EDITORIAL – A AUSTERIDADE TEM CUSTOS NO CRESCIMENTO E NO EMPREGO

“É uma verdade de La Palisse que austeridade tem custos no crescimento e emprego” Imagem2

Esta é uma frase de um discurso de Pedro Passos Coelho de há tempos atrás. Uma verdade de La Palisse que ainda não se revelara em toda a sua extensão – aquilo a que Coelho e o seu bando chamam «austeridade» e que mais não é do que um roubo aos mais necessitados para cobrir o buraco financeiro criado pela corrupção e pela incompetência de sucessivos governos do PSD e do PS. Mas não nos apetece falar de Coelho, de Relvas, de Gaspar, de Portas…

Olhamos as páginas dos jornais em busca de tema para o editorial de hoje – está a passar-se muita coisa importante, mas, pensando bem, preferimos começar por falar do nosso blogue que regista um aumento muito apreciável de visitas, com dias em que a casa do milhar é ultrapassada. A nossa aposta de basear as edições em material inédito, parece estar a resultar. E vamos iniciar em um de Março próximo uma Exposição virtual de pintura  e fotografia, com três pintores e dois fotógrafos, todos eles argonautas, mostrando trabalhos seus. Iniciamos duas novas rubricas – uma de António Mão de Ferro, bi-semanal (quartas e sextas) e que se chama «Escritos na areia… ou talvez não». Uma outra, de Carlos Leça da Veiga, «Anos atrás», como o título indica, regista memórias de acontecimentos vividos pelo autor. E, ao anunciar essa, secção, lembra-se a frase de António Maria Lisboa – «o futuro é tão antigo como o passado»… Noutros dias 23 de Fevereiro. Só mais duas efemérides, ambas do dia 23 de Fevereiro de 1919  –  En Itália era constituído o  partido fascista italiano por Benito Mussolini; em Portugal era fundado o jornal A Batalha.. Mas há mais.

Por exemplo – em 23 de Fevereiro de 1525, morreu Jacques II de Chabanes, mais conhecido por Jacques de La Palisse (ou de La Palice),, um nobre e militar francês, marechal de França, que morreu na batalha de Pavia. Muito popular entre os soldados, deu lugar a canções militares. Uma delas dizia “S’il n’était pas mort il ferait envie“, (Se ele não estivesse morto, faria inveja) a qual foi deformada em “s’il n’était pas mort il (ƒerait – serait) en vie“(se ele não estivesse morto faria/estaria vivo); desta frase saiu a expressão «verdade de L Palisse» que designa uma forte evidência, uma situação extremamente óbvia. Mais tarde esta frase inspirou uma canção satírica – Un quart d’heure avant sa mort, il était encore en vie.” (Um quarto de hora antes da sua morte, ele ainda estava vivo). Uma das versões portuguesas, diz “O senhor de La Palisse morreu/Morreu em frente a Pavia/Um quarto de hora antes de morrer/O senhor de la Palisse ainda vivia.

“A austeridade tem custos no crescimento e no emprego” não é uma verdadade de La Palisse – é uma frase falaciosa – Austeridade seria acabar com a corrupção, com os negócios feitos à sobra do poder político; seria meter na prisão todos os ladrões que têm passado pelos governos, conficar-lhes as fortunas feitas de forma ínvia. Roubar pensionistas, extinguir postos de trabalho… tem outros nomes. Nenhum deles bonito.

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