Author Archives: estatuadesal

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XVI – « Superação» ou desaparecimento do partido socialista (2012-2017)? – Parte II

(Por Rémi Lefebvre, in Revue Mouvements,  2017/1, n° 89)

O PSF arrisca-se a perder a sua situação de renda de situação dominante à esquerda e de começar um processo “de pasokisação” mas ainda assim é necessário que uma alternativa organizacional se desenhe, e o PS demonstrou no passado uma resiliência organizacional sempre muito forte nas crises que atravessou.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XVI – « Superação» ou desaparecimento do partido socialista (2012-2017)? – Parte II

(Por Rémi Lefebvre, in Revue Mouvements,  2017/1, n° 89)

O PSF arrisca-se a perder a sua situação de renda de situação dominante à esquerda e de começar um processo “de pasokisação” mas ainda assim é necessário que uma alternativa organizacional se desenhe, e o PS demonstrou no passado uma resiliência organizacional sempre muito forte nas crises que atravessou.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XVI – « Superação» ou desaparecimento do partido socialista (2012-2017)? – Parte I

(Por Rémi Lefebvre, in Revue Mouvements,  2017/1, n° 89)

Esta viragem à direita não surpreendeu uma parte da esquerda ou os intelectuais de esquerda ou críticos sempre inclinados a pensar que os ” sociais-traidores” estão sempre disponíveis para trair. A sua dimensão é ainda um enigma para o cientista político, porque ela desafia a racionalidade eleitoral de um partido que, devido à sua conduta política, perdeu desde 2012 a maioria de seus eleitos e do seu eleitorado.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XVI – « Superação» ou desaparecimento do partido socialista (2012-2017)? – Parte I

(Por Rémi Lefebvre, in Revue Mouvements,  2017/1, n° 89)

Esta viragem à direita não surpreendeu uma parte da esquerda ou os intelectuais de esquerda ou críticos sempre inclinados a pensar que os ” sociais-traidores” estão sempre disponíveis para trair. A sua dimensão é ainda um enigma para o cientista político, porque ela desafia a racionalidade eleitoral de um partido que, devido à sua conduta política, perdeu desde 2012 a maioria de seus eleitos e do seu eleitorado.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XV – O vazio ideológico do Partido Socialista – Parte II

(Por Rafaël Cos, in Revue Mouvements,  2017/1, n° 89)

A ausência de corpus ideológico original, a dependência crescente das representações do adversário e a interdependência em crescendo  das suas elites com o campo do poder económico são mais outros  fatores que fazem com que o socialismo possa   aparecer hoje como   sendo apenas uma etiqueta  dos que procuram demarcar-se dele.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XV – O vazio ideológico do Partido Socialista – Parte II

(Por Rafaël Cos, in Revue Mouvements,  2017/1, n° 89)

A ausência de corpus ideológico original, a dependência crescente das representações do adversário e a interdependência em crescendo  das suas elites com o campo do poder económico são mais outros  fatores que fazem com que o socialismo possa   aparecer hoje como   sendo apenas uma etiqueta  dos que procuram demarcar-se dele.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XV – O vazio ideológico do Partido Socialista – Parte I

(Por Rafaël Cos, in Revue Mouvements,  2017/1, n° 89)

.O quadro desolador do mandato de  François Holland não pode somente  ser atribuído ao contexto econômico internacional. É também o resultado de recomposições  ideológicas do Partido Socialista desde o fim da era Mitterrand e do desinvestimento do trabalho programático pelos seus quadros responsáveis.  A ausência do corpus doutrinal original, a crescente dependência sobre os esquemas dos adversários  e o crescente entrelaçamento das elites partidárias com o campo do poder económico são todos  fatores que conduziram ao  esvaziamento da palavra ‘socialismo’ de todo e qualquer conteúdo identificável.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XV – O vazio ideológico do Partido Socialista – Parte I

(Por Rafaël Cos, in Revue Mouvements,  2017/1, n° 89)

.O quadro desolador do mandato de  François Holland não pode somente  ser atribuído ao contexto econômico internacional. É também o resultado de recomposições  ideológicas do Partido Socialista desde o fim da era Mitterrand e do desinvestimento do trabalho programático pelos seus quadros responsáveis.  A ausência do corpus doutrinal original, a crescente dependência sobre os esquemas dos adversários  e o crescente entrelaçamento das elites partidárias com o campo do poder económico são todos  fatores que conduziram ao  esvaziamento da palavra ‘socialismo’ de todo e qualquer conteúdo identificável.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XIV – O que se deve reter do discurso socialista aquando da viragem para a política de rigor – Parte III

(Por Thierry Barboni — 08/07/2017)

Implicitamente, o partido é pensado sobretudo como uma organização de mobilização do eleitorado, em detrimento das outras funções atribuídas a um partido político, como nomeadamente a função doutrinal. Se as necessidades do momento fazem lei, uma tal postura sublinha igualmente o sentimento de não ser ainda plenamente reconhecido como legítimo para governar.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XIV – O que se deve reter do discurso socialista aquando da viragem para a política de rigor – Parte III

(Por Thierry Barboni — 08/07/2017)

Implicitamente, o partido é pensado sobretudo como uma organização de mobilização do eleitorado, em detrimento das outras funções atribuídas a um partido político, como nomeadamente a função doutrinal. Se as necessidades do momento fazem lei, uma tal postura sublinha igualmente o sentimento de não ser ainda plenamente reconhecido como legítimo para governar.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XIV – O que se deve reter do discurso socialista aquando da viragem para a política de rigor – Parte II

(Por Thierry Barboni — 08/07/2017)

Pode-se considerar que o PS é submetido nesta ocasião a uma verdadeira domesticação que se traduz seguidamente por uma “glaciação” do jogo político interno [22]. De um lado, porque o partido é excluído do processo de decisão quanto ao conteúdo das políticas seguidas. Por outro lado, porque a latitude que lhe é permitida é, finalmente, reduzida dado que o partido se limita a organizar o apoio ao governo. Qualquer tentativa de saída deste esquema opõe-se então às regras do jogo político que passaram a estar em vigor.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XIV – O que se deve reter do discurso socialista aquando da viragem para a política de rigor – Parte II

(Por Thierry Barboni — 08/07/2017)

Pode-se considerar que o PS é submetido nesta ocasião a uma verdadeira domesticação que se traduz seguidamente por uma “glaciação” do jogo político interno [22]. De um lado, porque o partido é excluído do processo de decisão quanto ao conteúdo das políticas seguidas. Por outro lado, porque a latitude que lhe é permitida é, finalmente, reduzida dado que o partido se limita a organizar o apoio ao governo. Qualquer tentativa de saída deste esquema opõe-se então às regras do jogo político que passaram a estar em vigor.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XIV – O que se deve reter do discurso socialista aquando da viragem para a política de rigor – Parte I

(Por Thierry Barboni — 08/07/2017)

Uma espécie de efeito de clic ter-se-á dado a partir de 1982, privando o PS de qualquer possibilidade real de discutir a política proposta. Numa primeira fase, a política de rigor apareceu como uma necessidade económica, face à qual um governo socialista responsável não podia fazer face de uma outra forma que diferente da que foi adotada, no prolongamento das medidas iniciadas em 1982.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XIV – O que se deve reter do discurso socialista aquando da viragem para a política de rigor – Parte I

(Por Thierry Barboni — 08/07/2017)

Uma espécie de efeito de clic ter-se-á dado a partir de 1982, privando o PS de qualquer possibilidade real de discutir a política proposta. Numa primeira fase, a política de rigor apareceu como uma necessidade económica, face à qual um governo socialista responsável não podia fazer face de uma outra forma que diferente da que foi adotada, no prolongamento das medidas iniciadas em 1982.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XIII – O falhanço de uma política

(Por Jacques Sapir — 08/07/2017)

Mas também é necessário que os opositores à política de Emmanuel Macron e Edouard Philippe compreendam que, além das divergências que tenham e que podem ser legítimas, eles também têm uma responsabilidade na situação atual. Porque o poder de Emmanuel Macron reside mais na fraqueza e impotência política de seus oponentes do que numa qualquer adesão por parte dos franceses.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XIII – O falhanço de uma política

(Por Jacques Sapir — 08/07/2017)

Mas também é necessário que os opositores à política de Emmanuel Macron e Edouard Philippe compreendam que, além das divergências que tenham e que podem ser legítimas, eles também têm uma responsabilidade na situação atual. Porque o poder de Emmanuel Macron reside mais na fraqueza e impotência política de seus oponentes do que numa qualquer adesão por parte dos franceses.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XII – Reforma do mercado de trabalho: as empresas serão também perdedoras

(Por David Cayla — 09/06/2017)

Se o capitalismo francês sofre de alguma coisa não é certamente de demasiado  diálogo social. Pode-se, a esse respeito, recordar que as empresas industriais alemãs devem precisamente uma parte dos seus desempenhos ao seu modelo cogestão  que dá largos poderes aos sindicatos, o que obriga os empregadores a negociar com os representante do pessoal a maior parte das suas decisões estratégicas.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XII – Reforma do mercado de trabalho: as empresas serão também perdedoras

(Por David Cayla — 09/06/2017)

Se o capitalismo francês sofre de alguma coisa não é certamente de demasiado  diálogo social. Pode-se, a esse respeito, recordar que as empresas industriais alemãs devem precisamente uma parte dos seus desempenhos ao seu modelo cogestão  que dá largos poderes aos sindicatos, o que obriga os empregadores a negociar com os representante do pessoal a maior parte das suas decisões estratégicas.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XI – Reforma do Código do Trabalho: a caminho de um “capitalismo western «

(Entrevista com David Cayla— 09/06/2017)

Emmanuel Macron prevê legislar por despacho presidencial  para reformar em profundidade o direito do trabalho francês. Este novo projeto intervém menos de um ano após a entrada em vigor das principais medidas previstas pela Lei El Khomri. Quais são as implicações desta primeira Lei Trabalho?

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. XI – Reforma do Código do Trabalho: a caminho de um “capitalismo western «

(Entrevista com David Cayla— 09/06/2017)

Emmanuel Macron prevê legislar por despacho presidencial  para reformar em profundidade o direito do trabalho francês. Este novo projeto intervém menos de um ano após a entrada em vigor das principais medidas previstas pela Lei El Khomri. Quais são as implicações desta primeira Lei Trabalho?

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. X – Código do trabalho: o que prepara verdadeiramente o governo

(Luc Peillon et Alexia Eychenne — 06/06/2017)

Desde a lei EL Khomri, uma empresa pode já desencadear despedimentos económicos desde que as suas encomendas ou o seu volume de negócios comece a descer. Única exigência, temporal: esta baixa deve ser perceptível sobre um trimestre para uma empresa de menos de 11 assalariados, até quatro trimestres consecutivos para uma empresa com mais de 300 trabalhadores. O juiz deixa de ter o poder de calibrar o motivo económico, mas este último permanece enquadrado pela lei.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. X – Código do trabalho: o que prepara verdadeiramente o governo

(Luc Peillon et Alexia Eychenne — 06/06/2017)

Desde a lei EL Khomri, uma empresa pode já desencadear despedimentos económicos desde que as suas encomendas ou o seu volume de negócios comece a descer. Única exigência, temporal: esta baixa deve ser perceptível sobre um trimestre para uma empresa de menos de 11 assalariados, até quatro trimestres consecutivos para uma empresa com mais de 300 trabalhadores. O juiz deixa de ter o poder de calibrar o motivo económico, mas este último permanece enquadrado pela lei.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. IX – E agora, a destruição do código do trabalho assalariado

(Régis de Castelnau, in Revista Causeur, 20/06/2017)

A França acaba de viver uma sequência política bastante extraordinária. Uma presidencial à seis voltas, a eleição, com a ajuda de métodos que nos confundem, de um desconhecido fabricado e lançado como um sabonete, a destruição dos dois grandes partidos que estruturavam a vida política desde há quarenta anos e para terminar um Parlamento improvável fruto de uma abstenção eleitoral maciça. 80% dos Franceses em idade de votar estão na expectativa…

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. IX – E agora, a destruição do código do trabalho assalariado

(Régis de Castelnau, in Revista Causeur, 20/06/2017)

A França acaba de viver uma sequência política bastante extraordinária. Uma presidencial à seis voltas, a eleição, com a ajuda de métodos que nos confundem, de um desconhecido fabricado e lançado como um sabonete, a destruição dos dois grandes partidos que estruturavam a vida política desde há quarenta anos e para terminar um Parlamento improvável fruto de uma abstenção eleitoral maciça. 80% dos Franceses em idade de votar estão na expectativa…

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. VIII – Presidente “jupiteriano” : como é que Macron pensa reinar no Olimpo

(Entrevista a John Scheid, in Franceculture, 19/06/2017)

Emmanuel Macron sonha ser Presidente “jupiteriano”. Agora que as eleições legislativas lhe deram uma confortável maioria, entrevistámos John Scheid, especialista dos tempos antigos para percebermos o que é que Macron entende encarnar desta maneira: Deus todo-poderoso que tudo pode arrasar com explosões ou Deus de palavra eficaz e justa?

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. VIII – Presidente “jupiteriano” : como é que Macron pensa reinar no Olimpo

(Entrevista a John Scheid, in Franceculture, 19/06/2017)

Emmanuel Macron sonha ser Presidente “jupiteriano”. Agora que as eleições legislativas lhe deram uma confortável maioria, entrevistámos John Scheid, especialista dos tempos antigos para percebermos o que é que Macron entende encarnar desta maneira: Deus todo-poderoso que tudo pode arrasar com explosões ou Deus de palavra eficaz e justa?

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. VII – Jesus, Júpiter, Luis XIV… e Emmanuel Macron

(Alice Develey, in Figaro, 16/06/2017)

Homem de todos os poderes, homem que nos traz a chuva e o bom tempo (mas sobretudo o bom tempo) desde a sua eleição à presidência da República, Macron  não hesita em resistir a uma outra cabeça, loura, a  Donald Trump; ligeiro, cúmplice, com o Primeiro ministro canadiano Justin Trudeau e ousa passear-se com Vladimir Putin nos jardins dos reis em Versailles. Emmanuel Macron é já tão grande quanto o seu nome. “Um macro” no país “dos micros”.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. VII – Jesus, Júpiter, Luis XIV… e Emmanuel Macron

(Alice Develey, in Figaro, 16/06/2017)

Homem de todos os poderes, homem que nos traz a chuva e o bom tempo (mas sobretudo o bom tempo) desde a sua eleição à presidência da República, Macron  não hesita em resistir a uma outra cabeça, loura, a  Donald Trump; ligeiro, cúmplice, com o Primeiro ministro canadiano Justin Trudeau e ousa passear-se com Vladimir Putin nos jardins dos reis em Versailles. Emmanuel Macron é já tão grande quanto o seu nome. “Um macro” no país “dos micros”.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. VI – O Deus da Economia Hermès Le Maire um filho favorito de Júpiter

(Benoît Rayski, in Revista Causeur, 17 de Julho de 2017)

O Ministro da Economia e Finanças, Bruno Le Maire, teceu em Nova York alguns comentários que foram injustamente ridicularizados. Diante de uma plateia de banqueiros, economistas e investidores, ele disse: “Macron é Júpiter, e eu sou Hermes, o seu mensageiro.” Os ímpios ficaram tão surpreendidos pelo facto de que um antigo aluno da Normale, em letras, tenha confundido a mitologia grega e romana.

Autópsia de uma morte já anunciada, a do PSF. VI – O Deus da Economia Hermès Le Maire um filho favorito de Júpiter

(Benoît Rayski, in Revista Causeur, 17 de Julho de 2017)

O Ministro da Economia e Finanças, Bruno Le Maire, teceu em Nova York alguns comentários que foram injustamente ridicularizados. Diante de uma plateia de banqueiros, economistas e investidores, ele disse: “Macron é Júpiter, e eu sou Hermes, o seu mensageiro.” Os ímpios ficaram tão surpreendidos pelo facto de que um antigo aluno da Normale, em letras, tenha confundido a mitologia grega e romana.