TRISTEZA – por Fernando Correia da Silva

Um Café na Internet

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Os povos antigos, ou são tristes ou são cínicos; a nós, portugueses, coube ser tristes. É frase lapidar e assim descarto o cinismo que me assacam. Somos povo sorumbático mas, espicaçados, em heróis nos convertemos. Somos povo fincado à terra mas, espicaçados, metemo-nos a caminho e damos novos mundos ao mundo. Amália Rodrigues anda lá por fora a promover a tristeza que será nossa. Não gosto de fados mas a tristeza dá-me jeito. Sejam tristes, não me aborreçam. Eu, António de Oliveira Salazar, eu é que sei o que é bom para todos, eu é que sei quando devo espicaçar.

Nota – A ilustração acima é uma imagem de João Abel Manta

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Atenção, informamos os leitores habituais desta rubrica que, a partir de amanhã, será publicada entre segunda e sexta-feira, mas às 9:00 horas

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