por Rui Oliveira
Dada a inexistência de eventos culturais novos na segunda 17 de Setembro, aproveitamos para relembrar aqueles que ocorrem hoje sábado, nomeadamente na Gulbenkian e na Culturgest e que já anunciámos na passada quinta-feira. Lembramos ainda a exibição, entre outros filmes, de Suspiria de Dario Argento no São Jorge às 21h45 enquadrado na homenagem que lhe presta o Motelx, festival de cinema de terror de Lisboa.
No Sábado 15 de Setembro celebram-se os 50 anos da Orquestra Gulbenkian e a Fundação Calouste Gulbenkian comemora-o no programa Portas Abertas em que haverá diversos concertos para todos com entrada livre no Grande Auditório, evocando o passado da Orquestra e projectando o seu futuro.
Às 15 horas, sob a direcção da maestrina Joana Carneiro, a Orquestra Gulbenkian tocará a obra Pedro e o Lobo, op.67 de Sergei Prokofiev, sendo narradora Catarina Furtado, bem como a Sinfonia dos Brinquedos, Hob.11:47 de Joseph Haydn.
Das 16 às 19 horas, é a vez de diversos Solistas da Orquestra Gulbenkian interpretarem peças de compositores distintos.
Assim às 16h, intitulado “De Beethoven a Parker”, ouvir-se-á o Octeto para Instrumentos de Sopro, op.103 de L. Beethoven, a Serenata para Sopros, op.7 de Richard Strauss e Mississipi Five, para sopros de Jim Parker.
Às 17h, ”De Bach aos Beatles” tra-nos-á Commemorative Fanfare de John Cheetham, o Capriccio sopra la Bataglia para metais de Girolamo Frescobaldi e a Scynthian Suite, op.20 nº2 de Sergei Prokofiev.
Às 18h, com a presença de Coral Tinoco harpa, ter-se-á de Claude Debussy o Quarteto para Cordas em sol menor e Dança Sagrada e Dança Profana, a primeira obra tocada pela Orquestra Gulbenkian em 1962.
Às 20 horas, a Orquestra dirigida pelo maestro Pedro Neves e acompanhada ao piano por Mário Laginha executará um programa que inclui Round Time de Luis Tinoco, Rapsody in Blue de George Gershwin e Sinfonia nº 5, op.67 de Ludwig van Beethoven.
Entretanto na Culturgest, às 21h30 no seu Pequeno Auditório, inicia-se o Ciclo “Isto é Jazz ?” com a presença em palco da dinamarquesa Lotte Anker saxofones, do britânico Fred Frith guitarrae da japonesa Ikue Mori electrónica, sendo a primeira considerada “um dos mais interessantes sopradores da actualidade, independentemente do sexo”.
“Entre o avant-jazz e a música livremente improvisada, a personalidade musical de Lotte Anker caracteriza-se por procurar novas soluções e novos desenvolvimentos numa linguagem que, para tal, não necessita de romper com os seus legados históricos …”, diz Pedro Costa, comissário do ciclo.
Eis como soou este trio, acompanhado por Anna Klett clarinete, Garth Knox violino, Jesper Egelund contrabaixo, Cris Cutler percussão e Phil Minton voz como What River Ensemble, na Copenhagen Jazz House em Julho de 2011 :

