Author Archives: estatuadesal

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 7 – Alguns resultados dos inquéritos europeus sobre a relação face ao trabalho – Parte IV

(Dominique Méda, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

Em conclusão, só se pode ficar espantado e incomodado pela imensa distância entre a crença em voga segundo o qual os franceses e, mais particularmente, os jovens, estariam desinteressados do trabalho e o resultado dos inquéritos europeus que são todos eles convergentes com os resultados obtidos em França. Notemos que esta relação para com o trabalho permanece, apesar de uma deterioração clara nas condições de trabalho, condições  estas que não foram aqui mencionadas mas que no inquérito francês e no inquérito europeu sobre as condições de trabalho foram fortemente sublinhadas.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 7 – Alguns resultados dos inquéritos europeus sobre a relação face ao trabalho – Parte IV

(Dominique Méda, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

Em conclusão, só se pode ficar espantado e incomodado pela imensa distância entre a crença em voga segundo o qual os franceses e, mais particularmente, os jovens, estariam desinteressados do trabalho e o resultado dos inquéritos europeus que são todos eles convergentes com os resultados obtidos em França. Notemos que esta relação para com o trabalho permanece, apesar de uma deterioração clara nas condições de trabalho, condições  estas que não foram aqui mencionadas mas que no inquérito francês e no inquérito europeu sobre as condições de trabalho foram fortemente sublinhadas.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 7 – Alguns resultados dos inquéritos europeus sobre a relação face ao trabalho – Parte III

(Dominique Méda, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

As expectativas dos jovens são, portanto, da mesma natureza que as dos mais velhos, mas expressas de forma mais intensa e com uma ênfase particular no interesse relacional, no interesse no trabalho e no sentido do trabalho. Não há no nosso trabalho nenhumas provas de desinvestimento por parte dos jovens, nem desvalorização do trabalho, nem tendência ao individualismo ou ao materialismo.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 7 – Alguns resultados dos inquéritos europeus sobre a relação face ao trabalho – Parte III

(Dominique Méda, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

As expectativas dos jovens são, portanto, da mesma natureza que as dos mais velhos, mas expressas de forma mais intensa e com uma ênfase particular no interesse relacional, no interesse no trabalho e no sentido do trabalho. Não há no nosso trabalho nenhumas provas de desinvestimento por parte dos jovens, nem desvalorização do trabalho, nem tendência ao individualismo ou ao materialismo.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 7 – Alguns resultados dos inquéritos europeus sobre a relação face ao trabalho – Parte II

(Dominique Méda, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

O que os trabalhadores, portanto, parecem estar claramente a privilegiar, mais do que pertencer a um coletivo distante (“sociedade”), é, pelo contrário, esta pequena rede de pessoas com quem os hábitos se têm desenvolvido e que constituem um dos elementos centrais do “local do trabalho” e um elemento determinante do ambiente de trabalho.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 7 – Alguns resultados dos inquéritos europeus sobre a relação face ao trabalho – Parte II

(Dominique Méda, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

O que os trabalhadores, portanto, parecem estar claramente a privilegiar, mais do que pertencer a um coletivo distante (“sociedade”), é, pelo contrário, esta pequena rede de pessoas com quem os hábitos se têm desenvolvido e que constituem um dos elementos centrais do “local do trabalho” e um elemento determinante do ambiente de trabalho.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 7 – Alguns resultados dos inquéritos europeus sobre a relação face ao trabalho – Parte I

(Dominique Méda, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

Os franceses têm uma visão massiva do trabalho como muito importante, e eles são mais numerosos do que muitos outros nacionais dos países europeus a fazê-lo, como se mostra no quadro 1.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 7 – Alguns resultados dos inquéritos europeus sobre a relação face ao trabalho – Parte I

(Dominique Méda, Setembro, 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

Os franceses têm uma visão massiva do trabalho como muito importante, e eles são mais numerosos do que muitos outros nacionais dos países europeus a fazê-lo, como se mostra no quadro 1.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte X

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

Se nos situamos na perspetiva adotada deste artigo, que visava a que se ganhasse consciência das expectativas atuais relativamente ao trabalho e a compreender que orientações seriam as mais capazes de as de satisfazer, a resposta parece clara. O desmantelamento do direito do trabalho é acompanhada por más condições de trabalho que parecem contradizer as expectativas de desenvolvimento e autorrealização pessoal no trabalho.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte X

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

Se nos situamos na perspetiva adotada deste artigo, que visava a que se ganhasse consciência das expectativas atuais relativamente ao trabalho e a compreender que orientações seriam as mais capazes de as de satisfazer, a resposta parece clara. O desmantelamento do direito do trabalho é acompanhada por más condições de trabalho que parecem contradizer as expectativas de desenvolvimento e autorrealização pessoal no trabalho.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte IX

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

E se a verdadeira questão não fosse mais a distribuição de ganhos derivados de produtividade, mas a própria oportunidade de ter estes citados ganhos? E se o verdadeiro progresso já não passasse hoje pelos mais elevados ganhos de produtividade, mas por alcançar ganhos de qualidade e sustentáveis? Se uma análise retrospetiva dos ganhos de produtividade alcançados durante os anos Trinta Gloriosos pôs em evidência uma sobre-exploração do ambiente e dos trabalhadores de que agora teríamos de reparar os danos? Se esses ganhos de produtividade se explicavam em grande parte pela dilapidação de fontes de energia e de recursos não-renováveis (Pessis, Topçu e Bonneuil, 2013)? Teríamos então de dedicar todos os nossos esforços para ao desenvolvimento de organizações produtivas cujo objetivo já não seria, como antes, a eficiência medida pela noção clássica de produtividade, esta mesma que Adam Smith tinha elogiado na sua apresentação da fábrica de produção de alfinetes mas sim a qualidade e a durabilidade medida por outros indicadores.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte IX

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

E se a verdadeira questão não fosse mais a distribuição de ganhos derivados de produtividade, mas a própria oportunidade de ter estes citados ganhos? E se o verdadeiro progresso já não passasse hoje pelos mais elevados ganhos de produtividade, mas por alcançar ganhos de qualidade e sustentáveis? Se uma análise retrospetiva dos ganhos de produtividade alcançados durante os anos Trinta Gloriosos pôs em evidência uma sobre-exploração do ambiente e dos trabalhadores de que agora teríamos de reparar os danos? Se esses ganhos de produtividade se explicavam em grande parte pela dilapidação de fontes de energia e de recursos não-renováveis (Pessis, Topçu e Bonneuil, 2013)? Teríamos então de dedicar todos os nossos esforços para ao desenvolvimento de organizações produtivas cujo objetivo já não seria, como antes, a eficiência medida pela noção clássica de produtividade, esta mesma que Adam Smith tinha elogiado na sua apresentação da fábrica de produção de alfinetes mas sim a qualidade e a durabilidade medida por outros indicadores.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte VIII

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

A tecnologia desempenha um papel decisivo nos trabalhos que visam modelar a evolução futura das nossas sociedades: os críticos dos efeitos destrutivos do crescimento no património natural são, de facto, relativizados por muitos economistas que, na continuação do Solow (1986), consideram que o progresso tecnológico reduzirá a intensidade energética (o volume de emissões de CO2 por unidade do PIB) e alcançará o crescimento “verde” ou “limpo”, de modo a tornar a revolução tecnológica perfeitamente convergente com o imperativo ecológico.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte VIII

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

A tecnologia desempenha um papel decisivo nos trabalhos que visam modelar a evolução futura das nossas sociedades: os críticos dos efeitos destrutivos do crescimento no património natural são, de facto, relativizados por muitos economistas que, na continuação do Solow (1986), consideram que o progresso tecnológico reduzirá a intensidade energética (o volume de emissões de CO2 por unidade do PIB) e alcançará o crescimento “verde” ou “limpo”, de modo a tornar a revolução tecnológica perfeitamente convergente com o imperativo ecológico.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte VII

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

Nos últimos trinta anos, difundiu-se na Europa, em diferentes ritmos, e às vezes com idas e voltas, dependendo, em particular, da cor política dos governos no poder, as políticas baseadas em custos de trabalho mais baixos e um Benchmarking poderoso (pensamos no indicador de rigor da proteção do emprego desenvolvido pela OCDE, ou o indicador Doing Business) tomando como alvo as regras em torno da contratação e a quebra do contrato de trabalho e considerando-as como obstáculos à mobilidade necessária do “fator trabalho”

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte VII

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

Nos últimos trinta anos, difundiu-se na Europa, em diferentes ritmos, e às vezes com idas e voltas, dependendo, em particular, da cor política dos governos no poder, as políticas baseadas em custos de trabalho mais baixos e um Benchmarking poderoso (pensamos no indicador de rigor da proteção do emprego desenvolvido pela OCDE, ou o indicador Doing Business) tomando como alvo as regras em torno da contratação e a quebra do contrato de trabalho e considerando-as como obstáculos à mobilidade necessária do “fator trabalho”

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte VI

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)
.
Além disso, as razões pelas quais o desenvolvimento do emprego no sector digital deve ser necessariamente acompanhado de novas formas de trabalho que estão para além do mercado de trabalho, ou para as quais este não seria adequado para a economia digital não estão claras. Na verdade, o salário-ganho é caracterizado pela existência, por um lado, de uma relação de subordinação, logo de um poder de direção do trabalho que vai a par com uma ação de coordenação, e, por outro lado, de regras que garantem aos assalariados um certo número de direitos, cujo primeiro título é a proteção da sua saúde.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte VI

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)
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Além disso, as razões pelas quais o desenvolvimento do emprego no sector digital deve ser necessariamente acompanhado de novas formas de trabalho que estão para além do mercado de trabalho, ou para as quais este não seria adequado para a economia digital não estão claras. Na verdade, o salário-ganho é caracterizado pela existência, por um lado, de uma relação de subordinação, logo de um poder de direção do trabalho que vai a par com uma ação de coordenação, e, por outro lado, de regras que garantem aos assalariados um certo número de direitos, cujo primeiro título é a proteção da sua saúde.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte V

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)
.
.A desintermediação organizada pelas plataformas digitais não só conduz à concorrência de um grande número de profissões regulamentadas ou organizadas, mas também, e acima de tudo, para mobilizar o trabalho de outros em formas que muitas vezes não caem na categoria nem de trabalho assalariado nem de trabalho independente clássico ou pelo menos sob formas que não parece terem frequentemente nada a ver nem com o trabalho assalariado nem com o trabalho independente.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte V

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)
.
.A desintermediação organizada pelas plataformas digitais não só conduz à concorrência de um grande número de profissões regulamentadas ou organizadas, mas também, e acima de tudo, para mobilizar o trabalho de outros em formas que muitas vezes não caem na categoria nem de trabalho assalariado nem de trabalho independente clássico ou pelo menos sob formas que não parece terem frequentemente nada a ver nem com o trabalho assalariado nem com o trabalho independente.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte IV

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)
.
O cenário da revolução tecnológica parece pois particularmente bem  acomodar-se com um desmantelamento das proteções do trabalho e emprego ainda em vigor na Europa. Os seus efeitos sobre o emprego e o trabalho exigem pois ser precisamente avaliados.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte IV

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)
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O cenário da revolução tecnológica parece pois particularmente bem  acomodar-se com um desmantelamento das proteções do trabalho e emprego ainda em vigor na Europa. Os seus efeitos sobre o emprego e o trabalho exigem pois ser precisamente avaliados.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte III

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

No entanto, as questões de “qualidade do emprego” são agora brutalmente desafiadas por alguns estudos prospetivos que anunciam nada mais, nada menos do que o desaparecimento de um número muito grande de postos de trabalho e do fim da força de trabalho, devido à revolução tecnológica em curso.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte III

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

No entanto, as questões de “qualidade do emprego” são agora brutalmente desafiadas por alguns estudos prospetivos que anunciam nada mais, nada menos do que o desaparecimento de um número muito grande de postos de trabalho e do fim da força de trabalho, devido à revolução tecnológica em curso.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte II

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

No final do século XIX, em vez de suprimir a relação salarial em vias de formação, o discurso e a prática social-democrática, pelo contrário, fazem dos salários o canal através do qual a riqueza se espalhará e através do qual uma ordem social mais justa (fundada sobre o trabalho e as capacidade) e verdadeiramente coletiva (os “produtores associados”) irá gradualmente enraizar-se.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte II

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

No final do século XIX, em vez de suprimir a relação salarial em vias de formação, o discurso e a prática social-democrática, pelo contrário, fazem dos salários o canal através do qual a riqueza se espalhará e através do qual uma ordem social mais justa (fundada sobre o trabalho e as capacidade) e verdadeiramente coletiva (os “produtores associados”) irá gradualmente enraizar-se.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte I

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

No início do século XIX, muitos textos ecoavam a mesma transformação: o trabalho já não era considerado apenas como dificuldade, esforço, sacrifício, como uma despesa, como uma “desutilidade”, mas também como uma “liberdade criativa”, através da qual o homem pode transformar o mundo, torná-lo gerivel, habitável, imprimindo nele a sua marca.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 6 – O futuro do trabalho: sentido e valor do trabalho na Europa – Parte I

(Dominique Méda, publicação da OIT, 2016, Tradução Júlio Marques Mota)

No início do século XIX, muitos textos ecoavam a mesma transformação: o trabalho já não era considerado apenas como dificuldade, esforço, sacrifício, como uma despesa, como uma “desutilidade”, mas também como uma “liberdade criativa”, através da qual o homem pode transformar o mundo, torná-lo gerivel, habitável, imprimindo nele a sua marca.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 5 – A gestão de pessoal não se interessa pelo trabalho – Parte II

(Isabelle Bourboulon, Setembro de 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

Não ter em conta esta questão central do trabalho num contexto de descontentamento social devido a dificuldades económicas, à precariedade e ao desemprego, podemos voltar a ver a ocorrência de fenómenos de violência como outrora em que se verificaram casos de sequestro de patrões ou ameaças para explodir o local de produção e os  meios de produção. A crise do trabalho poderá então  assumir formas muito mais radicais do que as dos  “riscos psicossociais”.

Sobre o mercado de trabalho atual: do século XXI ao século XIX, um retorno a Marx. 5 – A gestão de pessoal não se interessa pelo trabalho – Parte II

(Isabelle Bourboulon, Setembro de 2017, Tradução Júlio Marques Mota)

Não ter em conta esta questão central do trabalho num contexto de descontentamento social devido a dificuldades económicas, à precariedade e ao desemprego, podemos voltar a ver a ocorrência de fenómenos de violência como outrora em que se verificaram casos de sequestro de patrões ou ameaças para explodir o local de produção e os  meios de produção. A crise do trabalho poderá então  assumir formas muito mais radicais do que as dos  “riscos psicossociais”.