POESIA AO AMANHECER – 298 – por Manuel Simões carlosloures30 de Setembro de 201329 de Setembro de 2013Literatura Navegação de artigos PreviousNext JORGE GOMES MIRANDA ( 1965 ) POESIA Se outras preferiam os tecidos de seda do desejo ela dava-se à ganga coçada do amor depois de noites mal dormidas Derivava pelas ruas perdidas de uma cidade de luzes aquosas opostas ao comércio livre jogando a não ser vista senão nos inquietantes interlúdios das árvores Pautávamos os nossos sonhos pelos seus inaudíveis passos, toques insistentes à porta a desoras e sem avisar. Nunca fomos tão felizes como quando arrancados literalmente da cama a seguíamos pelas alamedas até a um mar sem dano. Porque de praias e luz era feito o nosso corpo, essa espécie de fome (de “Postos de Escuta”) Organizou a antologia “Tráfico. Antologia Crítica da Nova Literatura Portuguesa”. Da sua obra poética assinala-se: “O que nos protege. Pedra Formosa” (1995), “Portadas Abertas” (1999), “Curtas-Metragens” (2002), “Postos de Escuta” (2003). Share this: Share on Facebook (Opens in new window) Facebook Share on X (Opens in new window) X Share on LinkedIn (Opens in new window) LinkedIn Share on WhatsApp (Opens in new window) WhatsApp Email a link to a friend (Opens in new window) Email More Print (Opens in new window) Print Like this:Like Loading...