Daniel Castelão foi o nome escolhido para o 2º Dia das Letras Galegas (1964).
Artista, escritor e político é considerado um dos fundadores do nacionalismo galego.
Da produção de Daniel Castelão faz parte a peça de teatro ”Os velhos não devem enamorar-se”, para a qual, além do texto, Castelão cuidou também do lado visual tendo-se encarregado do desenho dos cenários, figurinos e máscaras.
Escrita na década dos anos trinta foi estreada no exílio, em 1941, em Buenos Aires, com a participação do actor galego Fernando Iglesias (“Tacholas”). Desde então é representada por muitos grupos de teatro galegos.
Da peça “Os velhos não devem enamorar-se” – ironia sobre o passar do tempo e o amor dos velhos pelas jovens -, faz parte a canção “Lela”, pensada como uma serenata estudantil à moda de Compostela na qual podemos encontrar semelhanças com os fados e baladas de Coimbra.
Lela
Están as nubes chorando
Por un amor que morreu
Están as ruas molladas
De tanto como chovéu
Lela, Lela
Lelina por quen eu morro
Quero mirarme
Nas meninas dos teus ollos
Non me deixes
E ten compasión de min
Sen ti non podo
Sen ti non podo vivir
Dame alento das tuas palabras
Dame celme do teu corazón
Dame lume das tuas miradas
Dame vida co teu dulce amor
Ouçamos Lela na adaptação do galego Carlos Núñez e voz da portuguesa Dulce Pontes.
Ouvir Dulce Pontes a cantar Castelão, com música de Carlos Núñez é sempre um momento a sempre recordar; no entanto, hoje, o meu comentário não vai para este poema nem para as interpretações destes maravilhosos músicos, que inclui a Dulce Pontes.
Sabem o quanto admiro Castelão, basta ler o que sobre ele escrevi neste nosso blogue, mas hoje a minha atenção e a minha solidariedade vai para todo o povo galego, ou talvez possa dizer para todo o povo galaico-português, que acompanho na dor pelo terrível acidente ontem acontecido, povo que admiro e amo, sentindo-me parte dele.
Nada mais consigo dizer a não ser, sobretudo aos nossos companheiros galegos neste nosso blogue: sou solidário convosco sempre, mas sobretudo agora na dor que vivem, como estou solidário com a Galiza… sempre!
Abraça-vos o
António
Ouvir Dulce Pontes a cantar Castelão, com música de Carlos Núñez é sempre um momento a sempre recordar; no entanto, hoje, o meu comentário não vai para este poema nem para as interpretações destes maravilhosos músicos, que inclui a Dulce Pontes.
Sabem o quanto admiro Castelão, basta ler o que sobre ele escrevi neste nosso blogue, mas hoje a minha atenção e a minha solidariedade vai para todo o povo galego, ou talvez possa dizer para todo o povo galaico-português, que acompanho na dor pelo terrível acidente ontem acontecido, povo que admiro e amo, sentindo-me parte dele.
Nada mais consigo dizer a não ser, sobretudo aos nossos companheiros galegos neste nosso blogue: sou solidário convosco sempre, mas sobretudo agora na dor que vivem, como estou solidário com a Galiza… sempre!
Abraça-vos o
António