A ESCOLA DA NOITE – TEATRO EM DOSE DUPLA ESTA SEMANA NO TEATRO DA CERCA DE SÃO BERNARDO

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N.º 38 | 24/09/2024

 

Cara/o amiga/o,
Esta semana, temos teatro em dose dupla no TCSB. Esta quinta-feira, dia 26, às 21h30, o Teatro Art’Imagem apresenta “Maclet de Shakespeare – Peça Coral”. Sábado de manhã, às 11h00, “A.norm@l”, um espectáculo da companhia Teatro Extremo para toda a família.
Faça-nos companhia!

Cinzas, de Harold Pinter, com encenação de Rogério de Carvalho -primeiras leituras (Março de 2018)

 

Rogério de Carvalho (1936-2024)

N’A Escola da Noite gostamos de aprender. A palavra mestre é para nós um elogio, dos maiores que podemos dirigir a alguém. Temos tido o privilégio de receber ensinamentos de alguns, cada um dos quais deixando as suas próprias marcas e contribuindo para passos concretos do nosso percurso.
Ao Rogério de Carvalho, que morreu no passado domingo, devemos o nosso primeiro Gil Vicente, encenado no TEUC, em 1988, e remontado nos primeiros anos da companhia, com alguns actores que integravam o elenco original. Esse Auto da Índia é o começo de uma matriz que ainda hoje nos identifica, de que ainda hoje nos orgulhamos.
Ao Rogério devemos o nosso primeiro (e único) Marivaux, estreado no Teatro Avenida em 1992, escassos meses após o nascimento d’A Escola da Noite, que acompanhou de perto.
Ao Rogério devemos o nosso primeiro Tchékhov – o Cerejal que aceitou dirigir em 2004, atento como sempre, tanto às promessas de vida nova que antecipam as grandes transformações sociais, quanto às características das actrizes e dos actores com que iria trabalhar.
Ao Rogério devemos o nosso primeiro (e único) Harold Pinter – umas Cinzas… (com reticências) espalhadas em 2018, lembrando a guerra que estava para chegar.
Ao Rogério devemos a sabedoria com que nos conduziu entre autores clássicos e contemporâneos, os actores que nos formou, os conselhos e os incentivos que nos deu, a solidariedade que nunca regateou, o entusiasmo com que nos contagiava.
Ao Rogério devemos todos os outros seus espectáculos que nos permitiu ver, com tantos companheiros de estrada – As Boas Raparigas, Companhia de Teatro de Almada, Teatro Griot, entre muitos, muitos outros elementos de uma informal, mas militante e fiel “comunidade Rogério de Carvalho”.
Ao Rogério devemos a melhor homenagem – a de procurarmos continuar a ser exigentes, rigorosos, profundos, meticulosos, em tudo o que nos propomos fazer, levando a sério o ofício que adoptámos, levando-nos a sério nesta profissão de dizer coisas a um público que se respeita. Tudo isto sem perder a afabilidade, a amabilidade e o interesse pelo outro que caracterizavam o Rogério de Carvalho e que faziam dele o tão especial homem de teatro que era.
O desafio é grande, mas o Rogério não merece menos.

@ Nuno Ribeiro

Maclet – uma colagem de fragmentos de Macbeth e Hamlet

Esta quinta-feira, dia 26, às 21h30, o Teatro Art’Imagem apresenta “Maclet de Shakespeare – Peça Coral”.
A dramaturgia do espectáculo parte das famosas personagens criadas por Shakespeare – “Macbeth: louco assassino embriagado pelo poder; Hamlet: homem justo e capaz de ação mas incapaz de agir sem evidência ou prova”. O encenador José Abreu Fonseca justifica a opção por um teatro capaz de congregar todas as artes, mas que tem na sua essência a interpretação: “às múltiplas exuberâncias e efeitos preferimos a ousadia da significação através do desempenho – e questionar o mundo e a vida e a morte com os instrumentos naturais da atuação”.
Estreado em Maio de 2019, o espectáculo é uma produção do Teatro Art’Imagem com a colaboração do Teatro do Morcego Laboratório Oficina. Chega agora a Coimbra, a 26 de Setembro, pelas 21h30. Por ser quinta-feira, os bilhetes têm o preço único de 5 euros e podem ser reservados antecipadamente pelos contactos do TCSB ou adquiridos pela ticketline e locais habituais.

© José Frade

Como se fala da morte com os mais novos?

No âmbito dos Sábados para a Infância, o Teatro Extremo, de Almada, apresenta no próximo sábado de manhã, às 11h00, “A.norm@l”, um espectáculo de teatro para toda a família.
O espectáculo teve como inspiração inicial a obra da artista visual e plástica Maria de Lourdes Castro, falecida em 2022. Numa entrevista recente, a encenadora Juliana Pinho explica: “esta artista fez um trabalho incrível sobre sombras. Num documentário que nos inspirou, fazendo referências a esses trabalhos, ela diz que nós somos como as raízes, há coisas que só crescem na escuridão”. A partir deste estímulo, a companhia envolveu a comunidade escolar da EB1/JI Feliciano Oleiro, de Almada, no processo criativo do espectáculo – “Quando começámos com os alunos pensava que daqui nasceria uma peça que fosse tratar o tema da violência, muitas vezes pela dificuldade em aceitarmos as diferenças uns dos outros. No entanto, fomos apanhados de surpresa e um tema que os alunos referiram com alguma curiosidade foi a questão da morte”, revelou a encenadora ao jornal digital Semmais, em Janeiro deste ano.
A viagem ao fundo da montanha assume-se assim com uma metáfora: “ir ao fundo da terra é ir ao fundo de si para perceber porque é que dói, para ganhar consciência da dor, da sensação”.
Os bilhetes têm o preço único de 5 euros e podem ser reservados pelos contactos do teatro ou adquiridos pela ticketline e locais habituais.

 

TEATRO
A.norm@l
TEATRO EXTREMO

28 de Setembro de 2024
sábado, 11h00
> M/3 > 60 min > 5€

[SÁBADOS PARA A INFÂNCIA NO TCSB]

 

informações e reservas:
239 718 238 / 966 302 488 / bilheteira@aescoladanoite.pt
Bilheteira online

 

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5 ou 10+1 entradas, válidas durante 12 meses após a compra

30 / 50 €

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