A Liberdade, a cultura, a democracia e a justiça social são as nossas paixões.

tendo o pai do menino sido nomeado escrivão da Relação na Baía, o Antoninho foi para o Brasil com a família. Aluno do Colégio dos Jesuítas na Baía, tem 15 anos quando sentiu o apelo da vocação religiosa. Em 1624, os holandeses, aproveitando o afrouxamento da defesa do território de que os castelhanos davam provas, ocuparam a cidade levando os jesuítas e os alunos a refugiarem-se numa aldeia do sertão. António tem 25 anos quando prega pela primeira vez e em 1635, com 27 anos foi ordenado sacerdote – Mestre em Artes exerce a função de pregador – os sermões deste jovem jesuíta começam a tornar-se famosos – o Antoninho é agora o Padre António Vieira. Restaurada a independência de Portugal, em 1641, parte para Portugal integrado na embaixada de fidelidade ao novo rei do qual se torna amigo e confidente. Prega na Capela Real. Tal como ocorrera na Baía, os seus sermões agitam Lisboa. Em 1643 publica uma “Proposta a El-Rei D. João IV ” onde se declarae favorável aos cristãos novos e apresenta um plano de recuperação económica. O seu prestígio na Corte é crescente – em 1644 é nomeado pregador régio. Em 1646 começa a desempenhar funções diplomáticas – vai à Holanda e depois a França, onde fou recebido por Mazarino. Emitiu um parecer sobre a compra de Pernambuco aos holandeses e defendeu a criação da província do Alentejo. Em 1649 a Ordem dos Jesuítas ameaçou expulsá-lo, mas D. João IV não autorizou. Vai a Roma, para contratar o casamento de D. Teodósio de Bragança. Primogénito e herdeiro natural do trono, a sua morte com apenas 19 anos, viria a colocar a coroa na cabeça débil de Afonso VI. Em 1652 partiu para o Brasil como missionário no Maranhão. Em 1654 – Sermão de Santo António aos peixes. Regressou a Lisboa para tentar obter leis favoráveis aos índios. Em 1655 prega o Sermão da Sexagésima. Volta, triunfante, ao Maranhão com as novas leis. Escreve Esperanças de Portugal – V Império do mundo. Em 1661, os colonos expulsaram-no, com os outros jesuítas, do Maranhão.