Author Archives: evazsou

A GALIZA COMO TAREFA – nada de dramas – Ernesto V. Souza

Apanhou-me a mudança de Governo da Espanha desenferrujando uma velha pá de jardim e mangando-a de novo com uma madeira de reciclagem topada na rua. Serras, plaina, limas e lixa. Agora está pronta, de cabo bem firme e pintadinha, transformada

A GALIZA COMO TAREFA – nada de dramas – Ernesto V. Souza

Apanhou-me a mudança de Governo da Espanha desenferrujando uma velha pá de jardim e mangando-a de novo com uma madeira de reciclagem topada na rua. Serras, plaina, limas e lixa. Agora está pronta, de cabo bem firme e pintadinha, transformada

A GALIZA COMO TAREFA – cartas – Ernesto V. Souza

Escrevemos cartas, artigos de opinião, criticamos, protestamos, fazemos comentários nos jornais, postamos, rascunhamos notas nas redes sociais. Mas nada. A resposta é sempre a mesma e nenhuma. Tudo o mais apanhamos desprezo crispado e irritação dalguns mais fanáticos, ou dos

A GALIZA COMO TAREFA – cartas – Ernesto V. Souza

Escrevemos cartas, artigos de opinião, criticamos, protestamos, fazemos comentários nos jornais, postamos, rascunhamos notas nas redes sociais. Mas nada. A resposta é sempre a mesma e nenhuma. Tudo o mais apanhamos desprezo crispado e irritação dalguns mais fanáticos, ou dos

A GALIZA COMO TAREFA – mecânica – Ernesto V. Souza

O meu pensamento é mecânico. Dou em pensar isto ultimamente. Agora diríamos analógico. Curioso. Na realidade é híbrido, por causas da idade, ecossistemas e as culturas em que por geração fomos vivendo. Funciona, verdadeiramente, com metáforas, procuras, sistemas gráficos, bases de

A GALIZA COMO TAREFA – mecânica – Ernesto V. Souza

O meu pensamento é mecânico. Dou em pensar isto ultimamente. Agora diríamos analógico. Curioso. Na realidade é híbrido, por causas da idade, ecossistemas e as culturas em que por geração fomos vivendo. Funciona, verdadeiramente, com metáforas, procuras, sistemas gráficos, bases de

A GALIZA COMO TAREFA – hierarquias – Ernesto V. Souza

Todas as sociedades alicerçam as suas realidades e ordem social, sobre capas de constructos imaginários que vão justificando as hierarquias sociais e políticas que as governam; e que, por sua vez, definem e justificam como “naturais” e quase “eternos” os

A GALIZA COMO TAREFA – hierarquias – Ernesto V. Souza

Todas as sociedades alicerçam as suas realidades e ordem social, sobre capas de constructos imaginários que vão justificando as hierarquias sociais e políticas que as governam; e que, por sua vez, definem e justificam como “naturais” e quase “eternos” os

A GALIZA COMO TAREFA – festa – Ernesto V. Souza

A Galiza celebra duas festas de caráter nacional, assim festivas, reivindicativas e patrióticas. A primeira e mais antiga é a patronal, que o calendário marca desde antigo no dia do Apóstolo Santiago, e que o galeguismo nacionalista referendou como própria

A GALIZA COMO TAREFA – festa – Ernesto V. Souza

A Galiza celebra duas festas de caráter nacional, assim festivas, reivindicativas e patrióticas. A primeira e mais antiga é a patronal, que o calendário marca desde antigo no dia do Apóstolo Santiago, e que o galeguismo nacionalista referendou como própria

A GALIZA COMO TAREFA – lerrouxismo 2.0 – Ernesto V. Souza

Não sei se já ouviram falar de Albert Rivera, essa personagem do mundo político espanhol, encaixado a meio caminho entre o showman à moda que desenham e ditam as grandes empresas de publicidade e o mais rançoso figurante do parlamentarismo

A GALIZA COMO TAREFA – lerrouxismo 2.0 – Ernesto V. Souza

Não sei se já ouviram falar de Albert Rivera, essa personagem do mundo político espanhol, encaixado a meio caminho entre o showman à moda que desenham e ditam as grandes empresas de publicidade e o mais rançoso figurante do parlamentarismo

A GALIZA COMO TAREFA – ronda – Ernesto V. Souza

A história não é justa, nem “põe as cousas no seu lugar”. É seletiva apenas. E interesseira. Como a memória. Mas são os poderes vigentes: imperadores, reis, condes, a igreja, antes; os mass média, a opinião do público guiado, grandes empresas,

A GALIZA COMO TAREFA – ronda – Ernesto V. Souza

A história não é justa, nem “põe as cousas no seu lugar”. É seletiva apenas. E interesseira. Como a memória. Mas são os poderes vigentes: imperadores, reis, condes, a igreja, antes; os mass média, a opinião do público guiado, grandes empresas,

A GALIZA COMO TAREFA – formas – Ernesto V. Souza

Como surpreende sempre o tempo. Sabemos que passa, e o que é pior: constatamos, ao parar, que realmente passa. Mas no decorrer dos dias não sempre somos conscientes de como muda tudo, mesmo que tal lembrem sonetos, na idade ligeira.

A GALIZA COMO TAREFA – formas – Ernesto V. Souza

Como surpreende sempre o tempo. Sabemos que passa, e o que é pior: constatamos, ao parar, que realmente passa. Mas no decorrer dos dias não sempre somos conscientes de como muda tudo, mesmo que tal lembrem sonetos, na idade ligeira.

A GALIZA COMO TAREFA – oblomovismo – Ernesto V. Souza

Em 1859, Ivan Alexandrovitch Gontcharov, após uma década de escrita, publicou Oblomov, esse genial romance que figura entre os maiores clássicos da literatura e no que perfilou a legendária personagem que lhe dá nome. A história gira arredor da figura

A GALIZA COMO TAREFA – oblomovismo – Ernesto V. Souza

Em 1859, Ivan Alexandrovitch Gontcharov, após uma década de escrita, publicou Oblomov, esse genial romance que figura entre os maiores clássicos da literatura e no que perfilou a legendária personagem que lhe dá nome. A história gira arredor da figura

A GALIZA COMO TAREFA – contextos – Ernesto V. Souza

Para o Marcos Saavedra, registrador de livros esquecidos. Alguma gente lê textos, eu prefiro – sempre que é possível – ler contextos (livros,  panfletos, manifestos, plaquettes, revistas, fanzines, jornais nas fontes originais). Isto tem muito a ver com a minha

A GALIZA COMO TAREFA – contextos – Ernesto V. Souza

Para o Marcos Saavedra, registrador de livros esquecidos. Alguma gente lê textos, eu prefiro – sempre que é possível – ler contextos (livros,  panfletos, manifestos, plaquettes, revistas, fanzines, jornais nas fontes originais). Isto tem muito a ver com a minha

A GALIZA COMO TAREFA – desfeita – Ernesto V. Souza

Em 1983, Camilo Gonsar, publicou um livro experimental, como todos os dele, que a meio caminho entre a narração e o testemunho informativo, contava a pesquisa que realizava um jornalista para determinar uns feitos, um assassinato acontecido na Sárria de

A GALIZA COMO TAREFA – desfeita – Ernesto V. Souza

Em 1983, Camilo Gonsar, publicou um livro experimental, como todos os dele, que a meio caminho entre a narração e o testemunho informativo, contava a pesquisa que realizava um jornalista para determinar uns feitos, um assassinato acontecido na Sárria de

A GALIZA COMO TAREFA – o fim da transição – Ernesto V. Souza

Há menos bandeiras. O sol, o vento, a chuva, o aborrecimento foi fazendo as desaparecer. Algumas – bem demais todavia – ficam. Abandonadas, esquecidas, esfarrapadas, ao avesso, enrugadas, retortas e decoloridas ao sol castelhano inclemente. A genreira, o ódio permanecem.

A GALIZA COMO TAREFA – o fim da transição – Ernesto V. Souza

Há menos bandeiras. O sol, o vento, a chuva, o aborrecimento foi fazendo as desaparecer. Algumas – bem demais todavia – ficam. Abandonadas, esquecidas, esfarrapadas, ao avesso, enrugadas, retortas e decoloridas ao sol castelhano inclemente. A genreira, o ódio permanecem.

A GALIZA COMO TAREFA – depende – Ernesto V. Souza

Depende… é tópico, é. Mas é a mais frequente resposta galega ante uma pergunta direita. Para além da pouca cortesia, a exibição de orgulho, os gritos, a afirmação e negação escandalosas e ausência de diplomacia é também um dos principais

A GALIZA COMO TAREFA – depende – Ernesto V. Souza

Depende… é tópico, é. Mas é a mais frequente resposta galega ante uma pergunta direita. Para além da pouca cortesia, a exibição de orgulho, os gritos, a afirmação e negação escandalosas e ausência de diplomacia é também um dos principais

A GALIZA COMO TAREFA – chove – Ernesto V. Souza

O problema de pensar que tudo vale, quando (após considerar a utilidade da existência de um adversário) se toma a decisão que batê-lo ainda conviria mais aos próprios interesses é a complexa sequência de acontecimentos que se produzem e a

A GALIZA COMO TAREFA – chove – Ernesto V. Souza

O problema de pensar que tudo vale, quando (após considerar a utilidade da existência de um adversário) se toma a decisão que batê-lo ainda conviria mais aos próprios interesses é a complexa sequência de acontecimentos que se produzem e a

A GALIZA COMO TAREFA – lugares comuns – Ernesto V. Souza

Quando às vezes ponho diante dos olhos… Não sei que me evoca mais. Se a lembrança da imagem da página original, resseca e crepitante, moldurada com a força da impressão tintada sobre o papel; mais que lida, e agora na

A GALIZA COMO TAREFA – lugares comuns – Ernesto V. Souza

Quando às vezes ponho diante dos olhos… Não sei que me evoca mais. Se a lembrança da imagem da página original, resseca e crepitante, moldurada com a força da impressão tintada sobre o papel; mais que lida, e agora na