SEARA VERMELHA – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

Em 1866 o poeta Castro Alves, declamando, chega até a amedrontar os abolicionistas moderados: 

(…)
Somos nós, meu senhor, mas não tremas,
Nós quebramos as nossas algemas
Pra pedir-te as esposas ou mães.
Este é o filho do ancião que mataste.
Este – irmão da mulher que manchaste…
Oh, não tremas, senhor; são teus cães.
(…)
Cai, orvalho de sangue do escravo,
Cai, orvalho na face do algoz,
Cresce, cresce, seara vermelha,
Cresce, cresce, vingança feroz.
(…)

Tribuno, poeta-condor a adejar sobre a multidão em delírio, ovações, são as ânsias de liberdade a sacudir o Brasil.

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