O avião presidencial no qual seguia o presidente da Bolívia, Evo Morales, proveniente de uma reunião na Rússia, foi impedido de sobrevoar alguns países europeus, dos quais Portugal, e abastecer-se. A razão é que, poderia ter a seu bordo o “famoso espião”, a mando da CIA/NSA, Snowden.
Não se trata de um simples “incidente diplomático” como nos querem fazer crer os média, trata-se de algo muito mais grave:
– Agora já percebemos melhor a função deste jovem e bem-falante “espião” lançado na ribalta pelos próprios serviços secretos: sim existe controlo da informação (o que todos já sabíamos), está disposto a ser alvo das consequências (ele próprio o admite), e… todos nós que pusermos em questão essa ilegalidade (vigilância das nossas vidas) seremos punidos, o que é justo!
– Todos os que não concordarem com essa vigilância são suspeitos, porque estão a colaborar, pasme-se, com os que são perseguidos por ilegalidade por denunciar uma ilegalidade.
– Essa retórica permite então todas as ilegalidades, até proíbir um presidente de um país soberano de sobrevoar um país, apesar do direito internacional ser muito claro.
– Portugal, França, Espanha e Itália, impediram assim, de forma totalmente ilegal que o avião sobrevoasse os seus territórios.
– O avião presidencial aterrou de emergência na Áustria, tendo ficado bloqueado e impedido de voar durante 13 horas. De forma inaceitável, o embaixador espanhol em Viena, Alberto Carnero, esteve no aeroporto e pediu para aceder ao avião.
– Diz o “chamado direito internacional” que: “Um avião presidencial tem, à luz do direito internacional o mesmo estatuto que uma embaixada, é “território” desse país e inexpugnável por terceiros”.