Por sugestão de Rui Oliveira, que a Comissão Coodenadora de A Viagem dos Argonautas aprovou e subscreve, apresentamos a proposta para que se debata e analise de forma crítica os objectivos e as conseqências de um acto eleitoral de que grande parte dos cidadãos eleitores se tem mantido alheada. Evitar um desinteresse baseado no desconhecimento ou a delegação, pura e simples, do poder decisório nas mãos dos executivos partidários, parece-nos um objectivo digno de ser, pelo menos, tentado. Outros temas serão discutidos futuramente – não para que atinjamos consensos em alguns casos impossíveis; mas para que, concordando ou não, saibamos o que cada um pensa e sobretudo para que todos possamos exprimir de forma clara os nosso conceitos e os caminhos que pretendemos para a Democracia.
Caros Argonautas e Amigos,
Aproximam-se as eleições europeias num momento político em que provavelmente a maioria dos nossos visitantes deve considerar que estaríamos hoje melhor se não tivéssemos entrado precipitadamente e sem cautelas no regime da moeda única da União Europeia. Certamente que mesmo alguns (talvez muitos) de entre nós admita que seria vantajoso se saíssemos (ou pudéssemos sair) deste enquadramento restritivo a breve prazo.
Neste quadro, para que vão servir as próximas eleições de Maio de 2014 ?
É evidente que os propósitos das diversas forças partidárias são muito pouco claros nos seus objectivos e na forma de os alcançar com benefício para a população portuguesa. E aquelas novas iniciativas que neste momento se lançam na disputa eleitoral parecem igualmente confusas na clarificação de porque se candidatam e das linhas políticas que defendem para melhorar a complexa configuração europeia actual com os inerentes reflexos negativos em Portugal.
Reconheça-se que desde sempre a população portuguesa e a quase totalidade da sua classe política esteve alheada dos meandros da “corte” de Bruxelas, ocupados uns a recolher acriticamente as benesses que dali vinham e a cumprir cegamente directivas que não entendiam, outros a fazer uma crítica superficial ao modelo polìtico-económico adoptado. Porventura se, como membro de pleno direito, Portugal tivesse tomado inteira consciência do imbróglio criado, a nossa posição como país fosse hoje muito diferente.
Quantas vezes, se alguma, a Assembleia da República discutiu a política europeia e a sua relação orgânica com o Parlamento Europeu ? Fomos (em qualquer governo) pró-federalistas ou pró-soberanistas ? Defensores genuínos dos tratados de Maastricht e de Lisboa ou meros espectadores passivos que apenas aplaudiam ? Quando foram alguma vez referendadas pelos eleitores nacionais as opções políticas tomadas em Bruxelas ou Estrasburgo ?
Em suma, não é legítimo nem admissível apelar-se ao voto cidadão em eleições quando se desconhece em pormenor a linha política que irão protagonizar os deputados europeus portugueses.
A nossa proposta, para que se não avolume a crítica de que os eleitos irão beneficiar dum “passaporte dourado” a troco duma quase total ineficácia política ou, pior ainda, de que serão privilegiados com umas “férias europeias” como compensação de agruras partidárias ocorridas na sua terra natal, é importante que cada força esclareça devidamente a sua intenção respondendo, entre outras, às seguintes questões :
Lugar para 2 a 4 perguntas com uma eventual 5ª para cada partido

… Eu penso, logo não voto! ahahahahahahaha