JOÃO CARLOS ABREU
( 1935 )
GRITO DE GAIVOTA
Quando esta noite
for madrugada
Abril será Maio
nascerá estendido
em longas mãos
verdes do tempo
rolando na curva
dos seios
de primaveras amarelas
de giestas
em vulcões adormecidos,
com o gritar sufocado
da gaivota
ferida na vertigem
do abismo…
(de “Sobre o Voo da Gaivota”)
Poeta e jornalista. Obra poética: “Da Ilha & de Mim” (1980), “Água no Mar” (1986), “Ilha a Duas Vozes” (1988), “Porta Aberta” (1990), “Sobre o Voo da Gaivota” (1994), “Poema: New York-New York” (1995), “Mon Île” (1996, ed. bilingue português-francês).

