HOMENAGEM AO GRANDE RUY BARBOSA

Ruy Barbosa – Cronologia (IIIparte) – A plenitude

1902 – Emite um parecer crítico ao projecto do Código Civil. Em 31 de Dezembro, lança réplica às observações feitas pelo filólogo Ernesto Imagem1 Carneiro Ribeiro, que fora seu professor na Bahia. É uma polémica filológica da Língua Portuguesa com grande interesse à qual pensamos dedicar um artigo específico. 1905 -Candidata-se à Presidência, maas retira a sua candidatura, apoiando Afonso Pena. 1907 – Na qualidade de delegado do Brasil, intervém na I Conferência da Paz, realizada na Haia do Brasil, distinguindo-se pela sua brilhante defesa do princípio da igualdade dos Estados – há quem o passe a designar por “O Águia de Haia“.   – 1908 – É eleito presidente da Academia Brasileira de Letras (da qual foi fundador), cargo em que se manterá até 1919.  Neste mesmo ano, dicursa em francês, na Academia Brasileira de Letras na recepção a Anatole France. 19091910 – Inicia e desenvolve a Campanha Civilista. 1911 – Regressa ao Diário de Notícias. Escreve uma importante obra sobre deontologia jurídica –  O Dever do Advogado. Integra com o presidente de São Paulo,  Albuquerque Lins, a  lista de candidatura  da Soberania Popular, na Campanha Civilista, sendo Ruy candidato a presidente da república, e Albuquerque Lins a vice-presidente. Hermes da Fonsec obteve 403 867 votos contra os 222 822 votos alcançados por Ruy Barbosa.Durante a Guerra do Contestado (1912 -1916), Ruy Barbosa defendeu os interesses do Paraná. 1913 – Inicia sua terceira candidatura à Presidência pela Convenção Nacional. Prevendo a itória de Wenceslau Brás, publica em Dezembro o “Manifesto à Nação”, renunciando à candidatura. 1914 – Ruy obtém 47 000 votos, tendo sido derrotado por Wenceslau Brás.1917 -Participa no Centenário de Tucuman – no acto de atribuição do doutoramento honoris causa pela Faculdade de Direito e Ciências Sociais de Buenos Aires, na sua dissertação doutoral protesta contra a posição dos países neutros relativamente à Grande Guerra que lavra na Europa. A tese que intituls o Dever dos Neutros, postula o princípio de que neutralidade não significa indiferença. Assume uma clara posição de spoio à casa dos Aliados. O discurso assume uma repercussão internacional, e motiva uma profunda alteração na política externa do Brasil. Na sequência de uma intensa campanha, com comícios e manifestações o decreto de neutralidade do Brasil no conflito foi revogado em 10 de Junho de 1917.

 

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