No texto de apresentação da exposição patente no Palácio da Cidadela em Cascais, e de que temos vindo a falar, Alexandre Pais apresenta-nos esta parte da obra de Maria Keil.
“Fundamental no reconhecimento do azulejo enquanto expressão artística, no enquadramento da renovação arquitectónica ocorrida em Portugal, entre as décadas de 1950-60, Maria Keil é uma presença constante no quotidiano lisboeta. A pesquisa efectuada uma procura de novas expressões plásticas e a relação com a arquitectura e a funcionalidade dos locais onde os azulejos eram aplicados são dois dos aspectos mais relevantes de uma obra pessoal, atenta ao mundo que a rodeava, reinterpretando influências e a história à luz de novos desafios.




Pois!
Adoro a obra de Maria Keil e os seus azulejos.
Mas!
Que eu saiba, em português não existe a palavra “abstratismo” (suspeito que nem no Aborto Ortofágico). Poderá surgir, eventualmente, no “facilitismo” que actualmente grassa na escrita jornalística do Brasil, já que também nunca a encontrei em nenhum texto ensaístico de origem brasileira que me tenha passado pela vista… Existe, sim, “abstraccionismo” (abstracionismo, no Brasil).
A alternativa agora inventada não me parece constituir uma enriquecimento semântico e muito menos conceptual que justifique a mudança de terminologia.
Porque se insiste tão denodadamente na disseminação do disparate? De onde é que surgem estas gelatinosas invenções?
Em castelhano é que se utiliza o termo “abstractismo” (com “c”), no que se refere “al arte abstracto”. Mas o que se lê em castelhano, traduz-se para português, na apresentação de uma exposição em Portugal.
Digo eu, nã seeeei….