vou libertar-me convosco, agonizar convosco, levantar as mãos
ansiosamente convosco!
E, no fim, colher o fruto desta vitória lenta
que vem marchando com passos silenciosos para mim há tantos séculos,
como prémio dos meus olhos bem abertos
para esta paisagem árida que me deslumbra…
(de “Claridade”, nº 5)
Poeta, romancista e filólogo. Pseudónimo poético do romancista Baltasar Lopes. Impulsionador de “Claridade”, colaborou ainda em “Mensagem” (CEI), “Vértice” (1ª série). Figura em “Poesia de Cabo Verde” (1944), “Modernos poetas cabo-verdianos” (1961). Como filólogo publicou o estudo “O dialecto crioulo de Cabo Verde” (1957). Obra poética: “Cântico da Manhã Futura” (1986).