Em domingos silenciosos e íntimos acontecem por vezes inclinações mais ou menos poéticas ou sossegadamente nostálgicas.
Temas como este têm tendência a uma invocação, também ela poética, nostálgica e sossegada, pela manhã acima, com o Charles Trenet também ele provavelmente enchanté – de lá, de onde quer que esteja – com esta belíssima interpretação do êxito intemporal que ela representa na nossa memória, já herdada dos nossos pais e avós.
Que dizer mais? Melhor ouvi-los – há sempre neste escriba uma esperança ingénua e leve de que através de temas populares e ultraconhecidos, as pessoas – os infiéis ou ateus musicais deste tipo de música – lá cheguem…
Ou pelo menos reparem no encantamento das notas do violino, nos sons do sax tenor, na admiração mútua de um pelo outro, em todo este decorrer.
E (já agora…) como ela pega nas últimas notas de um solo do sax (aos 3:23 minutos) e lhes dá continuidade. Ou como ela mete o “C’est-si bon” (aos 4:18 minutos) no meio do seu próprio improviso. Coisa comum, nos músicos desta música incompreensível, que pensam e agem à velocidade da luz.
Carlos

Obrigado a Joan Chamorro e ao youtube
ELENCO:
Èlia Bastida violino https://eliabastida.com/
Scott Hamilton saxofone tenor
Joan Chamorro contrabaixo
Joan Monné piano
Josep Traver guitarra
Arnau Julià bateria

