A CGTP-IN promove hoje em Lisboa, Porto e Leiria (e amanhã em Coimbra) marchas de protesto contra “a política de austeridade imposta pela ‘troika’ e pelo Governo”. Faz todo o sentido. Mas, perguntamos nós, será eficaz?
Um poeta timorense, nos anos de luta conta a desumana, a criminosa ocupação de Timor-Leste pela Indonésia, pediu um minuto de silêncio pelas vítimas do exército ocupante e dos traidores timorenses bandeados com os militares. Fernando Sylvan logo protestou num poema: Pedem-me um minuto de silencio pelos mortos mauberes Respondo que nem por um minuto me calarei.
Os gestos simbólicos têm o valor que têm ou seja, em certas circunstâncias, nenhum. Minutos de silêncio para os assassinos de Suharto, eram música celestial. Marchas de protesto para esta gente miserável que aqui tomou o poder, pouco mais será do que folclore.
Concorda-se que este governo tem de cair. Foi o que se disse quando se derrubou o executivo de José Sócrates. Também com razão; mas veio, oriundo das profundas de um inferno onde se fabricam intermináveis paletes de políticos de pacotilha, um Passos Coelho e uma trupe de saltimbancos, gente que substituiu um Sócrates que «tinha de cair». Pergunta-se – quando Passos Coelho for derrubado será substituído por alguém capaz?
Desejamos o maior sucesso às marchas de protesto. O que dissemos não significa que não concordemos que esta gente tem de ser erradicada. Apenas perguntamos – que tal direccionar a luta contra um conceito de democracia que perpetua a injustiça e que, permitindo a manutenção da oligarquia mafiosa do chamado bloco central, se situa nos antípodas da democracia, configurando uma situação de ditadura?


Creio que este governo est de pedra e cal -ou h uma imploso ou ento [image: Imagem intercalada 1]Maria
Se não forem as Forças Armadas ninguém conseguirá por com dono a choldra neofascista que oprime a População portuguesa. Os partidos políticos chamado a si mesmos de oposicionistas, como está a ver-se, nada mais conseguem fazer que não seja legitimar uma maioria parlamentar que, eles mesmos, falsos oposicionistas, em simultâneo, acusam constantemente de entregar o País às ordens vindas do exterior, dito doutro modo, do IVReich/UE e de, às ordens desta vontade política alienígena levarem à miséria a grande maioria dos portugueses que vivem, apenas, do rendimento do seu trabalho.
A população a quem pode pedir a sua protecção? Se aos partidos políticos já está visto que é inútil que pensar das organizações sindicais? Quem destruiu as movimentações populares que, entre nós, 2012 viu nascer? Quem passou a ter o seu domínio e a empurrá-las para os sítios donde nada de bom pode vir. Manifestações para Belém ou para São Bento são completamente inúteis. Voltar aos tempos em que era pedido ao Américo Tomás para que demitisse Salazar só por incompetência política, senão mesmo, por puro oportunismo.
A hierarquia das Forças Armadas vai aceitar, mais outra vez, ser transformada numa serva submissa das ordens políticas partidárias que, salta á vista, estão a matar o que resta da Democracia? Será que aceitam ser serventuárias das estratégias paridas pela vontade expansionista do IVReich/União Europeia?
Tal como nos passados anos trinta mas, até agora, sem precisar de disparar uma arma, os germânicos tem conseguido invadir quase toda a Europa. Tal como nessa época têm ao seu serviço um lote poderoso de colaboracionistas que, neste nosso País, enquanto proclamam a sua denodada oposição política às políticas dos governantes, com a sua presença inaceitável em São Bento, só têm conseguido legitimá-los e, também, dar um aparente crédito à sua falsa maioria instalada nesse convento que, para tudo facilitar-lhes, tem em Belém uma ramificação