A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Pode concordar-se ou não com uma dada posição política. Algumas vezes, mesmo discordando, somos forçados a reconhecer alguma consistência na argumentação de quem não pensa como nós. Na questão que hoje absorve as atenções de todo o País, a argumentação do executivo governamental é de uma pobreza extrema e as contradições destroem a pouca coerência que resiste. No fundo, o único argumento válido é o de natureza moral – os interesses dos alunos e de suas famílias. Argumento frágil, pois isso é o que acontece em qualquer greve na função pública ou dos serviços públicos – os interesses lesados são sempre os dos cidadãos e o dos utentes, cuja consciência cívica, na atribuição de culpas e responsabilidades pelos prejúizos sofridos, é posta à prova. No caso vertente, se os exames se realizarem no dia 20 será que o prejuízo de alunos e famílias é assim tão grande que obrigue toda uma classe profissional a calar as suas reivindicações?