesse de

A GALIZA COMO TAREFA – ilusão retrospectiva – Ernesto V. Souza

Black Bishop: Push, that galician sconce can work out wonders. (Thomas Middleton: A Game at Chess, Act II, Scene ii, 242, 1624.) Quebras em sucessão, ostracismos consecutivos, imposições seguidas, destruições prolongadas. A história da Galiza, a partir de certa altura,

A GALIZA COMO TAREFA – ilusão retrospectiva – Ernesto V. Souza

Black Bishop: Push, that galician sconce can work out wonders. (Thomas Middleton: A Game at Chess, Act II, Scene ii, 242, 1624.) Quebras em sucessão, ostracismos consecutivos, imposições seguidas, destruições prolongadas. A história da Galiza, a partir de certa altura,

A GALIZA COMO TAREFA – Carvalho contra Chronos – Ernesto V. Souza

  Meu pasado imperfeito, meu futuro condicional! Mais o presente, u-lo? R.C.C. “Excalibur” in Futuro Condicional, 1982, p.13 Tal como apontávamos, a questão da fixação da língua, na Galiza, passa pelo consenso, pela construção da ilusão coletiva (tal como o

A GALIZA COMO TAREFA – Carvalho contra Chronos – Ernesto V. Souza

  Meu pasado imperfeito, meu futuro condicional! Mais o presente, u-lo? R.C.C. “Excalibur” in Futuro Condicional, 1982, p.13 Tal como apontávamos, a questão da fixação da língua, na Galiza, passa pelo consenso, pela construção da ilusão coletiva (tal como o

A GALIZA COMO TAREFA – reintegracionismo 3.0 – Ernesto V. Souza

As línguas de cultura são cousa frágil, condicionadas por catástrofes, sucessos, azares, acasos políticos, invasões, migrações, expulsões, genocídios, mudanças dinásticas, económicas e  sociais; por inventos, descobertas, modas; sujeitas ao capricho, às vontades, teimas higienistas, restauradoras, historicistas, ou reformistas das elites;

A GALIZA COMO TAREFA – reintegracionismo 3.0 – Ernesto V. Souza

As línguas de cultura são cousa frágil, condicionadas por catástrofes, sucessos, azares, acasos políticos, invasões, migrações, expulsões, genocídios, mudanças dinásticas, económicas e  sociais; por inventos, descobertas, modas; sujeitas ao capricho, às vontades, teimas higienistas, restauradoras, historicistas, ou reformistas das elites;