A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.
Há dois anos atrás, com o actual governo a dar os primeiros passos na direcção do abismo em que precipitou o aparelho produtivo e a economia, ensaiavam-se as primeiras críticas e afinavam-se trocadilhos, picardias. Sócrates começava a ser esquecido. Passados dois anos e vencida a primeira metade da actual legislatura, o balanço só pode ser negativo. O eleitorado está dividido, não se sabe em que percentagens, entre os que atribuem as culpas do descalabro ao governo de Passos Coelho e os que o lançam a crédito do governo de José Sócrates. E esta dicotomia posta em escrutínio vai decidir quem formará o próximo governo. Isto se o executivo cair, como pedem partidos e estruturas sindicais. Presumivelmente, se triunfar a “solução” de antecipar as eleições, o PS de António José Seguro sairá vencedor sem maioria absoluta, pelo que terá de optar por se aliar com o PSD ou com os partidos da esquerda parlamentar. Têm a palavra as sondagens…